#comofaz: Você sabe proteger a sua privacidade no Facebook?

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Que tal dar uma “polida” na imagem que você passa para os outros no Facebook?

crédito da imagem: Stephanie Lenz

 

Às vezes não dá para dizer se é bom ou ruim, mas parece que hoje em dia todo mundo está no Facebook. Quem está lá há muito tempo, tem pena de abrir mão da sua praticidade, e sente que ficar de fora seria perder acesso a uma camada bem grande da vida social. Quase como perder a melhor festa do ano todos os dias. Quem chegou há pouco, ainda está conhecendo esta pequena selva, mas já entendeu que mais do que uma rede social, o Facebook é um contexto social. 

Nós no Ada não defendemos nem apedrejamos qualquer tipo de uso que a rede possa te proporcionar. Seja por trabalho, seja pela facilidade de descobrir eventos, seja para observar o seu ex e a sua atual família; a internet é um livro aberto e um caderno em branco ao mesmo tempo. Sirvam-se à vontade e salve-se quem puder. O que nós defendemos, e aí sim, com unhas e dentes, é que a gente saiba o quê e com quem estamos compartilhando as informações que colocamos (ou que colocam) na nossa linha da vida (quer metáfora mais forte do que essa?!). Por isso este tutorial: você sabe o quê e como você compartilha a sua vida no Facebook? Bora aprender.

 

Quem pode ver o que você posta?

Dica número zero: cada vez que você faz um post, há um ícone bem humilde em formato de globo terreste com a palavra “público” lá embaixo.

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Este é o jeito mais fácil de decidir, post a post, quem você quer que leia, ouça ou veja o que você está compartilhando. Escolha uma das opções pré-definidas (público, amigos, amigos exceto conhecidos, só você) ou faça a sua lista negra personalizada. Sim, isso mesmo, escolha “personalizar” e marque a pessoa (ou o grupo delas) que você quer manter de fora. Nesta hora você pode escolher até se quer que os amigos das pessoas marcadas naquele post saibam do que você está falando. OBS: o Facebook vai lembrar da sua escolha na próxima publicação, por isso é legal manter esse exercício como uma prática mesmo. Ajuda horrores e no fim das contas você se acostuma 🙂

 

Como ver tudo o que você já fez no Facebook?

Clique nesta tímida setinha no canto superior direito do seu Facebook e você vai achar uma área com o nome “registro de atividades”.

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É aqui que você consegue ter a visão geral da situação.  Nesta área você pode descobrir coisas importantes, como em quais fotos, posts ou vídeos você foi tagueada, por exemplo. Use os filtros no topo para ver o conteúdo que você escondeu da sua timeline e descobrir quem pode ver esses posts tagueados no Feed de notícias, na busca e em outros lugares no site. (respira fundo e vai com fé!). Se tem alguma coisa que você quer destaguear e for sua, clique no ícone de lápis e selecione “excluir”. Se a publicação pertence à outra pessoa, escolha “denunciar/remover marcação”. Nessa área também dá para ver todas as curtidas e comentários que você fez em um só lugar. Tá na dúvida se fez merda naquele madrugada de bebedeira? Aqui você descobre.

 

Quem pode entrar em contato com você?

Volte naquela mesma setinha tímida, só que agora escolha “configurações”. Uma vez na página, escolha “privacidade”.

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Se você reparar na lista, é na segunda pergunta que você deve restringir quem pode te enviar solicitações de amizade. O default é “público”, mas você pode mudar para amigos de amigos para evitar as pessoas malucas da internet (não que os nossos amigos não sejam). Lá também dá pra criar filtros de quem pode te mandar mensagens diretas. Simplão.

 

Quem pode te achar?

Acho essa opção providencial! Siga na mesma página onde você estava, só que agora clique na terceira pergunta: “Quem pode me procurar?” Aqui você decide por quem você quer ser encontrada com o seu endereço de email ou telefone. Isso evita bastante aquele povo de palestras e eventos que a primeira coisa que faz com o seu cartão é te adicionar no Facebook.

Agora o mais importante: NÃO PERMITA QUE O FACEBOOK OFEREÇA A SUA LINHA DO TEMPO PARA MECANISMOS DE BUSCA! Isso implica que qualquer pessoa que te procurar no google possa ver a sua linha do tempo, as suas fotos de bebê etcétera e tal.  Tem uma caixinha lá da qual você precisa tirar o “x”.

 

Uma linha do tempo para chamar de sua

Ainda estamos na página de privacidade, só que agora escolhemos o ítem “linha do tempo e marcações”.

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Aqui vale a pena dar uma passeada e ler item por item. É neste ponto que você decide o tipo de privacidade e controle que você quer ter na sua linha do tempo. Aproveite para bloquear os posts reaças do seu amigo do colégio que faz questão de compartilhar com você. Também altere as configurações para que o Face te peça autorização antes de qualquer post te marcando seja incluído na sua timeline. Muito necessário!

 

O poder do não

É importante a gente bloqueie o acesso de certas pessoas a certas áreas da sua vida. A vida offline também é assim, então esse é um exercício que temos que fazer sem medo e sem dó. Dê uma olhadinha na coluna da esquerda, e agora escolha “bloqueio”.

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Tem pessoas no seu Facebook que você não pode excluir? Não se preocupe: crie uma lista de “restritos” a quem só será visível o que você publicar publicamente. Importante lembrar que ninguém é notificado quando é adicionado a uma lista negra. Nem a sua mãe 😉 Mas se o caso é grave mesmo, bloquear alguém dá um poder libertador. Quando bloqueada, a pessoa não pode começar uma conversa com você, não pode ver a sua timeline ou tentar de adicionar como amiga. É tenso, mas tem horas que só isso resolve. Outra mágica, aqui você também bloqueia convites de aplicativos (tchau Candy Crush!) e convites para eventos de uma determinada pessoa.

 

Testanto, testando… um, dois. um dois

Já teve vontade de ver como uma pessoa específica vê o seu perfil?  Vem ver aqui embaixo!

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Ta-daaa!

Papel e lápis de cor para um belo #lookdodia

Uma das coisas mais legais do Instagram é quando ele faz com que blogs e tumblrs saiam dos nossos computadores e venham para os nossos celulares. Quando aquele (bom) conteúdo que a gente já amava se torna mais um quadradinho no nosso feed reconfortante de Instagrammers, parece que aquele universo se aproxima do nosso dia-a-dia e passa a nos fazer companhia de uma outra forma.

Jenny Williams, artista plástica novaiorquina que se auto-entitula “apenas mais uma mãe do Brooklyn”, queria criar um blog de moda mostrando as roupas que a sua filha Clementine, de 11 anos, e o seu grupo de amigos usavam. Ao invés de reproduzir o que zilhões de outros fashion blogs fazem (fotos de looks do dia e muitos duck faces), Jenny achou bem mais legal criar esboços lúdicos e quase irônicos para mostrar as escolhas indumentárias da filha e sua turma pré-adolescente. No perfil de instagram What My Daughter Wore, Jenny reposta os desenhos que faz para o seu blog e em pouco mais de um ano já atingiu quase 20.000 seguidores apaixonados pelo seu traço.

Os retratos coloridos mostram corpos desajeitados, caras emburradas, algumas caretas mas acima de tudo uma certa timidez mostra-esconde, orgulhosa de assumir e misturar referências e texturas num street style super contemporâneo. Um feed cheio de coroas de flores, bonés, óculos coloridos, franjas de papel crepom e fantasias de princesa e animais fofos que a vida adulta ainda não teve tempo de levar.

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Ps: não custa nada relembrar e morrer de amor pelo perfil de Instagram de Angie, mãe de Mayhem, uma garotinha de 4 anos apaixonada por moda. A mãe da pequena notou o interesse acima do normal de sua filha e começou a criar vestidos feitos de papel e muita criatividade. Passamos mal com essa réplica em cartulina do vestido que Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar deste ano, usou na premiação dos Golden Globes. <3

 

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Firefox se redime com a comunidade LGBT, primeiro de abril e mais nos links da semana

Os links que compartilhamos na página do Ada no Facebook esta semana:

Brendan Eich. Crédito: Fundação Mozilla
Brendan Eich. Crédito: Fundação Mozilla

– O site de relacionamentos OKCupid resolveu tomar uma posição séria quando veio a público que Brendan Eich, o novo CEO da Mozilla (fundação e empresa dona do browser Firefox) apoiava causas antigays, e divulgou uma carta de repúdio no site.

EXTRA! EXTRA! EXTRA! Nesta quinta-feira (3), a Mozilla anunciou que Brendan Eich pediu demissão tanto do cargo de CEO da empresa quanto do seu posto no conselho da fundação. Em um post no blog da Mozilla, a presidente executiva da empresa Mitchell Baker escreveu: “Nós entendemos porque as pessoas estão bravas e magoadas, e elas têm razão: nós não nos mantivemos fiéis aos nossos valores e verdades. Precisamos melhorar, e queremos continuar defendendo uma internet livre.” [links em inglês].

– A professora da ECA-USP Elizabeth Saad Corrêa publicou um artigo na Folha de S.Paulo que explica qual a lógica dos algoritmos dos anúncios de redes sociais como o Facebook e Google+, que no fim, se resume à velha máxima: não existe almoço grátis.

– Se você usa o Tinder ou está pensando em usar, leia esta matéria que a Diana Assennato, uma de nossas editoras, escreveu para a Revista TPM no fim do ano passado, quando o aplicativo de paquera estava pegando fogo.

O Gmail deixou todo mundo com cara de “quê?!” com a pegadinha dos shelfies. Crédito: reprodução.

– E por último, um resumo das melhores pegadinhas do Primeiro de Abril, feitas pelos grandes sites e empresas de tecnologia, como Google, Samsung e Waze. Você chegou a cair em algum deles? 🙂

 

 

 

 

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Por que você deveria se importar com o que o Facebook compra

Protótipo do Oculus Rift. Crédito: Reprodução.
Protótipo do Oculus Rift. Crédito: Reprodução.

Cada vez que o Facebook compra uma empresa incrível por bilhões de dólares, morre um canguru-bebê. Não é de hoje que o gigante das redes sociais assusta cada vez mais com a sua voracidade e vontade de ter tudo, falar com todos e estar em todos os lugares. No fundo, o problema não chega a ser a troca de mãos, porque empresas trocam de donos no Vale do Silício mais rápido que casais se formam e desformam em blocos de Carnaval. A questão é a falta de transparência ao divulgar o que Zuckerberg pretende fazer com aquele serviço que a gente amava tanto. (Sim, estamos falando de você, Whatsapp)

Ontem o Facebook pagou US$2 bilhões pela Oculus, uma startup obcecada pela perfeição, de apenas 18 meses de vida e especializada em realidade virtual imersiva. Lembra daqueles óculos grandões bem anos 90 que as pessoas vestiam para “sentir uma experiência imersiva”? Tipo isso, só que com imagens ultra realistas, muito incrível e totalmente do futuro.

Em seu post oficial, Mark disse que, nos últimos anos, manter as pessoas cada vez mais conectadas significava desenvolver aplicativos que nos ajudassem a compartilhar melhor e mais rápido através dos nossos celulares. O Facebook ainda tem muito chão nessa estrada (e eles não foram exatamente rápidos nos seus desenvolvimentos de aplicações móveis), mas como os planos são mesmo de dominação mundial, já estão começando a olhar para outras direções. Como será a rede social do futuro? Que formato ela deve ter para fazer parte do nosso dia-a-dia cada vez mais? Qual é a cara dessa plataforma e onde ela existirá?

É certo que ninguém tem essa resposta, mas a compra da Oculus aponta uma direção: sistemas de realidade aumentada são fortes candidatos a ser a próxima plataforma de computação de um futuro não tão distante assim. Estamos falando de 5 a 10 anos! :O

Mas então a ideia é que as pessoas vistam esses ~óculos~ para usar o Facebook da forma que a gente já conhece? Pense de novo: porque não trocar uma ideia olho-no-olho com uma versão 3D da sua melhor amiga que decidiu tirar um sabático do outro lado do mundo? Ou assistir um desfile da Fashion Week de Nova York sentadinha na platéia? Ou fazer uma consulta de urgência com a sua dermatologista (que por sinal, adora os seus posts de gatos)? Ou participar de uma aula com alunos e professores do mundo inteiro? Preparem-se: Mark Zuckerberg quer vender experiências.

Mas é claro que o Feissy não vai reestringir esse uso tão maravilhoso e de infinitas possibilidades só à bom conteúdo, afinal quem paga essa festinha toda ainda é a publicidade. Banners? Pfff. Imagine a Dafiti entrando no meio (literalmente) da sua conversa te oferecendo dois pares de sapato pelo preço de um (já que é o aniversário da sua amiga). É meio por aí.

Mas enquanto o Facebook ainda não f%$# com o virtuosismo da Oculus, conheça este projeto incrível. Em The Machine to be Another, voluntários usam o dispositivo para experimentar a sensação de ter um corpo do gênero oposto. Projeto lindo que permite uma série de reflexões, quem sabe para outro post 😉

Veja o vídeo abaixo:

Gender Swap – Experiment with The Machine to Be Another from BeAnotherLab on Vimeo.