#fail da semana: a Barbie que não sabe programar

Lembram quando a gente comemorou aqui no site a nova linha da Lego com bonequinhas cientistas? 

E para os assinantes da newsletter, quando a gente também achou o máximo a linha de bonecas Miss Possible?

Aí quando descobrimos um livrinho da Barbie lançado nos Estados Unidos chamado “Barbie, Eu Posso Ser Uma Engenheira de Computação”, naturalmente a gente ia achar uma boa ideia, certo?

Errado.

E o problema não é Barbie em si. É o que esse livrinho, destinado a meninas, mostra Barbie criando um joguinho de computador, mas falando para sua irmã que ela não pode programar e que ela precisa de ajuda de dois rapazes, chamados Steve e Brian para isso. Olhem só:

 

barbie3

E a história continua com Barbie infectando o computador dela e da irmã com um vírus, até que os supracitados Steven e Brian resolveram seus problemas para elas. Tem um momento ótimo, em que os rapazes falam para ela “Se a gente fizer resolve mais rápido”. Juro.

Você pode ver todas as páginas do livrinho em inglês neste link aqui (e a gente já vai falar mais dele) e entender melhor a história nesta matéria do Daily Dot em inglês.

Acho que dá para imaginar os engulhos que sentimos quando vimos essa história. O Ada surgiu justamente como uma resposta a esse preconceito que mulheres não conseguem se virar com tecnologia e que precisam da ajuda masculina para isso. SIM, VOCÊ PODE é o nosso lema, e com esse tipo de iniciativa como o livro da Barbie, a gente percebe o quanto ainda tem que batalhar. Se meninas recebem essa mensagem de incompetência ainda pequenas, como fazer para mudar a cabeça delas quando forem mais velhas?

Mas o engulho não foi só nosso. A história explodiu nas redes sociais e duas estudantes de computação americanas montaram o Feminist Hacker Barbie, um site em que você pode reescrever as páginas do livro e distribuir a imagens nas redes sociais.  Veja algumas das melhores reações no Mashable.

Não demorou muito para a Mattel, que fabrica a boneca, ter que emitir algum tipo de comunicado, que foi postado na página do Facebook da Barbie:

Basicamente, ele diz que o livro foi publicado em 2010 e que desde então os livros foram refeitos. Então, o retrato da boneca nesta história não refletiria esta nova visão dos que a empresa quer para a Barbie, e pede desculpas por esta edição não refletir esta nova visão de empoderamento feminino.

Que vergonha, Mattel e Barbie. Bem ou mal, o amor que muitas meninas têm pela boneca deveria fazer a empresa levar mais a sério sua influência sobre elas. Que tal se mirar no exemplo da Goldie Blox e da Miss Possible?

[Atualização: o site Refinery29 achou a autora do livro, e a coisa continua não ficando muito bonita pros lados da Mattel, não.]

(Crédito das imagens: Pamie.com)

A mulher que alguns gamers amam odiar

*Por Renata Honorato

anita sarkeesian

Anita Sarkeesian causa emoções fortes. No dia 13 de outubro, a Universidade Estadual de Utah, nos Estados Unidos, recebeu um email afirmando que a instituição seria palco do maior massacre da história do país caso ela fizesse sua palestra no centro estudantil. Ela buscou proteção da polícia, que disse não poder evitar a entrada de pessoas com armas na universidade, por conta de uma lei local. Diante de uma possível tragédia, Anita desistiu do evento.

O que Anita fez para receber esse tipo de ódio? Ela defende a igualdade de gênero nos videogames.

Ela é a responsável pelo canal de Youtube Feminist FrequencySua série de vídeos “Tropes vs. Women in Video Games” discute a imagem da mulher nos jogos eletrônicos e faz perguntas como: é correto que figuras femininas sejam representadas frequentemente como uma princesa em busca de resgate ou como uma garota de programa que deve ser espancada pelo protagonista? O debate alimentado por Anita anda irritando alguns “entusiastas”, que escondidos sob o anonimato usam a Internet para expor o seu ódio e fazer ameaças de morte, que estão sendo investigadas pelo FBI.

O episódio de Utah não é isolado. Em março, Anita recebeu um prêmio durante o Game Developers Choice Awards, considerado o Oscar dos videogames, pela sua contribuição à indústria e pela importante discussão que levanta a partir de seus vídeos e palestras. Na ocasião, os organizadores do evento receberam um e-mail dizendo que uma bomba seria detonada durante a premiação. Em agosto, Anita fugiu de sua própria casa depois que seu endereço foi divulgado no Twitter por um usuário que prometeu matá-la. Isso sem falar nos incontáveis jogos online nos quais a ativista aparece sendo estuprada e violentada em simulações absurdas. 

Leia também:
Discriminação e assédio na tecnologia: uma história de falsas exceções

17 mulheres que fizeram da Internet o que ela é hoje

Quando a firma paga para você ser mãe mais tarde

Ela não é a única mulher a desagradar parte da comunidade gamer. A desenvolvedora de games Zoe Quinn viu sua vida se transformar em um inferno por causa de um boato que dizia que ela teria transado com jornalistas especializados em games para receber boas avaliações para o seu jogo. A fofoca foi o gatilho para que “justiceiros” se movimentassem na rede e orquestrassem uma onda de ataques surreais e absurdos contra ela. Fizeram piadas sobre estupro no Twitter e a ofenderam de forma totalmente irresponsável em fóruns e redes sociais.

Anita pode ter cancelado sua palestra em Utah, mas ela deixou claro que não pretende parar. Em seu Twitter, ela escreveu: “Vou continuar meu trabalho. Vou continuar a falar. Toda a indústria de games tem que se posicionar contra o assédio contra mulheres.”

Os games, como qualquer outra manifestação cultural de arte, expressam os valores de seus criadores. E isso é realmente algo preocupante. Os mais otimistas, contudo, acreditam em mudança e até afirmam que os jogos caminharão na mesma direção do cinema, que também enfrentou, décadas atrás, os mesmos dilemas da igualdade de gênero. Eu torço para que eles estejam certos. E você?


renatahonorato*Renata Honorato – Jornalista, cobriu por uma década o mercado de games. Depois de ouvir inúmeras vezes a frase “vai lavar louça”, pensou bem, comprou um máquina de lavar a dita-cuja e continuou escrevendo sobre “joguinhos”, agora com mais tempo, para pagar as contas.

Foto: Divulgação Feminist Frequency

Quando a firma paga para você ser mãe mais tarde

egg

Quer colocar sua carreira em primeiro lugar antes de ter filhos? Se você trabalha (ou quer trabalhar) para a Apple ou o Facebook nos Estados Unidos, deu sorte. As duas empresas estão oferecendo um novo benefício extra para suas funcionárias: elas pagam pelo congelamento dos seus óvulos.

Ambas empresas vão dar até US$ 20 mil a cada funcionária que quiser passar pelo procedimento, segundo o canal de TV NBC*. Cada ciclo de extração de óvulos custa US$ 10 mil, mais US$ 500 por ano pela manutenção.

Como seguros-saúde não costumam cobrir procedimentos de fertilização in vitro, a novidade foi vista como um modo de atrair mais mulheres, já que o ambiente corporativo do Vale do Silício é notadamente masculino

Leia também: Esposas do Silício

O congelamento de óvulos faria parte de um já parrudo pacote de benefícios dessas empresas. O Facebook, por exemplo, oferece quatro meses de licença remunerada tanto para pais quanto mães (quando o padrão nos Estados Unidos é três meses sem pagamento, e nem é garantido por lei), auxílio-creche, um bônus de US$ 4 mil para gastar como quiser com o bebê e flexibilidade para trabalhar em casa alguns dias por semana. O Facebook, não custa lembrar, é onde a Sheryl Sandberg do movimento “Faça Acontecer” trabalha.

O resto das empresas de tecnologia é igualmente generoso em seus pacotes de benefícios*

O problema é que congelar óvulos não é garantia de conseguir engravidar mais tarde. A própria Associação Americana de Medicina Reprodutiva só deixou de considerar a técnica como experimental há dois anos, segundo a NBC. Antes, ela era mais usada em casos de pacientes com câncer cujo tratamento poderia deixá-las inférteis.

Uma pesquisa do ano passado mostrou que uma mulher que congele seus óvulos com 21 anos tem 43% de chance de engravidar quando usá-los*, não importa a idade; aos 38, 34%; aos 45, 12%.*.  Outro estudo diz que não importa a idade no momento do congelamento, a chance de engravidar com óvulos congelados após os 30 anos é de 25%*.

Claro que é melhor que nada, mas mesmo os médicos que recomendam a técnica dizem que é melhor congelar no mínimo 20 óvulos (o que exige dois ciclos de extração) e quanto mais cedo, melhor.  Leia como funciona o congelamento de óvulos.

O procedimento tem sido bastante procurado porque é visto como uma espécie de seguro-bebê: a lógica é que se não dá para ter filhos agora, pelo menos você fez tudo que podia para ter essa possibilidade lá na frente.

Tá, mas…

À primeira vista, parece um ótimo benefício para quem está angustiada com seu relógio biológico, mas ele me deu uma sensação de estranhamento. Claro que é interessante para a Apple e o Facebook que suas funcionárias dediquem a maior parte de seu tempo, em seus anos de pico de fertilidade, a seus empregadores e não a bebês que vão deixá-las insones e preocupadas.

É como se eles estivessem pagando às suas funcionárias para adiar a maternidade. Não estou sozinha nessa sensação: ”Quem escolher ter filhos pode ser estigmatizada como pouco comprometida com sua carreira. Do mesmo modo que os benefícios típicos de empresas de tecnologia como almoços e lavanderia gratuitos servem para manter os empregados mais tempo dentro do escritório, o mesmo pode acontecer com o congelamento de óvulos, que adia a licença maternidade e a responsabilidade com os filhos,” escreve o New York Times*

“Me preocupo como esse benefício vai ser ser usado pelas mulheres entre 20 e 30 e poucos anos,” disse Seema Mohapatra, uma especialista em bioética ouvida pelo mesmo artigo do New York Times. “Elas podem pensar: ‘Se eu quero ser vista como uma profissional séria e chegar a vice-presidente, eu não posso tirar licença-maternidade. Eles estão me oferecendo essa apólice de seguro ou então eu vou ser vista como alguém que só quer ser mãe,’” disse ela ao jornal.

A Apple pelo menos jura que sua intenção é das melhores. “Nós queremos empoderar as mulheres da Apple a fazer o melhor trabalho de suas vidas enquanto elas cuidam de seus entes queridos e criam suas famílias,” disse um porta-voz da companhia em uma declaração ao Techcrunch*

O melhor que qualquer empresa pode fazer por suas funcionárias é apoiar suas escolhas, sejam elas ser solteira, adiar a maternidade ou constituir família, sem medo de represálias ou serem preteridas em promoções. Uma política nesse sentido vai valer bem mais que vinte mil dólares.

*Links em inglês

Crédito da foto: Fertility Research Centre, G G Hospital, Chennai

17 mulheres que fizeram da Internet o que ela é hoje

(Este post foi uma sugestão da leitora Cora Poumayrac Neto, via nossa página do Facebook)

Não é novidade para ninguém que o mundo da tecnologia é dominado por (e direcionado para) homens, mas poucas pessoas sabem como grandes avanços que transformaram a internet no que ela é hoje foram criados por mulheres visionárias que não estão exatamente nos livros de história.

Além da história que a gente mais ama, a da querida e destemida Ada Lovelace (que dá nome ao nosso blog) traduzimos do post do Mic (em inglês) outros exemplos muito inspiradores, de mulheres que venceram a barreira do gênero de forma discreta e com relativo anonimato em momentos muito pontuais da história.

1. Um dos primeiros computadores é programado (1943-45)

Screen Shot 2014-09-16 at 10.14.19

O Exército dos Estados Unidos buscava formas mais precisas de prever os ataques da Segunda Guerra Mundial. Foram 6 as mulheres responsáveis por programar um computador de mais de 45 metros de largura desenvolvido com esse fim. Obrigada, Jean Jennings Bartik, Frances “Betty” Snyder Holberton, Kathleen McNulty Mauchly Antonelli, Marlyn Wescoff Meltzer, Ruth Lichterman Teitelbaum e Frances Bilas Spence.

2. Software para o segundo computador comercial do mundo é implantado

Ida Rhodes migrou para os Estados Unidos quando criança durante a Primeira Guerra Mundial e em algumas décadas já frequentava reuniões semanais na casa de Albert Einstein. Apenas. Na América, Ida passou a trabalhar para o Governo desenvolvendo a linguagem de programação C-10, que potencializou a popularização do segundo computador comercial produzido nos Estados Unidos (o UNIVAC 1).

3. Um grande passo para a programação de computadores (1952)

Screen Shot 2014-09-16 at 10.14.34

Grace Hopper foi a inventora do primeiro compilador, um software que funciona como um tradutor entre humanos e computadores. O software basicamente recebe a linguagem de programação (como JavaScript, por exemplo) e a transforma em Os e 1s para que o computador possa entender as ordens. Esse simples avanço facilitou a vida de muitos engenheiros e possibilitou o desenvolvimento de uma série de programas.

4. A primeira linguagem de programação amplamente usada foi desenvolvida (começo da década de 60)

Em 1961, a IBM contrata Jean Sammet, que passa a liderar o desenvolvimento de FORMAC, uma linguagem de computação que interpreta símbolos algébricos e os traduz em código. Esta foi a primeira linguagem amplamente utilizada na história da computação. Alguns anos depois, ela escreveu um livro a respeito das diferentes linguagens de programacão.

5. O setor de telecomunicações é alavancado (1963)

Screen Shot 2014-09-16 at 10.14.46

Erna Schneider Hoover trabalhava nos Laboratórios Bell quando teve o seu segundo filho, e enquanto se recuperava no hospital (alô multi-tasking!) desenhou um sistema computadorizado de central de telefonia. Ele controlava automaticamente o volume das ligações e deixava as centrais (como os da foto acima) muito mais eficientes. O sistema revolucionou as telecomunicações e Erna foi premiada com uma das primeiras patentes de software emitidas da época. Décadas mais tarde, os sistemas de telefonia “switching”, usados para rotear bilhões de emails, seriam inspirados nas inovações desta grande mulher.

6. Alpha, a linguagem de computação da CIA usada para quebrar códigos, é usada online (1962)

Durante a Guerra Fria, Frances Allen é o ponto de contato da IBM com a CIA. Frances é a responsável por desenvolver e implementar a linguagem Alpha na agência, capaz de identificar padrões idiomáticos com rapidez em quase todos as línguas. Alpha tornou-se a base para a quebra de códigos na CIA pelos próximos 14 anos.

7. Uma freira ajuda a trazer a programação para as massas (meados dos anos 60)

Screen Shot 2014-10-09 at 14.32.47

A freira Mary Kenneth Keller é a primeira mulher americana a conquistar um Ph.D. em Ciências da Computação, e foi a primeira mulher a trabalhar no departamento de computação do Dartmouth College, que na época só admitia homens. Lá, Mary ajudou a desenvolver BASIC, uma linguagem de programação que facilita a escrita de softwares por não programadores. Essa freira simpática acreditava que computadores deveriam ser usados para potencializar o acesso à informação e a promover a educação. Keller chegou a escrever 4 livros sobre o assunto.

8. O primeiro computador doméstico é usado (1965)

Screen Shot 2014-10-09 at 14.36.02

Mary Allen Wilkes foi uma formanda em Filosofia do Wellesley College que entrou para a história da computação. Ela trabalhava no MIT e escrevia o sistema operacional de LINC, o primeiro micro-computador. Algum tempo depois de LINC, ela constrói o seu próprio PC em casa e torna-se a primeira usuária de um computador doméstico da história.

9. Buscas de resultados ganham um grande impulso (1972)

A professora Karen Sparck Jones começa uma nova carreira em ciências da computação em Cambridge, onde passa a trabalhar no processamento de linguagem natural e recuperação de informação. Ela introduz o conceito de frequência inversa de documento, um método estatístico que determina o quão importante certas palavras são em um documento – fundamental para consultas de pesquisa. Com algumas variações sobre o método, também conhecido pela sigla tf-idf, tornar-se um componente central dos sites de busca.

 

10. Typo, um dos primeiros corretores ortográficos, é criado (1974)

Lorinda Cherry une-se à empresa Unix e passa a trabalhar em ferramentas de texto, na análise do Federalist Papers e na compressão de uma agenda de telefones digital. Durante o processo, Lorinda ajuda a desenvolver técnicas estatísticas para encontrar erros ortográficos, posteriormente usadas em um dos primeiros softwares corretores, o Typo.

 

11. A primeira startup multimilionária do Vale do Silício abre o seu capital (1981)

Screen Shot 2014-10-09 at 14.41.13

Sandra Kurtzig monta um negócio de programação de software em sua casa para mantê-la ocupada por meio período. Um de seus clientes pede um programa de gestão de recursos, e Kurtzig percebe o potencial para outras aplicações. Ela decide então capitalizar sobre a ideia e contrata uma equipe para desenvolver outras aplicações. A sua empresa ASK Computers não atraiu a atenção de investidores no começo, então a moça continuou investindo o seu próprio dinheiro. Anos mais tarde, Sandra torna-se a primeira mulher a abrir o capital de uma empresa de tecnologia.

12. Steve Jobs tem as suas melhores ideias (começo dos anos 80)

Adele Goldberg começou sua carreira como assistente de laboratório até chefiar o System Concepts Laboratory da Xerox PARC, na Califórnia. Ela desenvolveu uma série de interfaces gráficas para o usuário final – como os cursores, ícones de lixeira – que modificaram e facilitaram a forma old school de controlar um computador, através de comandos. Steve Jobs pediu que Goldberg lhe fizesse uma demonstração de seu software, mas ela se recusou. Pressionada por seus chefes, Adele foi a contragosto e avisou à empresa: “Estamos entregando o ouro!”. Dito e feito: Jobs incorporou várias de suas ideias em seus primeiros desktop Macintosh.

13. A internet fica mais rápida (1985)

Radia Perlman, uma das poucas alunas no MIT, é contratada na Digital Equipment Corp. Ela desenvolve o algoritmo por trás do Spanning Tree Protocol (também conhecido como STP), uma inovação que permite a Internet como ela existe atualmente. O protocolo cria alguns pontos de tráfego que criam uma vasta rede de informações. Por causa desse avanço, ela ganhou o apelido de “mãe da Internet” — um título que ela rejeita.

14. Nasce a criptografia moderna (1985)

Screen Shot 2014-10-09 at 14.43.49

Shafrira Goldwasser  fica fascinada pela teoria dos números e entra no MIT. Junto com Silvio Micali e alguns outros envolvidos, ela define os requerimentos de segurança de esquemas de assinatura digital, que se tornaram uma das peças-chave em criptografia e cybersegurança. Suas contribuições criaram novos campos de estudo na ciência da computação e influenciarão estudos nas próximas décadas.

15. O tráfego na Internet ganha mais um conjunto de regras (1993)

Sally Floyd é uma das pesquisadoras mais citadas em estudos de ciência da computação. Ela ajudou a inventar a Detecção Randômica Antecipada, que é usada em todos os roteadores de internet e é um componente essencial em como uma informação, como um email, vai de um endereço eletrônico a outro.

16. A turma do suporte ganha uma ajuda (2005)

Monica Lam desenvolve o conceito do livePC, que permite gerenciar computadores de maneira segura em grande escala — uma parte importante da infraestrutura de computadores de grandes corporações.

17. Uma mulher ajuda a desenvolver os sites mais famosos da web (início dos anos 2000)

Screen Shot 2014-10-09 at 14.47.53

Marissa Mayer é a primeira engenharia contratada pelo Google. Ela é a responsável pela clássica página de busca e pelo modo como os usuários interagem com o Gmail, Google Notícias e Google Imagens.

Atualmente, ela é conhecida por ser a toda-poderosa chefe do Yahoo.

Esta é uma lista do que entrou para a história, mas atualmente existem muitas mulheres incríveis construindo os produtos que você vai usar amanhã. Mary Lou Jepsen, que está trabalhando em uma tecnologia que fará telefones e computadores dispensarem fontes de energia externa, Corinna “Elektra” Aichele, que está trazendo WiFi a lugares distantes, Monica Lam (de novo ela), que está criando uma Internet mais social, onde os usuários podem compartilhar o que quiserem e serem donos de suas informações, Ruchi Sanghvi, que criou o algoritmo das nossas linhas do tempo do Facebook.

As inovações que as mulheres criam na tecnologia só serão superadas pelas que elas mesmas ainda vão fazer. Thanks sistas.

Via Mic.

Privacidade: o que você e George Clooney têm em comum?

*Por Julia Costa Teles

Aconteceu o que parecia impossível: George Clooney se casou. O ator de Hollywood monopolizou os holofotes no fim de semana ao oficializar sua união com Amal Alamuddin, uma advogada britânica de origem libanesa, em  um evento de três dias em Veneza, na Itália. Mas fora o cenário cinematográfico, os convidados famosos e o vestido Oscar de La Renta da noiva, o casamento de Clooney chamou atenção pela sua política de segurança da informação. Sim, você leu certo, segurança da informação.

Uma regra foi imposta ao convidados: deixar seus celulares no hotel ou em um quiosque na festa. Mas não é que fosse proibido fotografar: todos ganharam um celular descartável e uma máquina de fotográfica com códigos de rastreamento embutidos. Se alguém publicasse uma foto nas redes sociais ou, pior, vendesse a imagem, o casal saberia quem foi o responsável. Assim, Clooney e Amal conseguiram manter o controle sobre o que era divulgado a respeito de seu casamento, já que as fotos oficiais tinham sido prometidas a revistas de celebridades.

Leia também:
Como você pode proteger suas fotos íntimas

Secret, privacidade e web profunda

Esse recente episódio reforça algo que muitas de nós já percebemos. Para evitar que aquela foto íntima apareça em lugares indesejados, é preciso estar no comando. E, no caso das celebridades, traçar verdadeiros planos de guerra como o de Clooney. Este exemplo, somado aos casos cada vez mais frequentes de pornografia de vingança e de cyberstalking, um novo tipo de crime cibernético que consiste no uso de ferramentas tecnológicas para perseguir uma pessoa devido à exposição de conteúdo privado, prova que não somos tão diferentes assim das celebridades. Um estudo recente da empresa de software de segurança McAfee mostrou que nós, reles mortais brasileiras, não estamos mais seguras que os famosos no nosso anonimato.

A pesquisa foi feita no início do ano no país e diz respeito à nossa forma de se relacionar em tempos de internet. Segundo o estudo, feito com 500 pessoas, 62% enviam ou recebem conteúdo privado, incluindo vídeos, fotos, e-mails e mensagens em seus celulares, enquanto 65% dos que recebem afirmaram armazenar esse conteúdo em seus aparelhos. Além disso, 54% dos entrevistados disseram utilizar seus telefones para compartilhar ou dividir mensagens de texto, e-mails ou fotos íntimas de conteúdo sexual, e 22% afirma ter feito vídeos de conteúdo sexual com seus dispositivos móveis.

Dos entrevistados pela McAfee, 82% disseram proteger seus smartphones com senha ou código de acesso, o que é ótimo. No entanto, 43% também assumiram que compartilham as senhas com seus parceiros ou parceiras e 49% usam a mesma senha em vários dispositivos, o que não é recomendado pelos especialistas em segurança da informação. Além de senhas, 60% dividem com os parceiros o conteúdo do smartphone e 63% compartilham também as contas de e-mail.

A pesquisa diz mais: entre aqueles que assumem enviar conteúdo íntimo, 76% mandam para parceiros, enquanto 17% compartilham com desconhecidos. Mesmo assim, 91% das pessoas diz confiar que seus parceiros não enviarão conteúdo íntimo ou informações privadas para outras pessoas. Porém, 75% diz que pede para o/a parceiro/a apagar os dados quando terminam um relacionamento.

Segundo o estudo, a faixa etária entre 18 a 24 anos é a mais preocupada em acompanhar o que o/a parceiro/a faz na internet: 79% dos entrevistados olham o celular do outro para ver o conteúdo armazenado nele, incluindo mensagens e fotos. As pessoas que assumem entrar na conta do Facebook do/a companheiro/a pelo menos uma vez por dia somam 27%, enquanto 39% dos entrevistados admitiram bisbilhotar o/a ex nas redes sociais.

Ou seja, enquanto os vazamentos de fotos estiverem restritos às celebridades, você pode se sentir segura sem estar de fato. Porém, já que agir como George Clooney é praticamente impossível se você não é um todo-poderoso de Hollywood, o melhor mesmo é refletir sobre seu próprio comportamento na web e aprender a se proteger.

Veja o infográfico completo da McAfee:

McAfee_DiadosNamorados_2014_dicas

Assine a newsletter do Ada:

Por que não vamos mais escrever sobre o Tinder

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

O Ada nasceu há alguns meses da nossa vontade, Diana e Natasha, de ser útil a um grupo que não tinha voz nos atuais meios de comunicação: a mulher que usa tecnologia. Queríamos prestar serviço e ajudar na reflexão de como o mundo digital impacta o dia a dia e as nossas relações.

Tínhamos percebido que alguns serviços e aplicativos estavam abrindo novas possibilidades em várias frentes para todas nós: estamos mais produtivas, mais conectadas, mais informadas. E um dos serviços, lá atrás, que chamou a nossa atenção para isso foi o Tinder.

(Momento transparência: a Diana me apresentou o aplicativo , eu usei durante meses, até conhecer meu namorado ali mesmo e por motivos óbvios, deixar de usá-lo. Ou seja, podemos ser consideradas ~cases de sucesso~ do Tinder.)

O app transformou todo o processo de conhecer e paquerar alguém pela internet em uma grande brincadeira, e deu mais voz e participação às mulheres que serviços anteriores. Sua popularização também tirou um pouco do estigma que ainda perdurava nos chamados “sites de encontros”.

A gente sabe, pelos nossos números de audiência, que o app é popular e que todo mundo, se não usa, adora falar dele. A própria ideia de poder conhecer alguém em um “catálogo de gente” (como eu, Natasha, gosto de me referir ao Tinder) é extremamente sedutora, ainda que canse depois de um tempo.

Até que  chegou aos nossos ouvidos a notícia que o Tinder estava sendo acusado de discriminação e assédio sexual. “Ai, mais um”, pensamos. Como tínhamos publicado há pouco tempo este artigo ótimo da Bárbara Castro, achamos que não valia a pena entrar no assunto de novo. E mais uma coisa: gostamos de separar o produto da empresa. O dono pode ser um imbecil, mas o produto é bom, inovador e popular, então vamos continuar falando dele e prestando serviço, certo?

Errado. Porque depois de um tempo descobrimos  que Whitney Wolfe, a ex-vice-presidente de marketing (aos 24 anos!) que está processando a empresa, perdeu o título de cofundadora porque ter uma mulher tão jovem como sócia “fazia o Tinder não parecer uma empresa séria”. Para quem lê em inglês, aqui está a queixa completa de Whitney.

Segundo a ação judicial, muito do que faz o Tinder ser tão popular com as mulheres (mais do que a maioria dos sites e serviços online de namoro) são ideias trazidas por essa menina de 24 anos que, por ter se envolvido romanticamente com seu chefe, perdeu sua participação societária no negócio.

Os sócios se defenderam em um comunicado dizendo que a queixa da moça tem uma série de imprecisões e erros, e que nunca discriminaram nenhum funcionário por idade ou gênero, mas não ofereceram provas nem contra argumentos às acusações.

É claro que lamentamos (até porque o Tinder sempre bomba os nossos acessos) mas ficou difícil separar o produto de seus criadores. Se o Tinder é um grande sucesso entre as mulheres – conectadas, tecnológicas ou não -, temos certeza que é porque muitas delas contribuiram com processo de criação e crescimento da empresa. Seja escrevendo o código mágico desse aplicativo que fez todo mundo dar uma chance ao algoritmo, seja indicando o poder do cardápio humano para esquecer um coração partido. Sem mulheres (lindas, feias, gordas, casadas, velhas e novas) os matches não aconteceriam, então nos parece no mínimo irônico menosprezar o gênero que compõe quase 50% da sua base de usuários.

Então aqui vai o nosso recado, querido Tinder: se uma “empresa séria” pode prescindir de mulheres na sua liderança, vocês estão criando uma tecnologia burra e inconsistente. Não vamos incentivar um boicote geral ao aplicativo, porque isso vai muito da consciência de cada uma. De nossa parte, vamos continuar acompanhando a cobertura do caso, mas não iremos mais falar do app no Ada até ficar claro o que aconteceu.

Um abraço,

Natasha e Diana

Foto: Diana Assennato Botello

O Tinder no segundo tempo

por Maíla Sandoval*

tinder 2.0

ilustração por Thiago Thomé*

Tudo começou quando uma amiga entrou no Blender no ano passado. Eu sempre fui dessas de não entender casais cibernéticos. Eu era até competente em manter contato pela internet, mas me vangloriava por conhecer pessoalmente todo mundo em meu Facebook.

Então essa minha amiga decidiu que queria namorar e entrou no Blender. Eu, cética decidi propor uma aposta de que aquilo era um grande bacanal e que eu podia provar. Criei meu perfil. Isso foi perto do Carnaval. De início, foi frustrante. Ninguém dali me interessava o suficiente para engajar uma conversa. Percebi que a dancinha do acasalamento ali seria muito diferente das que tinha testemunhado no Grindr dos meus amigos.

Com o acesso liberado entre todos os perfis, sem qualquer tipo de filtro, comecei a receber mensagens deste tipo:

Screen Shot 2014-07-01 at 19.50.07

Acontece que por mais que não recusemos uma baixaria de qualidade, acredito que nós, mulheres (ou pelo menos eu e minhas amigas), não conseguimos aceitar abordagens que subjuguem nossa inteligência ou que, simplesmente, denunciem o “copie e cole”.

Não conseguia interagir com ninguém. Argh. Mas eu tinha uma teoria para provar. A aposta, eu já tinha perdido.  Escolhi um perfil mais ou menos agradável e iniciei uma conversa. O papo foi bem, promovido ao Whatsapp, e depois de um mês de esparsas conversas marcamos um encontro e, agora, encurto a história dizendo que fomos ao Empanadas e que não rolou. (Dica para os rapazes: atualize suas fotos).

Desisti de provar qualquer teoria, online dating não era pra mim, sou do tipo xavequeira cara a cara. Até que… Fiat Tinder.

Foi no dia dos pais que minha prima mostrou o Tinder para a família. Foi no wifi do restaurante que ela demonstrou o divertido jogo  que eliminava o caráter aleatório desta cyber-balada. Só podem conversar os que se curtem mutualmente. Gênio! Quase como na vida, você só dá papo pra quem quer.  E ainda por cima, vinha com o cobertorzinho pro ego cada vez que aparecia a notificação “it’s a match!“

O jogo, tão viciante quanto Candy Crush, ainda põe na sua mão a decisão entre mandar uma mensagem ou keep playing. Keep playing! Iniciei algumas investidas pelo chat, uma ou outra promovidas ao Facebook ou Whatsapp, e a eficácia do aplicativo foi se revelando. As conversas pareciam fluir melhor, a partir do interesse mútuo confirmado.  As pessoas ali não pareciam profissionais do cyber-dating. Pareciam todo o tipo de pessoa. Era mesmo como estar na balada, com a vantagem de saber gostos e amigos em comum logo de cara.

Foi um mês depois, quando viajei sozinha ao Uruguai, num dia bem chuvoso, que tive meu primeiro Tinder-date. Foi demais, rápido, sem muita enrolação e um jeito diferente de conhecer uma cidade que não era a minha.

Voltei pro Brasil com aquele gás, motivada a finalmente conhecer os “tindos“ da minha lista. Foram cinco experiências muito distintas, fiz amigos e tive micro-relacionamentos que me tornaram advogada fervorosa da “ferramenta“. Conheci casais formados pelo Tinder, conheci pessoas que passavam o Tinder-rodo.  Acabou meu preconceito, ficou fácil. Cada um usa como quer. Eu dizia a todas as minhas amigas: “Você vai curtir!”.

A adesão em massa da galera trouxe o divertido movimento dos efêmeros Tumblrs sobre o Tinder (tinderland, tindereatorre, tindernasuecia) – a captura de tela é mesmo uma ferramenta pro humor. Todos rimos, pois éramos parte daquilo.

Leia também: 

Esposas do Silício

8 aplicativos para namorar em tempos modernos

Por que a vida de todo mundo no Facebook parece melhor que a sua

Viajo muito pelo Brasil a trabalho e criei o passatempo de sempre espiar os tindos locais, e cada vez mais percebia que, apesar das novas combinações, eu já não tinha energia para iniciar ou dar continuidade às conversas. Dei um tempo. Fiquei sem entrar e de vez em quando recebia uma notificação de que meu perfil não mais seria mostrado, caso eu não aparecesse… de novo, quase como na vida, tem que dar as caras pra continuar na cena.

Em abril, tirei férias, e entrei no Tinder-California. Dei risada da imensa quantidade de tindos com tigres (tinderguyswithtigers), mas no final, peguei dicas de todas as cidades com os meus matches e acabei conhecendo um deles em São Francisco. Tinder continua uma ferramenta eficaz para o turismo customizado, não deixem de experimentar.

Voltei pra São Paulo. Encontrei amigas que, após traumáticos términos, tinham recém aderido ao aplicativo e começavam a se divertir com seus matches. Além disso, a proximidade do mundial de futebol deu uma renovada no “catálogo“. Fiquei curiosa. Voltei pro Tinder.

Iniciei a pesquisa, e com curtidas retrancadas, já não era mais o mesmo pra mim. Conversei com alguns mais, mas não me motivei. Recém separados foi o que mais encontrei por lá desta vez. Além deles, ficaram  cyber–solteiros profissionais, que sempre conheceram pessoas pela internet.  A peteca não ficava mais no ar.

Notei que minhas amigas também foram perdendo a empolgação e  o Tinder foi criando sua própria definição. Não é um vício que perdura. Dificilmente encontraremos o Tinder Anônimos por aí. Ele é eficaz de verdade para quem quer se reabilitar de um pé na bunda, ou do fim de um casamento muito longo, e não sabe como, nem onde reaprender a paquerar.

Então, parece que não é pra mim. Não é por não acreditar em cyber-relacionamentos, muito pelo contrário, o aplicativo me ensinou que existe faísca na internet. A verdade  é que pessoas “olho no olho” como eu ficam em grande desvantagem nesta cyber-balada. Meus melhores xavecos são ao vivo. As mensagens de texto acabam com minhas pausas dramáticas.

Mas não, não deletarei o Tinder por enquanto, pois ainda não existe guia de viagens melhor. Sem contar que, logo menos, vêm as Olimpíadas e posso ficar curiosa novamente!

maila*Maíla Sandoval é bailarina sem fronteiras com alma de golfinho. Esconde do grande público que é autora do @palavragrelhada e integrante da Banda Literária. Paulistana criada, nasceu com rodinhas nos pés e não recusa a oportunidade de conhecer lugares novos. Torcedora fanática dos Diablos de Avellaneda.

foto: arquivo pessoal

Thiago Thomé (aka Liquidpig) viveu por anos em São Francisco e é formado pela California College of Arts. Hoje mora em São Paulo, é designer, ilustrador e editor de arte da Confeitaria.

Lego lança linha para garotas-geek

A gente soltou um sonoro “aaaaaawn” quando descobrimos esta série nova que a Lego irá lançar em agosto deste ano: mulheres cientistas!

A linha de brinquedos vai incluir uma astrônoma com um telescópio, uma paleontologista com um esqueleto de dinossauro e uma cientista química em um laboratório.

Crédito: divulgação Lego

 

Para não reproduzir os erros duramente criticados da linha Lego Friends, (meninas magras e esbeltas cercadas de tons pastéis em salões de beleza e lojas de cupcakes), dessa vez a empresa dinamarquesa optou por não passar nem perto dos clichês femininos. A ideia é inspirar garotas a descobrir o universo da ciência a partir de um outro ângulo e a fantasiar sobre diferentes profissões sem a barreira de gênero.

Não é de hoje que a marca lida com questionamentos sobre o seu foco em produtos para meninos. Charlotte Benjamin, uma garotinha fofa de 7 anos de idade, escreveu uma carta para a Lego em fevereiro deste ano perguntando porque as meninas-lego só ficavam sentadas em casa, passeavam na praia e faziam compras enquanto os meninos-lego encaravam aventuras incríveis, tinham empregos, salvavam pessoas e até nadavam com tubarões.

lego letter
Crédito: divulgação Lego

Bem a verdade a resposta da Lego não foi das mais rápidas, mas finalmente eles começam a reagir à concorrência que já está suprindo a demanda de pais interessados em romper a dinâmica misógina da indústria de brinquedos. Goldieblox, por exemplo, foi um projeto desenvolvido a partir de financiamento coletivo no site Kickstarter. Ficou claro o tamanho da demanda: arrecadaram quase US$300.000 (o dobro do que pediam) em apenas 4 dias. O objetivo da Goldieblox é criar brinquedos que incentivem garotas a construir coisas, a pensar em inovação e a desenvolver o raciocínio lógico da programação.

O projeto das mulheres cientistas nasceu a partir do programa Lego Ideas, uma plataforma criada para ouvir sugestões de seus fãs para novos brinquedos. A vencedora do ano passado foi a Dra. Ellen Kooijman, uma geoquímica apaixonada pelos bloquinhos coloridos, videogames vintages e ciência.

O Ada vai querer colecionar sim ou com certeza? 😀

Via The Guardian

PS: Nos anos 80, a Lego não separava seus produtos em “de menina”  e  “de menino” . Veja esta propaganda de 1981:

Crédito: reprodução
Crédito: reprodução