Jean Jullien: o #sincerão da Internet

Jean Jullien é um designer gráfico francês bem-humorado e viciado em Internet. As suas ilustrações são leves e satíricas, de uma simplicidade incrível. Ele retrata os nossos excessos, manias e obsessões digitais de um jeito interessante. Ficamos com aquela inevitável sensação de “quem nunca“. E vocês?

Conheça o Relay e fale a língua dos GIFs

Vocês já devem ter percebido a nossa predileção por GIFs animados e a bem da verdade a gente não esconde de ninguém. Fato é que muitas vezes um GIF resume tão, mas tão bem os meandros do nosso raciocínio que é como se eles estivessem lendo os nossos pensamentos.

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Como a Internet é muito da maravilhosa, dois canadenses tiveram a brilhante idéia de criar um aplicativo de chat onde usuários se comunicam através das pequenas imagens em movimento, o Relay. O app não é exatamente novo, mas teve uma entrada um pouco mais lenta no Brasil (tanto que já está em português) e agora está angariando cada vez mais usuários: em sua grande maioria, viciados.

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O app é simplão e levemente “bugado” (erros no sistema às vezes o fazem fechar sozinho), mas é prático: você encontra os seus amigos de Facebook lá dentro e já pode começar a compartilhar. Existe uma espécie de “home” onde o app mostra os GIFs em categorias, como tendências e reações, mas a busca é ampla, e maravilhosa. Até hoje encontrei tudo o que eu procurei lá dentro. Inclusive o Justin Timberlake de cabelo cup noodles cantando com uma pizza pepperoni ao fundo.

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Mas o mais legal mesmo é que você também pode usar os GIFs fora do Relay. Como? Ache a imagem que você quer, faça um toque longo sobre ela e você verá uma lista de opções. Você pode postá-la direto no Twitter, na sua timeline do Facebook, pode salvar a imagem no seu celular ou copiá-la.
Aqui no Ada a gente ama os apps que incentivam o “poliamor digital” e que nos permitem compartilhar o conteúdo em outros lugares. Neste caso a mensagem é muito clara: o Relay quer ser o seu antidepressivo de bolso, não importa onde.
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Vai lá: Relay, gratuito, para iPhone e Android.

New Hive: muito glitter, neon e glitches

Gostando ou não, é sempre intenso interagir com uma obra de arte que desafia a nossa lógica, por isso a gente ama quando a Internet nos presenteia com plataformas de experimentação novas e fresquinhas. A New Hive é uma rede social que incentiva a criação e compartilhamento de arte digital, feita exclusivamente de zeros e uns.

Ela funciona como uma grande galeria para artistas já mais consagrados, mas também como uma tela em branco para quem quiser misturar um pouco de tudo e ver no que dá. A plataforma permite postar vários tipo de mídia; texto, audio, videos (inclusive já embedados do youtube), pinturas na própria tela estilo paintbrush ou GIFs, tudo-no-mesmo-post. <3 Muito glitter, neon, fotos pixeladas e glitches (imagens geradas a partir de falhas nos computadores), sem medo de ser feliz na maior alegoria digital. Ah! O melhor: qualquer pessoa pode usar a sua arte e remixá-la ao seu belprazer.

A gente recomenda que vocês passeiem pelas páginas um bom tempo e sem pressa, tomando um café ou até na hora de acordar. É um estímulo visual e sonoro tão peculiar que só pode fazer bem para o nosso cérebro e suas sinapses. Até porque, taí uma coisa que a gente não tem costume de consumir quando estamos online: arte.
Em entrevista para o The Verge, o CEO da empresa, Zach Verdin, confessou: “Queremos deixar a Internet estranha outra vez.”

ps: a gente amou que o Patatap estava lá!

(Esse áudio nonsense pertence à última imagem. Faz parte da brincadeira 🙂 )

5 apps para massagear o seu cérebro

Nem só de Instagram e Facebook  devem ser feitos os nossos momentos de ócio enquanto esperamos uma fila no mercado ou a consulta no dentista. Existe vida além de ver o que nossos amigos estão fazendo, né gente?

Nós compilamos uma série de apps que vão deixar o seu cérebro ativo e azeitado, mesmo nos momentos mais inúteis. Alguns chamam essa categoria de “brain puzzles” (quebra-cabeças cerebrais), mas nós a chamamos de “crossfit cerebral”. Eles são todos em inglês, mas na maioria dos casos, não é necessário um grande conhecimento para usá-los.

 1) Lumosity

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Este app oferece uma série de desafios pensados exclusivamente para desenvolver partes diferentes do nosso cérebro. Alguns jogos desafiam a nossa capacidade de resolução de problemas, outros a nossa rapidez associativa. A maior parte deles trabalha a atenção, a memória e a rapidez cognitiva. Os treinos são super rápidos e vão se tornando mais difíceis.  Os resultados melhoram quanto mais se joga, é impressionante o progresso!

Para iPhone, GRATUITO.

 

2) Dots

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É o Candy Crush dos hipsters e altamente viciante. A premissa é muito simples mas por isso mesmo a estratégia se torna a chave da brincadeira. O objetivo é ligar os pontinhos da mesma cor para atingir a pontuação máxima. Conecte a sua conta com os seus amigos e veja a competitividade tomando conta de vocês.

Para iPhone e Android. GRATUITO.

 

3) Tuple

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Antes de nada: este jogo não é um app propriamente dito, ele é uma espécie de site que funciona no seu smartphone como um aplicativo normal. Para quem já jogou Set, é exatamente a mesma coisa. Para os iniciantes, o objetivo é reconhecer padrões de trios levando em conta três variáveis: cor, formato e quantidade. Sem brincadeira, é um dos jogos mais desafiadores da nossa capacidade cognitiva e um grande estimulador neurocerebral.

Para iPhone e Android. GRATUITO.

 

4) Huebrix

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Lembra do jogo da cobrinha dos Nokia velhos de guerra? Pois bem, este aplicativo lembra um pouco aquela lógica, mas de uma forma bem mais divertida em uma espécie de quebra-cabeça. Você tem que preencher espaços baseado em cores e tamanhos de cobras. É ótimo para treinar a nossa capacidade de associação espacial.

Para iPhone (US$ 1,99) e Android (GRATUITO).

 

5) Little Alchemy

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Um jogo fofo e simples que faz a gente se sentir meio Deus. O desafio é criar o maior número de elementos possíveis começando apenas com quatro: água, fogo, ar e terra. Junte água e fogo e você terá vapor. Junte fogo e terra e terá magma. São 300 elementos esperando para ser descobertos.

Para iPhone e Android e também versão web.

 

* Delícia receber outras indicações legais! A Maíla, o André e a Carolina indicaram estes:

 

*) Flow

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Você tem que ligar os pontos da mesma cor, completando o quadro inteiro, para formar uma espécie de “encanamento” (daí o nome, Flow, “fluxo” em inglês), no menor número de tentativas possível.

Para iPhone e Android (GRATUITO).

 

*) RoboLogic

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Esse é para brincar de programador. O objetivo é fazer o robozinho ativar os cubos laranja, usando uma série de comandos oferecidos pelo jogo, como andar para a frente, virar à esquerda e direita, pular, etc.

Para iPhone (US$0.99). Há uma versão gratuita.

 

*) Unravel 

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A proposta é desemaranhar as linhas ligadas pelos círculos ao trocá-los de lugar pela tela. Você sabe que deu certo quando as linhas passarem de vermelhas para azuis. É estranhamente relaxante, talvez por causa da trilha sonora meio new age do jogo.

Para iPhone (US$ 0.99) e Android (GRATUITO). Há uma versão gratuita para iPhone.

 

Lembrou de algum que a gente não mencionou? Deixe o seu comentário aqui 🙂

Crédito das fotos: Reprodução.

O Patatap transforma seu teclado em um instrumento musical

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Tela de uma das animações criadas pelo Patatap. Crédito: Reprodução do site de Jono Brandel

É sexta-feira, fim de semana está quase aí, e a vontade é de dar aquela enrolada na frente do computador por uns minutinhos? Apresento o Patatap (o nome é um palíndromo, olha que lindo). Basta clicar (ou tocar, se você estiver usando um smartphone) dentro do quadrado cinza, e depois digitar qualquer tecla de A a Z para gerar gera uma série de sons, formas e cores diferentes. Enjoou da sequência? Aperte a barra de espaços.

Segundo o site da Fast Company,  o Patatap é uma criação do designer Jono Brandel, que trabalha com Artes Digitais no Google Creative Labs e a dupla de músicos Lullatone. O site funciona em computadores de mesa, notebooks, celulares e tablets (mas a gente recomenda usar no computador mesmo).

Em seu site, Brandel explica que o objetivo do site é capturar a experiência da sinestesia, uma condição neurológica nos quais os sentidos se misturam, fazendo com que seja possível “ver sons” ou “ouvir cores”. Entre as influências do trabalho estão as pinturas de Wassily Kandinsky, os filmes de Viking Eggeling e Norman McLaren e as animações de Oskar Fischinger.

Aumente o volume (melhor ainda, coloque seus fones de ouvidos) e prepare-se para perder um bocado de tempo. Mas tudo bem, vai parecer que você está digitando um email importantíssimo.

(Via Fastco Design)