Por que a vida de todo mundo no Facebook parece melhor que a sua

Já dizia Chico Buarque: Procurando bem/ Todo mundo tem pereba / Marca de bexiga ou vacina /E tem piriri, tem lombriga, tem ameba/Só a bailarina que não tem.

Mas nas redes sociais, nossos amigos são bem mais bailarina que todo mundo, já reparou? Vidas sociais bombando, relacionamentos perfeitos, famílias lindas, empregos ótimos.

O curta de Shaun Higton, “What’s on your mind?” fala justamente disso: como as pessoas editam sua vida no mundo online para parecer muito mais interessante do que realmente é:

Para lembrar da próxima vez que bater aquela invejinha da suposta vida maravilhosa de alguém no Facebook ou no Instagram: as pessoas são bem mais complexas do que a imagem que elas querem construir de si no mundo online.

Via Gizmodo.

Estamos no site da Revista TPM!

Revista_TPM_-_Ada_na_TpmSenhoras e senhores, é com muito orgulho e satisfação que anunciamos que o Ada é parceiro do site da Revista TPM! A partir desta semana, vamos dividir conteúdo com a que é, na nossa opinião, uma das melhores revistas femininas do Brasil.

Para estrear a parceria, a TPM publicou uma entrevistinha conosco, onde falamos um pouco sobre como tivemos a ideia de criar o site, o que queremos com ele, o espaço da mulher na tecnologia e outras nossas musas da tecnologia além da Ada Lovelace. Para ler, clique aqui.

New Hive: muito glitter, neon e glitches

Gostando ou não, é sempre intenso interagir com uma obra de arte que desafia a nossa lógica, por isso a gente ama quando a Internet nos presenteia com plataformas de experimentação novas e fresquinhas. A New Hive é uma rede social que incentiva a criação e compartilhamento de arte digital, feita exclusivamente de zeros e uns.

Ela funciona como uma grande galeria para artistas já mais consagrados, mas também como uma tela em branco para quem quiser misturar um pouco de tudo e ver no que dá. A plataforma permite postar vários tipo de mídia; texto, audio, videos (inclusive já embedados do youtube), pinturas na própria tela estilo paintbrush ou GIFs, tudo-no-mesmo-post. <3 Muito glitter, neon, fotos pixeladas e glitches (imagens geradas a partir de falhas nos computadores), sem medo de ser feliz na maior alegoria digital. Ah! O melhor: qualquer pessoa pode usar a sua arte e remixá-la ao seu belprazer.

A gente recomenda que vocês passeiem pelas páginas um bom tempo e sem pressa, tomando um café ou até na hora de acordar. É um estímulo visual e sonoro tão peculiar que só pode fazer bem para o nosso cérebro e suas sinapses. Até porque, taí uma coisa que a gente não tem costume de consumir quando estamos online: arte.
Em entrevista para o The Verge, o CEO da empresa, Zach Verdin, confessou: “Queremos deixar a Internet estranha outra vez.”

ps: a gente amou que o Patatap estava lá!

(Esse áudio nonsense pertence à última imagem. Faz parte da brincadeira 🙂 )

#comofaz: Você sabe proteger a sua privacidade no Facebook?

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Que tal dar uma “polida” na imagem que você passa para os outros no Facebook?

crédito da imagem: Stephanie Lenz

 

Às vezes não dá para dizer se é bom ou ruim, mas parece que hoje em dia todo mundo está no Facebook. Quem está lá há muito tempo, tem pena de abrir mão da sua praticidade, e sente que ficar de fora seria perder acesso a uma camada bem grande da vida social. Quase como perder a melhor festa do ano todos os dias. Quem chegou há pouco, ainda está conhecendo esta pequena selva, mas já entendeu que mais do que uma rede social, o Facebook é um contexto social. 

Nós no Ada não defendemos nem apedrejamos qualquer tipo de uso que a rede possa te proporcionar. Seja por trabalho, seja pela facilidade de descobrir eventos, seja para observar o seu ex e a sua atual família; a internet é um livro aberto e um caderno em branco ao mesmo tempo. Sirvam-se à vontade e salve-se quem puder. O que nós defendemos, e aí sim, com unhas e dentes, é que a gente saiba o quê e com quem estamos compartilhando as informações que colocamos (ou que colocam) na nossa linha da vida (quer metáfora mais forte do que essa?!). Por isso este tutorial: você sabe o quê e como você compartilha a sua vida no Facebook? Bora aprender.

 

Quem pode ver o que você posta?

Dica número zero: cada vez que você faz um post, há um ícone bem humilde em formato de globo terreste com a palavra “público” lá embaixo.

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Este é o jeito mais fácil de decidir, post a post, quem você quer que leia, ouça ou veja o que você está compartilhando. Escolha uma das opções pré-definidas (público, amigos, amigos exceto conhecidos, só você) ou faça a sua lista negra personalizada. Sim, isso mesmo, escolha “personalizar” e marque a pessoa (ou o grupo delas) que você quer manter de fora. Nesta hora você pode escolher até se quer que os amigos das pessoas marcadas naquele post saibam do que você está falando. OBS: o Facebook vai lembrar da sua escolha na próxima publicação, por isso é legal manter esse exercício como uma prática mesmo. Ajuda horrores e no fim das contas você se acostuma 🙂

 

Como ver tudo o que você já fez no Facebook?

Clique nesta tímida setinha no canto superior direito do seu Facebook e você vai achar uma área com o nome “registro de atividades”.

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É aqui que você consegue ter a visão geral da situação.  Nesta área você pode descobrir coisas importantes, como em quais fotos, posts ou vídeos você foi tagueada, por exemplo. Use os filtros no topo para ver o conteúdo que você escondeu da sua timeline e descobrir quem pode ver esses posts tagueados no Feed de notícias, na busca e em outros lugares no site. (respira fundo e vai com fé!). Se tem alguma coisa que você quer destaguear e for sua, clique no ícone de lápis e selecione “excluir”. Se a publicação pertence à outra pessoa, escolha “denunciar/remover marcação”. Nessa área também dá para ver todas as curtidas e comentários que você fez em um só lugar. Tá na dúvida se fez merda naquele madrugada de bebedeira? Aqui você descobre.

 

Quem pode entrar em contato com você?

Volte naquela mesma setinha tímida, só que agora escolha “configurações”. Uma vez na página, escolha “privacidade”.

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Se você reparar na lista, é na segunda pergunta que você deve restringir quem pode te enviar solicitações de amizade. O default é “público”, mas você pode mudar para amigos de amigos para evitar as pessoas malucas da internet (não que os nossos amigos não sejam). Lá também dá pra criar filtros de quem pode te mandar mensagens diretas. Simplão.

 

Quem pode te achar?

Acho essa opção providencial! Siga na mesma página onde você estava, só que agora clique na terceira pergunta: “Quem pode me procurar?” Aqui você decide por quem você quer ser encontrada com o seu endereço de email ou telefone. Isso evita bastante aquele povo de palestras e eventos que a primeira coisa que faz com o seu cartão é te adicionar no Facebook.

Agora o mais importante: NÃO PERMITA QUE O FACEBOOK OFEREÇA A SUA LINHA DO TEMPO PARA MECANISMOS DE BUSCA! Isso implica que qualquer pessoa que te procurar no google possa ver a sua linha do tempo, as suas fotos de bebê etcétera e tal.  Tem uma caixinha lá da qual você precisa tirar o “x”.

 

Uma linha do tempo para chamar de sua

Ainda estamos na página de privacidade, só que agora escolhemos o ítem “linha do tempo e marcações”.

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Aqui vale a pena dar uma passeada e ler item por item. É neste ponto que você decide o tipo de privacidade e controle que você quer ter na sua linha do tempo. Aproveite para bloquear os posts reaças do seu amigo do colégio que faz questão de compartilhar com você. Também altere as configurações para que o Face te peça autorização antes de qualquer post te marcando seja incluído na sua timeline. Muito necessário!

 

O poder do não

É importante a gente bloqueie o acesso de certas pessoas a certas áreas da sua vida. A vida offline também é assim, então esse é um exercício que temos que fazer sem medo e sem dó. Dê uma olhadinha na coluna da esquerda, e agora escolha “bloqueio”.

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Tem pessoas no seu Facebook que você não pode excluir? Não se preocupe: crie uma lista de “restritos” a quem só será visível o que você publicar publicamente. Importante lembrar que ninguém é notificado quando é adicionado a uma lista negra. Nem a sua mãe 😉 Mas se o caso é grave mesmo, bloquear alguém dá um poder libertador. Quando bloqueada, a pessoa não pode começar uma conversa com você, não pode ver a sua timeline ou tentar de adicionar como amiga. É tenso, mas tem horas que só isso resolve. Outra mágica, aqui você também bloqueia convites de aplicativos (tchau Candy Crush!) e convites para eventos de uma determinada pessoa.

 

Testanto, testando… um, dois. um dois

Já teve vontade de ver como uma pessoa específica vê o seu perfil?  Vem ver aqui embaixo!

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Ta-daaa!

#comofaz: Como baixar filmes e séries usando torrents

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Mas é claaaaro que a gente ia usar Game of Thrones para ilustrar este tutorial!

Antes de qualquer coisa, vou tirar uma questão da frente antes de falar de torrent: pirataria é crime ou não é? Quem baixa filmes pode ser preso por isso? Segundo o que pesquisamos, pela lei brasileira, baixar arquivos para uso privado não é crime, o que não pode é ganhar dinheiro com isso, como vender os arquivos em um dvd caseiro, por exemplo.

Ainda assim, é preciso ficar claro que cada vez que fazemos um download clandestino de um produto intelectual, como um filme, um episódio de uma série, um disco ou um livro, os responsáveis por ele não recebem nada pelo trabalho que tiveram ali. Como é uma discussão bem longa, vamos deixar por enquanto isso na consciência de cada um, ok?

Ao tutorial, então. Torrents têm alguns passos, precisam de programas específicos, mas não são nenhum bicho de sete cabeças — mesmo.

O que você vai precisar:

– Um software chamado cliente de torrent; (algumas opções: µTorrent, Vuze, Bitcomet

– Um site para você baixar os arquivos de torrent; (para séries, tente o Eztv, para todo o resto, The Pirate Bay. Outras opções de sites: Torrentz e Isohunt, entre outros)

– Um site para baixar as legendas, se você precisar; (opções: Open SubtitlesLegendas.tv)

– Um software para assistir aos filmes depois, o player. (não tem como dar errado com o VLC)

Só isso.

Vamos lá: primeiro você instala o cliente de torrent, aquele que você escolher, de acordo com o que estiver disponível para o sistema operacional do seu computador, normalmente Windows ou Macintosh. Preste atenção no que você estiver concordando ao instalar, porque alguns programas, como o Vuze, instalam extensões chatinhas que alteram o Chrome ou o Firefox. Não vá clicando sim em todas as janelas que aparecem na sua frente sem ler do que se trata antes, tá?

Agora você precisa de um torrent em si. O torrent é um arquivo minúsculo, que vai executar o download do arquivo que você quer no cliente, puxando e organizando pedacinhos do arquivo de todos os computadores que estiverem baixando ao mesmo tempo e estiverem conectados à Internet. Por isso que, ao contrários dos downloads normais, quanto mais pessoas estiverem baixando o arquivo, melhor. O nome do arquivo é sempre algumacoisa.torrent.

É só ir até o site de sua escolha e buscar o que você quer. Muitas vezes, você vai ter que buscar pelo nome original do filme/série/o que seja. Aqui, um exemplo usando a série Game of Thrones no EZTV.

game of thrones torrent
Todas as opções disponiveis de Games of Thrones no EZTV nesta sexta, 4/04

Agora, como escolher o arquivo? No exemplo de cima, a sigla S(número)E(número) significa número da temporada (S de Season) e do episódio (E de Episode). Então S3E10 é o 10º episódio da terceira temporada. No caso entre o 720p e o HDTV normal, eu normalmente escolho o HDTV normal por ter uma qualidade de imagem ok e ser um arquivo menor, mais rápido de baixar.

Agora, um exemplo de filme, no Isohunt, com os filmes do Percy Jackson. Olhe como fica a busca:

percy jackson torrent1
Isohunt anda espertinho: perceba que os primeiros resultados são posts patrocinados. Procure os resultados normais de busca

Nesse caso, como escolher qual torrent? No fim do post, vou explicar melhor o que acontece com o nome dos arquivos, mas por enquanto, você precisa prestar atenção nos dados do arquivo, como size (tamanho), e principalmente seeds (o S). Quanto maior o arquivo (e alguns arquivos tirados de Blu-rays são bem grandinhos, tipo alguns gigabytes), mais demorado vai ser o download e claro, vai ocupar mais espaço no seu HD – em compensação, a imagem e som são ótimos. Você também quer um torrent com muitos seeds (sementes), porque eles são pessoas como você que estão baixando e distribuindo o arquivo ao mesmo tempo. Quanto mais seeds o arquivo tiver, mais rápido ele baixará. Também vale a pena prestar atenção nos comentários que o arquivo tiver. As pessoas avisam se for falso, se a qualidade estiver ruim, for vírus, etc.

Depois que você escolher, baixe o arquivo no seu computador. Cuidado com essa tela, porque muitas vezes eles entopem de botões para outros sites, dando uma enganada mesmo na gente. Procure sempre o “baixe o torrent”, como na foto abaixo:

Percy Jackson no Isohunt
Exemplo do Isohunt. Às vezes o botão para baixar o torrent fica escondido no meio dos “sites parceiros”

Agora vamos colocar o torrent no cliente. Escolha “add” ou adicionar torrent, e clique ok na janela que abrir. O cliente vai começar a baixar o torrent. A velocidade vai depender da velocidade da sua conexão e da quantidade de seeds, mas para ter uma ideia, os 900 megas do Percy Jackson do exemplo demoraram uns 20 minutos em uma conexão corporativa no µTorrent. O torrent costuma exigir bastante da conexão de internet da sua casa, então é bom fazer o mínimo possível com o computador enquanto o arquivo estiver baixando (assistir Netflix pode ser sofrido).

uTorrent abrindo o arquivo
Em alguns programas, o nome muda, mas é sempre algo tipo “abra ou adicione torrent”

Se você gosta de ver séries e filmes sem legenda, o próximo passo é estourar pipoca, se acomodar no sofá e abrir o arquivo no player (que a essa altura, você já instalou enquanto esperava o filme baixar). A gente super recomenda o VLC porque com ele você não tem que se preocupar com o formato do arquivo que baixou, ele lê praticamente tudo, enquanto outros como o iTunes só leem arquivos .mp4. Não é difícil converter, mas não é a proposta deste tutorial. Vá com o VLC que vai dar tudo certo e se não der avisa a gente.

Se você não leva fé no seu inglês/francês/italiano/espanhol/iraniano/whatever, tem um passinho a mais antes do sofá e da pipoca: a legenda. Em alguns casos, como o Percy Jackson do exemplo, o torrent vai vir com arquivos de legenda na língua que você quiser. O download do torrent sempre vai ser uma pasta com o arquivo de vídeo (provavelmente um .avi ou .mp4) e alguns outros arquivos de texto, que não são necessários. Procure na pasta arquivos com a extensão .srt (assim: nomedoarquivo.srt). Essa é a legenda.

O truque para fazer a legenda funcionar com o vídeo é o seguinte: deixar o vídeo e a legenda na mesma pasta do computador, com o mesmo nome. Olhe na imagem:

Tela do VLC
Não precisa clicar nos dois arquivos; no de video basta. Mas a legenda precisa estar na mesma pasta e ter o mesmo nome

Aí, é só abrir o arquivo de vídeo no VLC e pronto, tudo sincronizadinho. De volta à pipoca e ao sofá.

Mas se o arquivo não vier com a legenda? Aí você pode buscar legendas em sites específicos, como os que indicamos no início, o Open Subtitles ou o Legendas.tv. Busque pelo nome do filme e tente checar se existe alguma com o nome exato do arquivo que você baixou, inclusive com aqueles termos meio estranhos tipo Dualmedia, Xvid, etc. Se não, escolha a que for mais próxima, deixe na mesma pasta do filme e renomeie para que os arquivos tenham exatamente o mesmo nome.

Duas coisas:

1) O que significam palavras como DVDRip, DVDSCR, CAM, TS, TC, and R5 nos nomes dos arquivos de torrent de filmes?

Elas mostram como o vídeo foi captado. CAM, TS e TC significam que o vídeo foi captado dentro de um cinema, ou por um espectador na plateia com uma câmera (CAM) ou na sala de projeção (TS e TC). A qualidade de imagem e som costumam ser bem ruins, e portanto, não valem a pena.

DVDRip, DVDSCR e R5 são arquivos que foram obtidos a partir de cópias do filme em DVD. Dê preferência a esses. Os DVDSCR, podem vir com marcas d’água ou contadores de segundos porque são DVDs promocionais. Muitas vezes você vai encontrar rips de Blu-ray também. Se for apenas para assistir na telinha do computador, eu pessoalmente não acho que o tamanho do arquivo compense. (Para ver na TV da sala é outra coisa, mas assistir filmes baixados e Netflix na sua TV vai ser tema de outro tutorial).

No caso de torrents de séries de TV, além do HDTV podem vir números como 720p ou 1080p. Isso se refere à qualidade da imagem em transmissão digital. Normalmente são mais pesados, com mais de um gigabyte de tamanho.

Eu aconselho sempre checar as avaliações dos torrents e os comentários postados nos sites para ter certeza que se trata de uma cópia boa. E desconfie se o torrent parecer bom demais para ser verdade; com certeza não é e você pode acabar baixando um vírus no seu computador sem querer.

2) Espalhe o amor: é sempre #bomkarma deixar o cliente de torrent aberto depois que você tiver baixado, assim o arquivo é “semeado”(seed, lembra?) entre outros usuários que também estão baixando o arquivo, para devolver o favor e ajudar todo mundo. Tipo à noite, enquanto você estiver dormindo. Ou mandando mensagem pros amigos passando mal com o último capítulo de Game of Thrones.

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Renly Baratheon garante: vai na fé que você consegue

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Firefox se redime com a comunidade LGBT, primeiro de abril e mais nos links da semana

Os links que compartilhamos na página do Ada no Facebook esta semana:

Brendan Eich. Crédito: Fundação Mozilla
Brendan Eich. Crédito: Fundação Mozilla

– O site de relacionamentos OKCupid resolveu tomar uma posição séria quando veio a público que Brendan Eich, o novo CEO da Mozilla (fundação e empresa dona do browser Firefox) apoiava causas antigays, e divulgou uma carta de repúdio no site.

EXTRA! EXTRA! EXTRA! Nesta quinta-feira (3), a Mozilla anunciou que Brendan Eich pediu demissão tanto do cargo de CEO da empresa quanto do seu posto no conselho da fundação. Em um post no blog da Mozilla, a presidente executiva da empresa Mitchell Baker escreveu: “Nós entendemos porque as pessoas estão bravas e magoadas, e elas têm razão: nós não nos mantivemos fiéis aos nossos valores e verdades. Precisamos melhorar, e queremos continuar defendendo uma internet livre.” [links em inglês].

– A professora da ECA-USP Elizabeth Saad Corrêa publicou um artigo na Folha de S.Paulo que explica qual a lógica dos algoritmos dos anúncios de redes sociais como o Facebook e Google+, que no fim, se resume à velha máxima: não existe almoço grátis.

– Se você usa o Tinder ou está pensando em usar, leia esta matéria que a Diana Assennato, uma de nossas editoras, escreveu para a Revista TPM no fim do ano passado, quando o aplicativo de paquera estava pegando fogo.

O Gmail deixou todo mundo com cara de “quê?!” com a pegadinha dos shelfies. Crédito: reprodução.

– E por último, um resumo das melhores pegadinhas do Primeiro de Abril, feitas pelos grandes sites e empresas de tecnologia, como Google, Samsung e Waze. Você chegou a cair em algum deles? 🙂

 

 

 

 

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Por que você deveria se importar com o que o Facebook compra

Protótipo do Oculus Rift. Crédito: Reprodução.
Protótipo do Oculus Rift. Crédito: Reprodução.

Cada vez que o Facebook compra uma empresa incrível por bilhões de dólares, morre um canguru-bebê. Não é de hoje que o gigante das redes sociais assusta cada vez mais com a sua voracidade e vontade de ter tudo, falar com todos e estar em todos os lugares. No fundo, o problema não chega a ser a troca de mãos, porque empresas trocam de donos no Vale do Silício mais rápido que casais se formam e desformam em blocos de Carnaval. A questão é a falta de transparência ao divulgar o que Zuckerberg pretende fazer com aquele serviço que a gente amava tanto. (Sim, estamos falando de você, Whatsapp)

Ontem o Facebook pagou US$2 bilhões pela Oculus, uma startup obcecada pela perfeição, de apenas 18 meses de vida e especializada em realidade virtual imersiva. Lembra daqueles óculos grandões bem anos 90 que as pessoas vestiam para “sentir uma experiência imersiva”? Tipo isso, só que com imagens ultra realistas, muito incrível e totalmente do futuro.

Em seu post oficial, Mark disse que, nos últimos anos, manter as pessoas cada vez mais conectadas significava desenvolver aplicativos que nos ajudassem a compartilhar melhor e mais rápido através dos nossos celulares. O Facebook ainda tem muito chão nessa estrada (e eles não foram exatamente rápidos nos seus desenvolvimentos de aplicações móveis), mas como os planos são mesmo de dominação mundial, já estão começando a olhar para outras direções. Como será a rede social do futuro? Que formato ela deve ter para fazer parte do nosso dia-a-dia cada vez mais? Qual é a cara dessa plataforma e onde ela existirá?

É certo que ninguém tem essa resposta, mas a compra da Oculus aponta uma direção: sistemas de realidade aumentada são fortes candidatos a ser a próxima plataforma de computação de um futuro não tão distante assim. Estamos falando de 5 a 10 anos! :O

Mas então a ideia é que as pessoas vistam esses ~óculos~ para usar o Facebook da forma que a gente já conhece? Pense de novo: porque não trocar uma ideia olho-no-olho com uma versão 3D da sua melhor amiga que decidiu tirar um sabático do outro lado do mundo? Ou assistir um desfile da Fashion Week de Nova York sentadinha na platéia? Ou fazer uma consulta de urgência com a sua dermatologista (que por sinal, adora os seus posts de gatos)? Ou participar de uma aula com alunos e professores do mundo inteiro? Preparem-se: Mark Zuckerberg quer vender experiências.

Mas é claro que o Feissy não vai reestringir esse uso tão maravilhoso e de infinitas possibilidades só à bom conteúdo, afinal quem paga essa festinha toda ainda é a publicidade. Banners? Pfff. Imagine a Dafiti entrando no meio (literalmente) da sua conversa te oferecendo dois pares de sapato pelo preço de um (já que é o aniversário da sua amiga). É meio por aí.

Mas enquanto o Facebook ainda não f%$# com o virtuosismo da Oculus, conheça este projeto incrível. Em The Machine to be Another, voluntários usam o dispositivo para experimentar a sensação de ter um corpo do gênero oposto. Projeto lindo que permite uma série de reflexões, quem sabe para outro post 😉

Veja o vídeo abaixo:

Gender Swap – Experiment with The Machine to Be Another from BeAnotherLab on Vimeo.