14 ago 2019

Por que uma ex-executiva do Tinder criou o app de namoro feminista Bumble

por Camila Luz

2 min. de leitura
Por que uma ex-executiva do Tinder criou o app de namoro feminista Bumble

Quantas vezes você chamou alguém interessante para um encontro? Para muitas mulheres, a resposta provavelmente é “nunca”. Desde 2014, a empreendedora americana Whitney Wolfe Herd tenta inverter essa realidade. Ela é fundadora do Bumble, o aplicativo de relacionamentos no qual a mulher deve dar o primeiro passo.

Herd também também é co-fundadora do aplicativo de relacionamentos Tinder. Ela participou do desenvolvimento do app no início de sua carreira em tecnologia, dentro de uma incubadora em Los Angeles. Quando deixou a famosa plataforma, foi motivada pela vontade de empoderar outras mulheres a dar início ao seu próprio empreendimento, baseado em um conceito simples: dar às mulheres a chance de ditar seus próprios relacionamentos e reverter a dinâmica dos apps de relacionamentos, permitindo que elas façam o primeiro movimento.

Bumble e além

De acordo com o site do aplicativo, o principal diferencial do Bumble em relação aos demais é que se baseia em relacionamentos saudáveis. Para isso, é preciso que as pessoas envolvidas se sintam confiantes — seja em uma relação amorosa, de amizade ou trabalho.

No Bumble, quando acontece uma conexão entre pessoas do sexo oposto, cabe à mulher dar o primeiro passo, invertendo regras antiquadas que ditam que a atitude deve ser sempre do homem. Assim, a relação já se iniciaria baseada na igualdade. O app também defende que os relacionamentos sejam construídos com base no respeito mútuo e integridade.

Além do aplicativo de relacionamentos, Herd também supervisiona outros produtos relacionados: um aplicativo para fazer amigos online (Bumble BFF), um aplicativo para networking (Bumble Bizz), um aplicativo para homossexuais (Chappy), um fundo de investimentos para mulheres empreendedoras (Bumble Fund), um fundo de filmes (Bumble Presents… The Female Film Force), uma linha psicoterapêutica de cuidados com a pele (Bumble Beauty), um restaurante conceito (Bumble Brew) e uma série de investidores renomados, como a atriz Priyanka Chopra e a jogadora de tênis Serena Williams. Além disso, os aplicativos estão presentes em mais de 150 países.

Ufa! Não é pouca coisa, não é mesmo? Todos os empreendimento de Herd têm foco no empoderamento feminino e na igualdade, abrangendo também os homossexuais. Em entrevista ao site da Vogue, a empreendedora conta que a fundação do aplicativo está relacionada às suas próprias experiências pessoais. Em 2012, quando deixou o Tinder e terminou um relacionamento amoroso com um dos cofundadores, processou a empresa por assédio sexual e discriminação.

O que recebeu em troca? Uma chuvas de comentários negativos online que foram responsáveis por um período negro em sua vida. Foi então que decidiu reagir às tantas regras que ditam como as mulheres devem se comportar em relação aos homens.

Herd tem 29 anos e desenvolveu o Bumble em parceria com a rede social Badoo, também focada em relacionamentos. De acordo com a revista Forbes, em dezembro de 2018, o aplicativo possuía 47 milhões de usuário e uma receita anual de US$ 175 milhões.

Você já usou o Bumble ou outro aplicativo de relacionamentos? Qual a sua opinião sobre a dinâmica dessas plataformas? Conte para a gente.