Spylight: o Shazam da moda

Você já usou o Shazam ou o SoundHound alguma vez? São aplicativos que identificam o som que está rolando em um ambiente. Você abre o app, toca o botão “ouvir” e ele ativa o seu microfone. É tão eficiente que até um assobio bem feito eles são capazes de reconhecer. Nessa pegada, também recomendamos o TrackID TV, que tem a mesma lógica, mas que serve para identificar qual é a série ou filme que está passando na TV. Mesmo esquema: abra o aplicativo e ele fará a sua mágica.

Já o Spylight, aplicativo recém-lançado nos Estados Unidos, identifica o look que um personagem de TV está usando, te diz onde comprá-lo e de quebra ainda te mostra opções mais econômicas. Por enquanto o esquema ainda é bastante manual: a empresa desenvolvedora fez parcerias com os grandes estúdios, que passam as fichas técnicas dos figurinos. Pense nos looks fofos que você já viu em Girls, Mad Men, How I met your Mother, New Girl, Big Bang Theory. Tem até os vestidos matadores da Claire Underwood, essa deusa loira do Netflix.

 

claire underwood

 

 

No site, você consegue procurar por séries de TV e filmes, e então escolhe o personagem que quer stalkear ou o episódio onde viu aquela saia que não sai da sua cabeça. Ainda não é tão mágico e preciso quanto a gente gostaria (alguns ítens são apenas “similares”), mas mesmo assim piramos nos looks da Peggy Olson, de Mad Men e da Daenerys Targaryen, de Game of Thrones. Tem até as chinelas estilo-Raider do Mark Zuckeberg no filme “A Rede Social”.

 

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(Aliás, através do app descobrimos todo um nicho de vendedores no eBay que reproduzem os vestidos da Khaleesi. <3)

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Por enquanto só funciona em iOS (iPhone) e ainda não funciona no Brasil, mas deixe a Rede Globo botar a mão nisso: vão ter que cadastrar milhares de camelôs 😉

#testamos: Nexus Player

(Uma versão resumida deste post saiu no caderno Tec da Folha de S.Paulo na terça-feira 4/11: Nexus Player é resposta do Google à Apple TV)

Nexus Player
Nexus Player: como o Apple TV, só que redondinho

Demorou, mas o Google trouxe uma resposta à altura do Apple TV. O Chromecast, mais simples e mais barato, se propunha apenas a transmitir o conteúdo de um dispositivo com Android à TV, enquanto o Nexus Player, lançado esta semana nos EUA, almeja mais longe, com mais recursos que o set top box da Apple e uma nova plataforma de entretenimento.

A interface, chamada de Android TV e baseada no Android 5.0 Lollipop, é parecida com a do Apple TV: uma tela inicial com sugestões de vídeos e aplicativos de entretenimento. Mas enquanto o Apple TV vem com os aplicativos pré-instalados e as sugestões de filmes são os lançamentos da iTunes, no Nexus Player os apps pré-instalados são os básicos do Google e o Youtube, e o usuário pode escolher outros na Google Play Store.

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#comofaz do Ada: baixe filmes e séries usando torrent

A oferta de aplicativos de vídeo e música ainda está bem limitada, mas é possível instalar Netflix, Hulu, TED, Bloomberg TV, Vevo, Pandora e outros serviços de streaming também disponíveis no Apple TV. O material de divulgação do Google afirma que HBO Go e apps da Disney e ESPN também estariam disponíveis, mas não estavam no menu de opções no aparelho disponível para avaliação da Folha. O Crackle, uma das opções gratuitas para filmes, travava a cada cinco minutos.

A oferta de apps pode ser baixa por enquanto, mas o sistema de recomendação do Nexus é superior ao da Apple. Ele busca conteúdos dos apps instalados no aparelho, não só do Google Play, e faz as recomendações em cima do que o usuário já viu na plataforma. O serviço de streaming do Chromecast também está disponível no Android TV.

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TV conectada no Nexus Player: busca por voz, recomendações de filmes, séries e música, mas poucos apps

Ivete Sangalo e Tropa de Elite
A busca por voz, acionada via controle remoto, é um recurso bastante interessante, e já usado no concorrente Amazon Fire TV. Apesar da interface geral do Android TV não estar disponível ainda em português, é possível fazer buscas por voz no idioma: para isso, basta mudar o idioma nos ajustes, em “idioma de busca por voz”.

Quando a busca estava em português, o sistema entendeu buscas pela cantora Ivete Sangalo e pelos filmes “Tropa de Elite” e “Se Eu Fosse Você”, apresentando fichas técnicas e biografias dos atores principais via IMDB e, no caso de “Tropa de Elite”, um link para Tropa de Elite 2″, disponível no Google Play dos EUA (mas não o link para o filme no Netflix, hmmmm). Ao mudar o idioma da busca de volta para inglês, o sistema se confundiu e não trouxe os mesmos resultados.

O Google também está apostando nos jogos para Android. Há uma loja do Google Play separada para jogos (cuja oferta é maior que a de aplicativos de entretenimento) e é possível comprar em separado um joystick sem fio compatível com o Nexus Player. Como o Android TV é baseado no Lollipop, o Google afirma que é possível começar o jogo em um dispositivo Android, interromper e continuar no Nexus Player.

Esta é a segunda tentativa do Google de entrar no mercado de set top boxes, as caixinhas que funcionam como uma central de entretenimento online para sua TV. Em 2012, a empresa apresentou o Nexus Q durante a conferência para desenvolvedores Google I/O, mas o dispositivo tinha poucos recursos que justificassem seu preço de 299 dólares — a oferta de conteúdo era limitada à loja do Google Play, por exemplo. A recepção foi tão negativa que o produto nunca foi colocado oficialmente à venda.

Mas o Google parece ter aprendido sua lição com o Nexus Q: o Nexus Player tem preço estimado de 99 dólares nos Estados Unidos, a mesma faixa de preço do Apple TV e Amazon Fire TV. O joystick é vendido separadamente a 39 dólares. Não há por enquanto previsão de lançamento no Brasil.

(Crédito das imagens: Divulgação/Google)

#testamos: Amazon FireTV

*por Arthur Soares

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Foi em 2004 que começou o meu cuidado meticuloso com a minha biblioteca de músicas do iTunes; prometi a mim mesmo que aquilo seria uma herança para os meus filhos. Dava um trabalho absurdo manter a coleção organizada: baixar os discos, organizar os arquivos, achar as capas, colocar a ordem certa das faixas, gênero, artista… um trampo! Tudo isso mudou quando conheci o Spotify, um sistema de streaming de música com uma biblioteca gigante e super fácil de usar. A minha relação com música – e principalmente com a minha coleção de música – mudou totalmente. Parei de gastar tempo buscando, organizando e catalogando tudo, e comecei a focar a maior parte do tempo em realmente degustar e escutar o que queria. Fiquei bastante empolgado quando a Amazon anunciou o lançamento da FireTV, porque senti que finalmente um dispositivo poderia ser capaz de oferecer esse tipo de experiência para filmes e séries.

Há alguns anos eu optei por não ter mais TV a cabo e me virar apenas com downloads e sistemas de vídeo sob demanda como o Netflix, por exemplo. Nesses últimos anos, já brinquei com várias opções para deixar tudo mais simples de usar, como a AppleTV, aplicativos das TVs inteligentes da Samsung e até um computador Mac Mini (aquele pequeno da Apple) ligado diretamente na minha televisão. Sou geek e vivo sempre na busca incessável para achar a solução perfeita, por isso achei incrível a simplicidade da FireTV.

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Mas o que é a Amazon FireTV? Um dispositivo (na categoria dos set top boxes) que você pluga na sua TV, conecta no Wi-Fi da sua casa e te oferece tudo o que há de disponível na plataforma de conteúdo da Amazon, chamada AmazonPrime, por enquanto indisponível para o Brasil. Essencialmente, não é tão diferente assim da AppleTV, mas foi pensada para melhorar três pontos importantes: velocidade, busca e acessibilidade. O preço de venda é similar aos concorrentes, mas é o primeiro que consegue ter a melhor experiência. Vamos por partes.

A experiência Amazon

Uma das coisas que mais tem me chamado atenção à respeito dos últimos lançamentos da Amazon, é a atenção que eles têm dado aos novos usuários. O tio, a mãe, a avó; aqueles que não dominam a tecnologia mas gostariam de fazer uso dela têm pouquíssimas barreiras de entrada. Isso acontece desde o Kindle e se repete com o FireTV: compramos o aparelho pelo site da Amazon e ele milagrosamente já vem configurado com a sua conta, sem precisar conectar nada com nada : )

Outro exemplo incrível é o tablet FireHDX, lançada em setembro do ano passado, que vem com uma função chamada “Mayday”. É um botão que, ao apertá-lo, te conecta com um funcionário da Amazon (uma pessoa, mesmo) em menos de 15 segundos. Funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano (!).  Nesse sentido, uma das funções mais úteis da FireTV é a busca por voz disponível no controle remoto do aparelho. Pode parecer pouco significante, mas lembre-se como a busca naqueles controlinhos pode ser incrivelmente frustrante.

Primeiras impressões

Foi tudo muito fácil: liguei o cabo de força na tomada e o cabo HDMI na TV (aquele mesmo que você usa para ligar a televisão LCD direto no seu computador). A primeira coisa que a FireTV me pediu foi para identificar a rede Wi-Fi. Não preciso comentar sobre a apresentação e design, estão extremamente bem resolvidos. Ao iniciar, um tutorial em vídeo ensinando a utilizá-la começou a tocar. Foi ótimo, em menos de dois minutos já possuía uma noção geral de todas as funções. A interface é simples, separada em duas colunas. O dispositivo é incrivelmente rápido. Muito mais rápido que AppleTV ou qualquer outro que já mexi.

Conteúdo

Da mesma forma que a Amazon lançou o Kindle para vender livros eletrônicos, ela também lançou a FireTV para vender o Amazon Prime, a plataforma de vídeo deles. A velocidade de tudo é alta: do final do tutorial até começar um filme, foram menos de cinco segundos. Sabe por que? Porque a FireTV já veio configurada com a minha conta, não me pediu senha nem nada. Inclusive já veio com os dados do cartão de crédito do meu One-Click payment, aquela função perigosa da Amazon que te permite comprar livros e um monte de coisas com um só clique.

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Um ponto interessante é a abordagem esperta a games. Conseguiram chamar a atenção do jogador meio-termo, aquela pessoa que curte jogar no seu smartphone e tablet, e até sente falta de algo numa TV maior, mas não tem vontade de investir U$ 300-500 em um console exclusivo e mais U$ 30-50 por jogo. A grande sacada: por mais U$ 39,99 você pode comprar o Game Controller, um joypad muito similar ao do Xbox ou PS4. Nele você pode rodar os jogos mais legais de Android.

A busca de voz funciona apenas para conteúdo de dentro do AmazonPrime. Encontrei uma exceção estranha, buscas por clipes de música te jogam para o Vevo e Hulu, que são aplicativos de terceiros. O mesmo não ocorreu com Netflix. Talvez haja alguma parceria específica.

Alguns dias depois

Já estou com a FireTV há alguns dias e posso dar uma opinião mais concreta. Acredito que tem um potencial incrível para demonstrar como será o futuro da TV e Set-top boxes. Para o Brasil, ainda não é uma solução pronta, já que é preciso trazer o aparelho dos Estados Unidos e para conseguir acessar o conteúdo (apps, jogos e filmes da plataforma Amazon Prime) é preciso realizar uma série de gambiarras.

O conceito de aplicativos para televisão não é novo. SmartTVs já fazem isso e a Apple oferecia marginalmente com o AirPlay na AppleTV. Acredito que a FireTV seja a primeira implementação com uma boa perspectiva de como o futuro será.

A FireTV é, sem dúvidas, um grande passo pro que teremos de novidades para as TVs em breve. Vamos esperar e ver o que Google e Apple farão.

 

arthur * Arthur Soares é consultor de tecnologia e design. Compartilha suas obsessões em http://artsoar.es

Foto: arquivo pessoal

#comofaz: Como baixar filmes e séries usando torrents

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Mas é claaaaro que a gente ia usar Game of Thrones para ilustrar este tutorial!

Antes de qualquer coisa, vou tirar uma questão da frente antes de falar de torrent: pirataria é crime ou não é? Quem baixa filmes pode ser preso por isso? Segundo o que pesquisamos, pela lei brasileira, baixar arquivos para uso privado não é crime, o que não pode é ganhar dinheiro com isso, como vender os arquivos em um dvd caseiro, por exemplo.

Ainda assim, é preciso ficar claro que cada vez que fazemos um download clandestino de um produto intelectual, como um filme, um episódio de uma série, um disco ou um livro, os responsáveis por ele não recebem nada pelo trabalho que tiveram ali. Como é uma discussão bem longa, vamos deixar por enquanto isso na consciência de cada um, ok?

Ao tutorial, então. Torrents têm alguns passos, precisam de programas específicos, mas não são nenhum bicho de sete cabeças — mesmo.

O que você vai precisar:

– Um software chamado cliente de torrent; (algumas opções: µTorrent, Vuze, Bitcomet

– Um site para você baixar os arquivos de torrent; (para séries, tente o Eztv, para todo o resto, The Pirate Bay. Outras opções de sites: Torrentz e Isohunt, entre outros)

– Um site para baixar as legendas, se você precisar; (opções: Open SubtitlesLegendas.tv)

– Um software para assistir aos filmes depois, o player. (não tem como dar errado com o VLC)

Só isso.

Vamos lá: primeiro você instala o cliente de torrent, aquele que você escolher, de acordo com o que estiver disponível para o sistema operacional do seu computador, normalmente Windows ou Macintosh. Preste atenção no que você estiver concordando ao instalar, porque alguns programas, como o Vuze, instalam extensões chatinhas que alteram o Chrome ou o Firefox. Não vá clicando sim em todas as janelas que aparecem na sua frente sem ler do que se trata antes, tá?

Agora você precisa de um torrent em si. O torrent é um arquivo minúsculo, que vai executar o download do arquivo que você quer no cliente, puxando e organizando pedacinhos do arquivo de todos os computadores que estiverem baixando ao mesmo tempo e estiverem conectados à Internet. Por isso que, ao contrários dos downloads normais, quanto mais pessoas estiverem baixando o arquivo, melhor. O nome do arquivo é sempre algumacoisa.torrent.

É só ir até o site de sua escolha e buscar o que você quer. Muitas vezes, você vai ter que buscar pelo nome original do filme/série/o que seja. Aqui, um exemplo usando a série Game of Thrones no EZTV.

game of thrones torrent
Todas as opções disponiveis de Games of Thrones no EZTV nesta sexta, 4/04

Agora, como escolher o arquivo? No exemplo de cima, a sigla S(número)E(número) significa número da temporada (S de Season) e do episódio (E de Episode). Então S3E10 é o 10º episódio da terceira temporada. No caso entre o 720p e o HDTV normal, eu normalmente escolho o HDTV normal por ter uma qualidade de imagem ok e ser um arquivo menor, mais rápido de baixar.

Agora, um exemplo de filme, no Isohunt, com os filmes do Percy Jackson. Olhe como fica a busca:

percy jackson torrent1
Isohunt anda espertinho: perceba que os primeiros resultados são posts patrocinados. Procure os resultados normais de busca

Nesse caso, como escolher qual torrent? No fim do post, vou explicar melhor o que acontece com o nome dos arquivos, mas por enquanto, você precisa prestar atenção nos dados do arquivo, como size (tamanho), e principalmente seeds (o S). Quanto maior o arquivo (e alguns arquivos tirados de Blu-rays são bem grandinhos, tipo alguns gigabytes), mais demorado vai ser o download e claro, vai ocupar mais espaço no seu HD – em compensação, a imagem e som são ótimos. Você também quer um torrent com muitos seeds (sementes), porque eles são pessoas como você que estão baixando e distribuindo o arquivo ao mesmo tempo. Quanto mais seeds o arquivo tiver, mais rápido ele baixará. Também vale a pena prestar atenção nos comentários que o arquivo tiver. As pessoas avisam se for falso, se a qualidade estiver ruim, for vírus, etc.

Depois que você escolher, baixe o arquivo no seu computador. Cuidado com essa tela, porque muitas vezes eles entopem de botões para outros sites, dando uma enganada mesmo na gente. Procure sempre o “baixe o torrent”, como na foto abaixo:

Percy Jackson no Isohunt
Exemplo do Isohunt. Às vezes o botão para baixar o torrent fica escondido no meio dos “sites parceiros”

Agora vamos colocar o torrent no cliente. Escolha “add” ou adicionar torrent, e clique ok na janela que abrir. O cliente vai começar a baixar o torrent. A velocidade vai depender da velocidade da sua conexão e da quantidade de seeds, mas para ter uma ideia, os 900 megas do Percy Jackson do exemplo demoraram uns 20 minutos em uma conexão corporativa no µTorrent. O torrent costuma exigir bastante da conexão de internet da sua casa, então é bom fazer o mínimo possível com o computador enquanto o arquivo estiver baixando (assistir Netflix pode ser sofrido).

uTorrent abrindo o arquivo
Em alguns programas, o nome muda, mas é sempre algo tipo “abra ou adicione torrent”

Se você gosta de ver séries e filmes sem legenda, o próximo passo é estourar pipoca, se acomodar no sofá e abrir o arquivo no player (que a essa altura, você já instalou enquanto esperava o filme baixar). A gente super recomenda o VLC porque com ele você não tem que se preocupar com o formato do arquivo que baixou, ele lê praticamente tudo, enquanto outros como o iTunes só leem arquivos .mp4. Não é difícil converter, mas não é a proposta deste tutorial. Vá com o VLC que vai dar tudo certo e se não der avisa a gente.

Se você não leva fé no seu inglês/francês/italiano/espanhol/iraniano/whatever, tem um passinho a mais antes do sofá e da pipoca: a legenda. Em alguns casos, como o Percy Jackson do exemplo, o torrent vai vir com arquivos de legenda na língua que você quiser. O download do torrent sempre vai ser uma pasta com o arquivo de vídeo (provavelmente um .avi ou .mp4) e alguns outros arquivos de texto, que não são necessários. Procure na pasta arquivos com a extensão .srt (assim: nomedoarquivo.srt). Essa é a legenda.

O truque para fazer a legenda funcionar com o vídeo é o seguinte: deixar o vídeo e a legenda na mesma pasta do computador, com o mesmo nome. Olhe na imagem:

Tela do VLC
Não precisa clicar nos dois arquivos; no de video basta. Mas a legenda precisa estar na mesma pasta e ter o mesmo nome

Aí, é só abrir o arquivo de vídeo no VLC e pronto, tudo sincronizadinho. De volta à pipoca e ao sofá.

Mas se o arquivo não vier com a legenda? Aí você pode buscar legendas em sites específicos, como os que indicamos no início, o Open Subtitles ou o Legendas.tv. Busque pelo nome do filme e tente checar se existe alguma com o nome exato do arquivo que você baixou, inclusive com aqueles termos meio estranhos tipo Dualmedia, Xvid, etc. Se não, escolha a que for mais próxima, deixe na mesma pasta do filme e renomeie para que os arquivos tenham exatamente o mesmo nome.

Duas coisas:

1) O que significam palavras como DVDRip, DVDSCR, CAM, TS, TC, and R5 nos nomes dos arquivos de torrent de filmes?

Elas mostram como o vídeo foi captado. CAM, TS e TC significam que o vídeo foi captado dentro de um cinema, ou por um espectador na plateia com uma câmera (CAM) ou na sala de projeção (TS e TC). A qualidade de imagem e som costumam ser bem ruins, e portanto, não valem a pena.

DVDRip, DVDSCR e R5 são arquivos que foram obtidos a partir de cópias do filme em DVD. Dê preferência a esses. Os DVDSCR, podem vir com marcas d’água ou contadores de segundos porque são DVDs promocionais. Muitas vezes você vai encontrar rips de Blu-ray também. Se for apenas para assistir na telinha do computador, eu pessoalmente não acho que o tamanho do arquivo compense. (Para ver na TV da sala é outra coisa, mas assistir filmes baixados e Netflix na sua TV vai ser tema de outro tutorial).

No caso de torrents de séries de TV, além do HDTV podem vir números como 720p ou 1080p. Isso se refere à qualidade da imagem em transmissão digital. Normalmente são mais pesados, com mais de um gigabyte de tamanho.

Eu aconselho sempre checar as avaliações dos torrents e os comentários postados nos sites para ter certeza que se trata de uma cópia boa. E desconfie se o torrent parecer bom demais para ser verdade; com certeza não é e você pode acabar baixando um vírus no seu computador sem querer.

2) Espalhe o amor: é sempre #bomkarma deixar o cliente de torrent aberto depois que você tiver baixado, assim o arquivo é “semeado”(seed, lembra?) entre outros usuários que também estão baixando o arquivo, para devolver o favor e ajudar todo mundo. Tipo à noite, enquanto você estiver dormindo. Ou mandando mensagem pros amigos passando mal com o último capítulo de Game of Thrones.

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