Spylight: o Shazam da moda

Você já usou o Shazam ou o SoundHound alguma vez? São aplicativos que identificam o som que está rolando em um ambiente. Você abre o app, toca o botão “ouvir” e ele ativa o seu microfone. É tão eficiente que até um assobio bem feito eles são capazes de reconhecer. Nessa pegada, também recomendamos o TrackID TV, que tem a mesma lógica, mas que serve para identificar qual é a série ou filme que está passando na TV. Mesmo esquema: abra o aplicativo e ele fará a sua mágica.

Já o Spylight, aplicativo recém-lançado nos Estados Unidos, identifica o look que um personagem de TV está usando, te diz onde comprá-lo e de quebra ainda te mostra opções mais econômicas. Por enquanto o esquema ainda é bastante manual: a empresa desenvolvedora fez parcerias com os grandes estúdios, que passam as fichas técnicas dos figurinos. Pense nos looks fofos que você já viu em Girls, Mad Men, How I met your Mother, New Girl, Big Bang Theory. Tem até os vestidos matadores da Claire Underwood, essa deusa loira do Netflix.

 

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No site, você consegue procurar por séries de TV e filmes, e então escolhe o personagem que quer stalkear ou o episódio onde viu aquela saia que não sai da sua cabeça. Ainda não é tão mágico e preciso quanto a gente gostaria (alguns ítens são apenas “similares”), mas mesmo assim piramos nos looks da Peggy Olson, de Mad Men e da Daenerys Targaryen, de Game of Thrones. Tem até as chinelas estilo-Raider do Mark Zuckeberg no filme “A Rede Social”.

 

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(Aliás, através do app descobrimos todo um nicho de vendedores no eBay que reproduzem os vestidos da Khaleesi. <3)

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Por enquanto só funciona em iOS (iPhone) e ainda não funciona no Brasil, mas deixe a Rede Globo botar a mão nisso: vão ter que cadastrar milhares de camelôs 😉

As mulheres do Vale do Silício

O Vale do Silício é o grande celeiro de oportunidades em tecnologia, mas não é um dos lugares mais receptivos para mulheres. Já falamos por aqui sobre os exemplos negativos, como o “Esposas do Silício” e casos de discriminação e assédio velados, mas nós do Ada continuaremos batendo nesta tecla: mulheres precisam de exemplos para se sentirem capazes de ter ambição.

 

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Lea Coligado estuda Ciência da Computação na Universidade de Stanford. Durante uma de suas férias de verão, ela fez um estágio no Facebook, desenvolvendo um aplicativo para iOS. Na volta às aulas, durante um papo entre colegas sobre o que tinham feito nas férias, um de seus amigos contou que tinha estagiado no Facebook, ao que outro respondeu de queixo caído “Uau! Sério?! Não sabia que você era tão inteligente!” Quando perguntaram a Lea e ela deu a mesma resposta, a reação foi totalmente diferente: “Ah, eu deveria ter me inscrito, então.” Lea ficou furiosa. Ela tinha passado pelos mesmos processos seletivos, cumprido o mesmo programa e entregue os mesmos resultados que o seu colega. Porque com ela era diferente?

Inspirada pelo minimalismo de Humans of New York, um projeto que usa a internet para mostrar fragmentos da vida de pessoas comuns, Lea criou Women of Silicon Valley. Um espaço para contar histórias de mulheres que resistem às dificuldades desse mercado, celebrar os seus exemplos e criar novas narrativas. Ao longo dos anos, Lea conheceu e ouviu a história de mulheres talentosas, resilientes e geniais. Porque então ela nunca tinha ouvido falar sobre elas na mídia?

 

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Ao site da revista Fortune ela admitiu que, até começar a sentir na pele a desigualdade de gênero, pensava que grande parte do que ela ouvia a respeito era “folclore da mídia“. Quem dera. Durante sua breve experiência profissional Lea percebeu que a sua predileção por vestidos e o tom mais agudo da sua voz incomodavam e chamavam a atenção de muitos marmanjos ao mesmo tempo. “Levei tanta cantada ruim que passei a evitar passar departamentos inteiros da firma”, diz.

Felizmente, mesmo dentro dessa jornada tortuosa há quem pense diferente. O seu próprio chefe no Facebook a encorajava a arriscar em suas decisões quando ela sequer se sentia segura sobre o seu jeito de vestir. “Uma ex-chefe me disse para cortar a erva daninha e regar as plantas do caminho,” e é exatamente o que Lea tem feito.

Como a pauta da igualdade de gênero tem se tornado um assunto obrigatório dentro das grandes empresas de tecnologia, o desinteresse masculino se transformou em desprezo por um suposto sistema de cotas. Fato é que, gostando ou não, grandes mulheres estão entrando goela abaixo da indústria. O caminho ainda é bem longo, mas pelo menos já temos para onde olhar.

(Imagens: Reprodução Women of Silicon Valley/Lea Coligado)

Como a internet lida com a morte?

Na Internet, tudo parece efêmero e novo o tempo todo, mas a verdade é que não percebemos as pegadas digitais que deixamos bit a bit, feito migalhas de pão. Sites e serviços armazenam as nossa criações musicais e visuais, opiniões, dados pessoais, produção intelectual e milhares de gigas em dados. Aos poucos, nos tornamos acumuladores digitais desenfreados. Mas o que acontece quando morremos já que, na rede, tudo permanece?

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Já é comum ver perfis em redes sociais sobreviverem à morte de seus donos. Eles se tornaram parte do processo de luto da sociedade contemporânea, e chegam a durar anos sendo alimentados por familiares e amigos saudosos em datas especiais. O Youtube, Twitter, Facebook e Dropbox desenvolveram políticas e ferramentas para ajudar as famílias dos que morreram, mas ainda assim a legislação ainda é um pouco vaga sobre o que pode ou não ser feito com esses dados. Em setembro do ano passado, por exemplo, o Instagram cometeu uma gafe pesada ao soltar um post agendado, pago pela Apple, no perfil da atriz Joan Rivers, falecida havia 15 dias.

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Esses sustos digitais rolam com frequência e, vez ou outra, fantasmas de Facebook sapecam por aí curtindo páginas de marcas que postam em seu nome. Mas há quem deseje permanecer “vivo” e pague por isso: com toda a informação que deixamos disponível, start-ups experimentais conseguem reproduzir padrões de postagem, check ins, curtidas e até interações com amigos, como o projeto LifeNaut. O serviço DeadSoci.al, por exemplo, permite arquivar mensagens (de video, foto, áudio e texto) que são enviadas gradativamente após a morte para as suas pessoas preferidas e ensina a lidar com a morte em várias redes diferentes.

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“Olá mundo, esta é a primeira mensagem desde que eu morri (…) as próximas mensagens serão enviadas nos meus perfis sociais pelos prórimos 50 anos.”

O aplicativo Vuture te incentiva a guardar momentos especiais enquanto eles acontecem para serem compartilhados depois da sua morte, e o Remembered cobra apenas US$9,95 para manter uma página em sua memória para sempre. Mas se há o risco de ninguém saber quem avisar, o Death Switch ajuda: se você passar mais de 2 meses sem responder suas notificações, o sistema presume que você morreu, avisa geral e passa as suas informações para alguém de sua confiança. Nos Estados Unidos, especialistas em vestígios digitais começaram campanhas de conscientização a respeito da importância de cuidar desse legado.

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No Japão, um país de muitos velhinhos e uma indústria de morte estabelecida com naturalidade, esse planejamento é rotineiro. O Yahoo! Ending, por exemplo, ajuda a organizar funerais previamente contratados, dá instruções do que fazer com o seu histórico na internet, apaga perfis e contas, ensina a escrever testamentos, cancela débitos automáticos e manda até mensagens de despedida para pessoas escolhidas. Mão na roda para quem fica, segurança para quem vai.

#comofaz: cinco passos para perder o medo de tecnologia

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Fotomontagem: Mike Licht/Flickr

Um dos motivos da existência do Ada é a quantidade de mulheres que nós, Diana e Natasha, conhecemos que apesar de usarem computadores o dia inteiro (algumas com softwares bastante complexos, como o Autocad), terem smartphones, tablets e serem loucas por uma rede social,  relutavam em se considerarem aficionadas em tecnologia. “Ai, imagina, não entendo quase nada,” elas nos diziam, para em seguida discorrerem apaixonadamente sobre aplicativos preferidos e porque preferem esse sistema operacional a aquele, truques que aprenderam e debater novos gadgets.

Está na hora de todas nós sairmos desse auto-imposto armário e nos entendermos melhor com essas ferramentas que fazem tanta diferença na nossa vida.

Por isso, resolvemos comemorar esse dia 8 de março, tão perto do primeiro aniversário do Ada, com alguns passos para você assumir a tecnologia de vez na sua vida. YES YOU CAN!

Adaptamos as dicas da jornalista americana Arikia Millikan, que escreve sobre tecnologia no Refinery29. Para ler o texto original dela, clique aqui. Com a palavra, Arika:

“Várias pessoas se consideram “boas com tecnologia”, como se isso fosse um dom com o qual se nasce ou não (e com o qual as mulheres não costumam ser agraciadas), mas eu estou aqui para provar o contrário. Ter uma inclinação tecnológica é uma habilidade aprendida, assim como saber espanhol ou fazer baliza. Ainda assim, não foi uma habilidade que eu adquiri de forma direta.

Sou filha única de mãe solteira, então eu só tive duas opções para alcançar as minhas metas: ou eu aprendia sozinha ou eu teria que abrir mão de todos os benefícios gloriosos do uso da tecnologia – como as horas que gastei jogando Super Nintendo ou navegando pela edição da Enciclopédia Britânica que instalei no meu primeiro computador. Lá em casa isso se aplicava a tudo que exigisse uma certa mão-na-massa: montar móveis, arrumar eletrônicos e até mudar as velas de ignição do meu carro. A vida pode não vir com um manual de instruções, mas quase tudo que usamos nela tem; então não há razão para os homens serem os únicos a usá-lo.”

Segundo Arika, não se sinta desencorajada se você nunca se considerou “tecnológica” – dá para começar a qualquer idade. Mas se você é alguém que tende a desistir facilmente quando o computador trava ou o celular dá pau, aqui estão alguns passos para mudar essa mentalidade:

1 – Não peça para alguém consertar o problema para você. Pelo menos não antes de tentar por uma boa meia hora. O primeiro passo para resolver um problema de gadget ou um pau de computador  é entender exatamente o que está errado, então se você conseguir além do “socorro, deu pau” e analisar o que aconteceu e quais as mensagens de erro, fica mais fácil saber qual a solução que você precisa. Um mantra: quando em dúvida, reinicie a máquina;

2 – O problema não é você. Se você empacar, não se martirize achando que é burra ou “não entende disso.” A verdade é que a maior parte dos gadgets e plataformas foram desenvolvidas por pessoas bem diferentes de você, e que existe um abismo bem grande entre estes desenvolvedores e o público-alvo dos seus produtos, em termos de língua, cultura e educação. Sim, eles deveriam ter feito seus produtos o mais intuitivos e simples possíveis, mas nem sempre é o que acontece;

 3 – Use a força da Internet. Uma vez que você entendeu qual exatamente foi o problema, tipo “o aplicativo trava quando eu abro a foto xis” ou “o Firefox não abre uma página com vídeo”, você pode fazer uma busca no Google por soluções usando o termo “Como ____” e descobrir centenas de páginas e fóruns online que podem te ajudar. Qualquer que seja o seu problema, certeza que você não é a primeira a passar por isso. Busque por descrições que descrevam a sua situação e pesquise as soluções que outros encontraram. E se seu problema for realmente inédito, não se acanhe de se inscrever em um fórum adequado e descrever o que aconteceu. O que nos leva a…

 4 – Peça ajuda, mas não favor. Se você realmente precisa convocar alguém que entenda mais que você, faça o seguinte: em vez do especialista resolver para você, peça para te explicarem o passo a passo de como consertar sozinha. Assim, se acontecer de novo, você já sabe o que fazer sem pedir a ninguém;

5 – Não tenha medo de falhar, e bastante. Você provavelmente não acertou a primeira vez que tentou fazer baliza. Mas isso não quer dizer que seu destino era ser má motorista e sim que você ainda estava aprendendo a dirigir. Mesma coisa com tecnologia: vá tentando várias vezes até acertar e saiba que ninguém nasce sabe sabendo construir e usar toda as modernidades atuais. Elas podem parecer simples, mas nem sempre são.

Tecnologia intimida à primeira vista, mas aprender a usá-la vai te ajudar a economizar tempo, dinheiro e diminuir sua dependência dos outros. Feliz 8 de março para todas nós.

Gif via Giphy.

As Minas da Web: Janie Paula, Buxixo de Mães

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Janie foi mãe do Nicholas aos 16. Uma cesariana. Quando engravidou de Maia aos 28 questionou algumas escolhas pela falta de preparação da sua primeira maternidade. Sentiu que precisava de informação para poder escolher melhor, mesmo que optasse pelas mesmas coisas.

Com incentivo de uma amiga e grande ajuda da internet, descobriu um universo que se transformaria no seu modelo de vida e negócio. Janie continuou na publicidade até a última semana de gravidez, mas usava o seu “tempo de tela” para estudar. Depois do parto de Maia tudo mudou. Hoje ela encabeça um movimento multiplataforma que traz informação e diálogo a milhares de mulheres sobre parto natural, amamentação, educação com respeito e maternidade ativa. No seu escasso tempo livre, ela faz a mediação de mais de 1.600 mães no projeto Buxixo de Mães, é doula (sua principal fonte de renda), tem um blog, 2 perfis de instagram, 3 páginas no Facebook e 4 sites e usa a internet para promover encontros virtuais e presenciais.

 

Não pergunte ao Google

No pós-parto de seu primeiro filho, Janie se viu sozinha. Os seus amigos adolescentes sumiram e ela não tinha ninguém com quem falar sobre todas aquelas mudanças. No final da segunda gravidez ela teve medo de passar pelo mesmo. A maternidade era o seu principal (se não único) tema de conversação: “Ninguém mais dava conta da minha demanda, eu só falava sobre bebês e maternidade. É injusto cobrar esse interesse do outro” ela conta. A lista de discussão da parteira Ana Cristina Duarte no Yahoo foi a sua salvação. Lá ela se informou a partir de exemplos reais e compartilhou momentos íntimos com desconhecidas. “Quando você busca artigos na internet sobre o assunto, tipo usar ou não chupeta, tem um monte de informação contraditória. Todo mundo tem um manual de como criar um bebê e todos querem dar sua opinião na internet. As trocas em forums são mais humanas.“, conta.

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Por conta dessa lista, Janie pensou que seria legal criar um grupo menor só com as mães que ela foi conhecendo ao longo da gravidez. O Buxixo de Mães nasceu junto com Maia, em dezembro de 2012. O grupo começou no Facebook com 40 mulheres que precisavam falar abertamente, sem verdades absolutas. Elas usavam a rede para tirar dúvidas, desabafar e marcar encontros com os pequenos em livrarias, salões de festa e parques. A hashtag #buxixodemaes começou a bombar no Facebook e logo outras mulheres se interessaram. Para atender a demanda, Janie criou um segundo grupo, onde passou a receber mães do Brasil inteiro. Nos 3 primeiros dias 600 mulheres se inscreveram.

 

Big data, big love

A admissão acontece a partir de um formulário. Uma vez aprovadas, são adicionadas no “Mapa das Vizinhas”. Janie geo-localiza todas elas no Google Maps para que saibam quem mora por perto e incentivar encontros reais. O grupo já promoveu encontros até na Austrália. Desse convívio surgem muitas melhores amigas, parcerias profissionais e até sociedades.

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Na internet rola de tudo nos grupos ativistas, o povo é muito pé na porta. Escrevem para impor valores sem se colocar no lugar do outro. O Buxixo era diferente, a gente só não queria se sentir sozinha.” diz. Claro que já houveram barracos, e pelo volume/velocidade de informação que trafega pelo grupo (40 posts por dia, alguns com mais de 1.000 comentários) nem sempre é fácil mediar. De qualquer forma: lá dentro elas partilham valores. A sua parceira e amiga Yara Tropea entrou para a força-tarefa e hoje é fundamental no Buxixo.

Com o tempo Janie notou que listas fechadas tem uma grande força nesse universo e passam mais confiança: “Você parte do princípio que aquele conteúdo é real e curado, como uma indicação de uma amiga“, diz. O Buxixo também organiza bazares virtuais de troca e venda e seções como “Eu Faço”, onde a mulherada divulga os seus talentos e negócios sem flodar o feed.

 

Modo avião

Os smartphones diminuem muito a solidão do pós-parto, faz com que essas mães se sintam conectadas com o mundo.“, diz. Ao mesmo tempo Janie as incentiva a largar o celular nos momentos importantes, para que olhem os filhos sem a mediação de telas. “A internet é fundamental na minha vida, mas hoje tenho menos tempo para ela. A gente acaba fazendo tudo no tempo materno, sem pressão“, conta.

Mesmo assim Janie criou o Te Vi Nascer, um blog que reúne relatos de parto e o Enquanto eu Amamento, um perfil de insta que compartilha fotos lindas de mães alimentando os seus bebês. Ao todo, são 7.000 mulheres conectadas sob a sua tutela e mais 600 na lista de espera do Buxixo.

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Quando perguntei qual era o seu modelo de negócio, ela foi clara: “Sucesso pra mim não é medido por dinheiro.” Hoje ela não quer focar na necessidade do crescimento e pretende ter paciência para deixá-lo crescer naturalmente, sem metas e sem pressa. Ela confessa ter passado (e ainda passar) por muitos questionamentos sobre o que o Buxixo poderia virar. Um livro? Um curso? Um lugar físico para encontros? “O grupo é uma premissa de valores que pode usar qualquer ferramenta para fazer o que ele se propõe a fazer. Ele nunca vai ser uma coisa só“, garante.

Mas como o seu próprio uso da Internet reflete nos seus filhos? Janie levou um susto quando, aos 11 anos, Nicholas não sabia o que era um selo de carta, mas também não sabia o que era Facebook. Para ela, é necessário acompanhar de perto todo este amadurecimento digital para empurrá-lo em outras direções além do feed, além de restringir o tempo de acesso. “Hoje ele tem 15, então se depender dele é só Whatsapp. Nem email ele usa.” Ela consegue segurar os excessos do filho adolescente, mas confessa lidar com dificuldade com o seu próprio consumo. “Eu tenho orientá-lo o máximo possível pra que ele faça um bom uso da web, aprenda a pesquisar direito, a achar coisas legais… mas às vezes ele mesmo pede para eu sair do celular.

* créditos das imagens na ordem de aparição: Luciano Bergamashi, Lela Beltrão e Stephanie Salateo.

As Minas da Web: Marina Bortoluzzi, Instagrafite

Com este post (e um certo orgulho) inauguramos uma nova seção no Ada, As Minas da Web. Vamos mostrar quem são as mulheres que desenvolvem os projetos mais legais, bem sucedidos e inovadores da internet brasileira. Queremos ouvir o porque e o como elas fazem o que fazem, quais as motivações, as encrencas. Não é fácil ser mulher empreendedora na internet (a gente sabe), por isso quanto mais exemplos tivermos, menos mulheres vão desistir de tentar.

Começamos com força: um café de uma hora e meia com a Marina Bortoluzzi, a publicitária catarinense que é curadora e co-fundadora do Instagrafite.

 

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A Marina é o tipo de mulher que faz as pessoas acreditarem nas suas paixões como modelo de negócio. Quem a acompanha internet afora enxerga isso todo dia. Marina foi parar no SXSW, agora está no Havaí, apareceu pintando uma parede em Miami e está pedindo dicas de alguma cidade cool na costa oeste americana. O “como” é a pergunta fácil. Marina e Marcelo Pimentel, parceiro de vida e crime, criaram o Instagrafite: um perfil de Instagram que se transformou no canal digital mais respeitado na cena de arte urbana no mundo. O “porque” é a pergunta legal: dividir para multiplicar. “Tudo funciona de forma colaborativa, esse é o nosso lema“, ela diz.

Com 3 anos de vida, a marca tem mais de 1 milhão de seguidores, 5 sociedades embaixo do braço e é convidada a participar como mídia essencial de todos os festivais de arte de rua do mundo. Vale lembrar: apenas 0,0001% das contas no Instagram têm mais de 1 milhão de seguidores*. Marina e Marcelo ralaram por cada um deles.

 

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O arrôba

Marcelo criou o perfil no final de 2011 para preencher um vazio emocional depois da morte de sua mãe. Procurar os melhores grafites de São Paulo era uma boa desculpa para tirá-lo de casa e ocupar a cabeça. Marina o acompanhava nos rolês para ajudar com as fotos: “Inevitavelmente comecei a absorver esse universo. Quanto mais obras a gente fotografava, mais eu aprendia.” Não demorou para o perfil chamar a atenção e, em pouco tempo, pessoas do mundo inteiro começaram a marcá-los em fotos dos grafites que cruzavam os seus caminhos. Naturalmente, os próprios artistas passaram a querer estar naquela galeria muito bem curada. “Depois que abrimos para colaborações, acumulamos 4 meses de emails de pessoas bem foda no nosso inbox. Não sabíamos o que fazer com aquilo tudo“, conta.

Quando perguntei quais eram os artistas que eles agenciavam, ela respondeu com a maior naturalidade: “Na verdade todos. Tenho todos os artistas do mundo como possibilidade”. Ela ajuda os brasileiros a mostrar o seu trabalho lá fora a partir da sua rede de contatos, recebe os gringos na sua própria casa como se fossem família, resolve burocracias de visto e ajuda os que nem conta em banco têm. Tipo uma fada madrinha das ruas. “A relação é muito mais forte quando você está próximo“, diz.

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Hoje, depois de quase 5 mil posts e projetos com marcas incríveis na bagagem, já faz um tempo que o Instagrafite extrapolou o seu @. “Sabemos ser mídia, mas queremos dar cada vez mais atenção a outros formatos para explorar a nossa curadoría.” Só para 2015 eles já têm datas para lançar um canal no youtube, um blog e um aplicativo sobre arte de rua. E onde o calo aperta? “Temos um nome no mercado internacional mas quase nenhum trabalho dentro de casa. Queremos ser reconhecidos aqui.

 

Ser mina

Marina tem papo reto e é eloquente, por isso costuma dominar os ambientes de trabalho por onde passa. É boa gestora, coordena pessoas, é organizada e articula as negociações colocando entrelinhas na honestidade do Marcelo: “Eu faço um trabalho quase holístico de convencimento com o cliente“, ri. Ela sabe que é essencial para o negócio, mesmo não sendo o receptáculo criativo da dupla. “É difícil separar ‘state and church’?” eu pergunto. “Ah, sociedade com homem acaba sendo, ainda mais quando ele é o seu marido, mas se a gente não fosse um casal talvez o Instagrafite não fosse como é hoje”, diz.

 

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Olhando “a cena” do alto, Marina ocupa uma posição quase privilegiada. Existe um preconceito gritante com artistas de rua mulheres. Ou elas são casadas com outro artista e através da dupla se elevam, ou são consideradas homossexuais e precisam suprimir a sua feminilidade para serem respeitadas.  “Só a inteligência barra o preconceito, por isso ninguém menospreza o meu trampo, mas sinto que às vezes preciso bater de frente com mais força“, conta. Em alguns meios empresariais de tecnologia e marketing, a misoginia é tão grande que ela precisa do Marcelo ao lado para ser ouvida.

Mas nem tudo está perdido e ela quer ajudar. Em sua última viagem ao Havaí, Marina notou um aumento da participação feminina e ficou feliz de perceber. No blog, que será lançado no final de março, ela quer dedicar uma seção inteira às minas do grafite.

 

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O papo de morar fora do país é assunto recorrente entre o casal, mas São Paulo é um caso de amor e ódio. ” Estamos tendo a oportunidade de viajar para todo canto do mundo com frequência. Ao final de cada viagem eu ou ele nos perguntamos ‘tu morarias aqui’? A resposta dos dois é ‘não’. Nunca foi tão claro que a nossa cidade é São Paulo. No futuro talvez não seja, mas no presente é aqui que a gente deve e quer ficar. Estamos no lugar certo na hora certa“, ela contou ao Facebook. Em 2015, os dois pretendem explorar as possibilidades e sugar tudo o que ela pode oferecer.

 

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*fonte: Totems.co

fotos: arquivo pessoal

Unfriended é a Bruxa de Blair versão Skype

Lá por mil e novecentos e noventa e bolinha (1999, para ser mais exata) um filme independente de baixo orçamento chamado A Bruxa de Blair marcou a história do gênero de terror por algumas inovações: montado a partir de imagens gravadas e abandonadas por um trio de estudantes (na verdade atores) que se embrenharam numa floresta nos Estados Unidos para fazer um documentário sobre uma lenda local de uma bruxa que matava crianças. Também foi um dos primeiro filmes a usar fortemente a Internet para promoção, com um site próprio e materiais extras para reforçar a sensação que se tratava de uma história real.

Quase dezesseis anos depois, agora o filme de terror se passa no Youtube, Skype e mídias sociais. Uma adolescente se mata depois que alguém posta um vídeo dela bêbada no Youtube e um ano depois de sua morte, vem assombrar seu grupo de amigos durante um vídeo chat. Essa é a premissa de Unfriended, com estreia nos EUA prevista para abril.

Vai fazer sucesso que nem A Bruxa de Blair fez em 1999 e criar toda uma nova estética de “terror-via-Skype”? Daqui a alguns meses a gente descobre.

Veja o trailer:

 

Via Recode.

5 aplicativos para fazer diário

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ilustração por Bruna Zanardo*

 

Quantas vezes na vida você já começou um diário nos primeiros dias do ano e conseguiu mantê-lo por mais de algumas semanas? Se a sua resposta for “nunca”, você precisa conhecer uma nova leva de aplicativos que tem mudado a nossa relação com os nossos registros pessoais. O micro-journaling, como é chamado este novo formato, é um hábito facinho de manter.

Aplicativos de micro-journaling incentivam o seu usuário a alimentar o feed diariamente. Seja através de conteúdo inserido manualmente (textos, fotos, links), perguntas randômicas ou pelo registro automático das suas atividades nas redes sociais. Neste último caso, você passa a alimentar passivamente o seu diário com as suas ações digitais, como check ins, posts, fotos do rolo da sua câmera, e assim mapear como foi o seu dia. Chamados de loggers, os apps também te impulsionam a registrar pensamentos, histórias, e elementos complementares ao que já foi postado.

Fizemos uma lista de alguns que vão te ajudar a manter o hábito saudável de escrever sobre nós mesmos. Sem ego, sem filtro e de maneira privada.

 

 Rove

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Pra quem nunca conseguiu manter um diário, este app é uma boa opção. O Rove coleta passivamente (e com a sua autorização) todas as atividades do dia que envolvem o seu smartphone. Exemplo: ele registra os seus deslocamentos e inclusive identifica automaticamente se o trajeto foi feito a pé, de carro, de bicicleta etc. Ele também te geolocaliza sem a necessidade de check-in, usa as fotos que você tirou ao longo do dia e conecta as músicas que você ouviu com momentos específicos. Também tem espaço para notas pessoais, claro. Uma função querida é “exportar uma história”, que gera uma imagem para compartilhar nas redes com os melhores momentos do dia. Pode ser um diário de viagem interessante. No final do dia ele ainda te pergunta: “como foi o seu dia?”

(para iPhone e Android, gratuito).

 

Timehop

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Você se lembra como foi o seu dia há exatamente um ano? Este aplicativo faz isso de forma passiva, sem que você precise inserir informações manualmente, assim como o Rove. Você recebe lembretes das fotos que tirou, do que postou no Facebook, no Instagram ou Twitter, dos seus check-ins no FourSquare e ele ainda te permite sincronizar o feed com iPhoto e DropBox. O app prepara lembretes diários para te mostrar o que estava acontecendo há um, dois ou três anos, com a temperatura local e possibilidade de compartilhamento nas redes sociais. Fofinho para mandar lembranças para os amigos/família/amor em datas especiais.

(para iPhone Android, gratuito)

 

Askt

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A premissa é muito simples: o Askt quer te incentivar a escrever sobre você e suas questões mais íntimas de forma rápida, simples e cativante. Com o formato de um bloco de notas muito espartano, o aplicativo faz uma pergunta provocadora e objetiva por dia. Elas são imprevisíveis e fixas, você não pode simplesmente pular para a próxima. Alguns exemplos: “Descreva a sua ética profissional”,  “Quem você gostaria de conhecer melhor?” ou “Escreva a primeira sentença da sua autobiografia”.

(para iPhone, gratuito)

 

Momento

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Este é o mais “parrudo” de todos e funciona basicamente como o Timehop, só que integrado com mais redes: Facebook, Twitter, Vimeo, Youtube, Last.FM, Flickr (?!), Instagram, a sua agenda e até os seus trajetos no Uber. A diferença é que, aqui, a experiência é mais focada na produção de texto, a experiência mais clássica de um diário pessoal. A interface é bonita, é fácil de usar e a possibilidade de usar tags ajuda muito na hora de procurar momentos, pessoas e histórias específicas.

(para iPhone, US$2,99)

 

Day One

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Tão elegante e simples que dá até vontade de escrever diariamente. O DayOne também está na categoria de diários passivos mas oferece uma experiência bem completa e mais integrada. A começar que também existe uma versão para Mac (US$9,99) e o sync entre as contas é impecável, inclusive com o iCloud. A informação fica segura na nuvem e o app pode ser aberto apenas com senha ou Touch ID (só para iPhones 5S em diante).  Você também pode exportar PDFs só de tags específicas, receber lembretes diários ou semanais e ver estatísticas relacionadas as suas atividades.

(para iPhone, US$4,99)

 

* ilustração: Bruna Zanardo se formou em moda e criou sua própria marca de roupas ainda no colégio para poder dar vida às estampas que criava. Hoje se dedica a projetos de design, ilustração e estamparia. Cresceu em São Paulo mas vive em Chicago, onde trabalha para clientes de lá e de cá.

 

 

 

 

#testamos: o foursquare da maconha

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Clássico na internet é aquele post engraçadinho do seu amigo hippie/descolado às 4:20 da tarde. Para quem não sabe, o número 420 faz referência à maconha e a cultura do seu consumo. Uma espécie de código secreto (#sqn) que identifica fumantes ou entusiastas da cannabis.

O brasileiro João Paulo Costa também acha que maconheiros gostam de deixar rastros de seus hábitos internet afora, por isso criou o Who is Happy, uma espécie de FourSquare para maconha. Nele o usuário faz check in no lugar onde está fumando o seu baseado e compartilha anonimamente com a sua rede (ou posta nos seus perfis públicos autorizados). Obviamente o app não marca a sua posição exata, mas a cada check-in uma nuvem de fumaça verde se espalha pelo Google Maps. Muito amor.

Além do mapa permitir ver os bairros mais “felizes” da sua cidade, ele te mostra um ranking dos países que mais participam da brincadeira.

 

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Testamos por aqui e ele ainda está um pouco atrapalhado: a tela inicial travou três vezes seguidas, o mapa não se mexia e a lista dos países não carregou de primeira, mas nada que uma atualização para limpar os bugs não resolva.

Em entrevista à Folha de São Paulo, João contou que usa a cannabis e os seus derivados para combater os sintomas da sua epilepsia. Por enquanto o modelo de negócio ainda não está definido, mas ele já sabe que pretende focar a sua busca por investimento fora do Brasil. Ainda segundo a Folha, fundos de investimento nos Estados Unidos injetaram mais de US$90 mi em 29 empresas de ferramentas tecnológicas ligadas ao assunto em 2014, por conta da gradual legalização da droga no país. João quer pegar esse vento a favor, o foco agora é conseguir usuários. #táfácil

(para iPhone e Android, gratuito)

 

(imagens: reprodução do aplicativo Who is Happy)

Respire fundo: 6 aplicativos de meditação

* Por Cora Poumayrac Nieto e Diana Assennato

 

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Ok, a gente sabe: a resolução campeã de começo de ano é o combo entrar na academia, fazer dieta, perder uns quilos.

Mas você já ouviu a expressão em latim mens sana in corpore sano (uma mente sã em um corpo são)? Pois é. Para abrir 2015, a gente vai te ajudar a ganhar mais paz de espírito e clareza de mente, com nossa lista de aplicativos que ensinam a meditar. Escolha o seu, respire fundo e comece seu ano com mais leveza.

 

1) 5 minutos – Eu medito 

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A campanha “5′ Minutos, Eu Medito” é desenvolvida pela ONG Mãos Sem Fronteiras em mais de 35 países com o objetivo de desmistificar e difundir a prática da meditação. É bem simples de usar e está disponível em várias línguas, inclusive em português. As funções são básicas: medidor de tempo meditado e lembretes para as próximas pausas. Os gráficos são fofos e te ajudam a entrar no mood da meditação com mini-aulas de preparação.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

2) Buddhify²

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Perfeito para quem não sabe por onde começar. O app tem design colorido e muitas escolhas de programas, focados em diferentes situações e estados de espírito. Uma roda de arco-íris pergunta o que você está fazendo, e te oferece algumas opções de relaxamento para aquela situação específica. São mais de 11 horas gravadas e você consegue acompanhar suas estatísticas de performance.

(para iPhone e Android, US$2.99)

 

3) Headspace

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Esta é uma excelente escolha para quem procura meditação guiada (apenas em inglês) para começar sem dor. Antes de iniciar qualquer atividade, o app te convida a assistir três vídeos que resumem de forma muito prática os princípios básicos da meditação e como ela atua na mente. É bem focado no dia-a-dia de quem está começando. O criador do app, Andy Puddicombe era monge budista e se tornou empreendedor milionário e palestrante do TED graças à usabilidade impecável do app (e ao seu sotaque britânico que conduz a meditação <3). Você aprende o básico em 10 sessões de 10 minutos, ganha pontos por regularidade e pode salvar gravações para usar quando estiver offline. É o preferido das celebridades inglesas.

(para iPhone e Android, gratuito para as primeiras dez sessões)

 

4) Calm 

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Lindo! Minimalista e meticuloso, o aplicativo começa ensinando os 7 passos da calma (postura, respiração, etc.) e se propõe a ser a sua válvula de escape quando a pressão estiver forte demais. Além de calma, os programas também tratam de foco, perdão, gratidão, força e paz interior, motivação, aceitação e sono. A gravação é uma voz feminina sexy e às vezes divertida, que lembra um a voz da Samantha do filme Ela, só que um pouco mais coxinha. A versão grátis oferece 10 meditações para diferentes situações, e a compra da versão Pro, por US$4,99 para três meses, traz mais séries e mais músicas. Tem também para a web.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

5) Smiling Minds

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Desenvolvido na Austrália, este é voltado principalmente para crianças e jovens. Divide-se em três faixas etárias de sete a 22 anos, e mais uma para adultos. O objetivo deste projeto (sem fins lucrativos), é promover a meditação como forma de explorar o momento presente, focando sua atenção e consciência de maneira específica. “Queremos dar ferramentas para ajudar a criar jovens felizes, saudáveis e com compaixão”, diz a empresa. Também tem versão web.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

6) Breathe2Relax

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Não é bonito e mais parece um site em flash dos idos 00s, mas este app é focado em desenvolver habilidades respiratórias para usá-las no relaxamento do corpo e da mente. Ele basicamente começa ensinando o que é a respiração diafragmática e os seus benefícios, detalha os efeitos do estresse e ensina diferentes exercícios para levar o corpo a um estado mais relaxado, para reduzir a ansiedade e estabilizar o humor.

(para iPhone e Android, gratuito)

(Imagens: Divulgação)