Aplicativos para um coração partido

(coluna do Ada na revista TPM, publicada na edição de julho/2015)

Ao contrário da história, a Internet faz um péssimo trabalho esquecendo pessoas. Na verdade, quanto mais tempo passa, mais ela lembra. Na época em que a nossa timeline cabia em um diário com cadeado, um coração partido se curava com chocolate, amigos e tempo. O tempo, esse magnânimo, levava todos os cadáveres para longe, e ali eles ficavam.

Que saudades. Hoje a Internet é um Walking Dead com 2.94 bilhões de zumbis.

Encontrar o amor na web pode ser difícil, mas se livrar de um é ainda pior. Seja você o pé ou a bunda, o tecido digital das nossas vidas faz com que seja cada vez mais difícil deixar o tempo fazer o que ele faz de melhor: esquecer. Grande parte do esforço na Ciência da Computação é descobrir formas mais rápidas, baratas e simples de automatizar processos e armazenar informações. Isso significa que cada vez mais as nossas memórias guardadas em forma de dados (e em quantidades inimagináveis) passeiam pela rede como carrinhos de bate-bate.

Você pode bloquear uma pessoa da sua rede social, mas isso não significa que ela deixou de ter vida lá dentro. Pra desespero dos nossos corações, os algoritmos (a sequência de instruções que nos levam de cá pra lá na internet) estão cada vez mais inteligentes e as conexões assustadoras. É tipo “A Volta dos Mortos-Vivos” todinha: fulano vai comparecer ao lançamento do livro do seu ex gato e inteligente, aquela periguete fez check in no restaurante hypado da sua ex-namorada, tua colega da yoga foi marcada na foto do batizado dos gêmeos do seu ex-marido… Isso sem contar os estragos que a nossa própria natureza stalker causa madrugadas adentro. Esse constante remexer em escombros é tóxico, mas é claro que a tecnologia pode ajudar.

 

DrunkMode

Antes de cair na noite você seleciona quais são os contatos que você quer proteger de você mesma ao longo da escalada alcólica. Você pode escolher o tempo do bloqueio (de até 12 horas) e se mesmo assim cair em tentação, o app só irá destravar os contatos se você resolver uma equação matemática. Outra função fofa: ele te lembra do seu trajeto na noite anterior (função “migalha-de-pão” <3) e manda alertas pros amigos quando você estiver perto demais da casa do falecido/a.

are you?

BlockYourEx

Esse é um plugin que funciona no Firefox, Google Chrome e Safari como um guardião. Você diz quais perfis sociais do seu ex você quer evitar, dá o nome completo da persona non grata e o app esconde essa vidinha digital de você. Se você tem problemas com desapego, fica tranquila: ele permite cadastrar até 5 exes.

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Cloak

Já falamos dessa belezinha por aqui; um aplicativo que usa a sua geolocalização para te avisar sobre os perigos do mundo offline. Ele cruza os dados de Foursquare e Instagram para te alertar quando aquela pessoa estiver perto demais.

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* HellisOtherPeople

Descobrimos essa depois da coluna ter ido para a gráfica: um desenvolvedor americano criou este sistema parecido com o Cloak, cuja proposta é não só notificar sobre pessoas indesejadas, como também te ajudar a fugir delas. Baseado na sua geolocalização, o app se conecta ao Foursquare para identificar onde estão os seus amigos (ou nem tanto) que andam pela região. Os pontos laranjas são os locais a evitar, mas se já for tarde demais, use as rotas de fuga em verde.

 

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5 aplicativos brasileiros que vão te surpreender

Nem só de aplicativos gringos vivem os nossos smartphones. Separamos 5 apps nacionais dignos de lista (e o 99Táxis não é um deles 😉 ): de controle de finanças a plataforma de reclamações urbanas, estes são os queridinhos que a gente já não vive sem.


Organizze

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Bonito, prático e com um monte de funcionalidades, esse gestor de finanças é um dos mais legais que testamos nessa categoria. Além de acompanhar todas as suas transações financeiras, você pode criar metas para cada tipo de entradas e saídas, enxergar os gastos do mês através de gráficos lindos, sincronizar várias contas bancárias e cartões de crédito, visualizar parcelamentos e contas recorrentes. O ponto forte é a usabilidade: simples e rápido.

Para iPhoneAndroid e versão web. (GRATUITO)

 

 

Onde Parar

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Baita mão na roda: a partir da sua localização ou um endereço, o app te indica quais são os estacionamentos mais próximos. Além do preço médio de cada um deles (que você vê no próprio mapa <3), o app indica quais são os serviços adicionais, como convênio com seguradoras ou lava-rápido. Os filtros são ótimos e é facinho de usar. Também funciona para ciclistas que buscam bicicletários e para quem quiser publicar a sua garagem residencial e emprestá-la para alguém.

Para iPhoneAndroid e versão web. (GRATUITO)

 

 

Colab.re

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Já falamos dele na nossa lista de aplicativos urbanos para curtir e cuidar da sua cidade, mas este vale repetir. Nele você pode fiscalizar (inclusive através de fotos) problemas como buracos em ruas, calçadas em pésimo estado ou iluminação pública queimada. Ele também deixa propor soluções e avaliar entidades e instituições públicas. Os criadores do app se responsabilizam por enviar todas as publicações para as prefeituras e de encaminhar as respostas recebidas de volta aos usuários que alimentam o sistema. Já foi eleito o melhor aplicativo urbano do mundo. Vai Brasil \o/

Para iPhone e Android. (GRATUITO)

 

 

Mandic Magic

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Já mencionamos um app semelhante por aqui, o 4sqwifi, mas o Mandic é brasileiro e igualmente bom. Sabe aquele momento em que você precisa desesperamente de um wifi? Pois bem, tá aqui a salvação. Você se loga com a sua conta de Facebook, então o app identifica a sua localização e te indica cafés, bares, restaurantes, livrarias, padarias e vários outros tipos de estabelecimento com wifi. Ah sim, te dá a senha de todos. A única parte chata são os anúncios.

Para iPhone e Android. (GRATUITO)

 

WakeApp

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Este é um alarme despertador perfeito pra quem curte dormir mais 5 minutinhos nos dias de chuva. Você pode programá-lo para te acordar (ou não) dependendo de duas informações: as atividades que você agendou para a manhã seguinte e o clima que estará lá fora. Se amanhã for o seu dia de corrida no parque e estiver caindo um pé d’água, ele vai te deixar dormir um pouco mais. Se o sábado amanhecer lindo com céu azul, ele tomará a liberdade de te acordar meia horinha antes para fazer o dia render. Simpático, não?

Para iPhone. (GRATUITO)

 

Você curte algum outro app brasileiro que não está nessa lista? Conta pra gente no nosso Facebook ou Instagram 😉

 

#testamos: o foursquare da maconha

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Clássico na internet é aquele post engraçadinho do seu amigo hippie/descolado às 4:20 da tarde. Para quem não sabe, o número 420 faz referência à maconha e a cultura do seu consumo. Uma espécie de código secreto (#sqn) que identifica fumantes ou entusiastas da cannabis.

O brasileiro João Paulo Costa também acha que maconheiros gostam de deixar rastros de seus hábitos internet afora, por isso criou o Who is Happy, uma espécie de FourSquare para maconha. Nele o usuário faz check in no lugar onde está fumando o seu baseado e compartilha anonimamente com a sua rede (ou posta nos seus perfis públicos autorizados). Obviamente o app não marca a sua posição exata, mas a cada check-in uma nuvem de fumaça verde se espalha pelo Google Maps. Muito amor.

Além do mapa permitir ver os bairros mais “felizes” da sua cidade, ele te mostra um ranking dos países que mais participam da brincadeira.

 

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Testamos por aqui e ele ainda está um pouco atrapalhado: a tela inicial travou três vezes seguidas, o mapa não se mexia e a lista dos países não carregou de primeira, mas nada que uma atualização para limpar os bugs não resolva.

Em entrevista à Folha de São Paulo, João contou que usa a cannabis e os seus derivados para combater os sintomas da sua epilepsia. Por enquanto o modelo de negócio ainda não está definido, mas ele já sabe que pretende focar a sua busca por investimento fora do Brasil. Ainda segundo a Folha, fundos de investimento nos Estados Unidos injetaram mais de US$90 mi em 29 empresas de ferramentas tecnológicas ligadas ao assunto em 2014, por conta da gradual legalização da droga no país. João quer pegar esse vento a favor, o foco agora é conseguir usuários. #táfácil

(para iPhone e Android, gratuito)

 

(imagens: reprodução do aplicativo Who is Happy)

Respire fundo: 6 aplicativos de meditação

* Por Cora Poumayrac Nieto e Diana Assennato

 

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Ok, a gente sabe: a resolução campeã de começo de ano é o combo entrar na academia, fazer dieta, perder uns quilos.

Mas você já ouviu a expressão em latim mens sana in corpore sano (uma mente sã em um corpo são)? Pois é. Para abrir 2015, a gente vai te ajudar a ganhar mais paz de espírito e clareza de mente, com nossa lista de aplicativos que ensinam a meditar. Escolha o seu, respire fundo e comece seu ano com mais leveza.

 

1) 5 minutos – Eu medito 

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A campanha “5′ Minutos, Eu Medito” é desenvolvida pela ONG Mãos Sem Fronteiras em mais de 35 países com o objetivo de desmistificar e difundir a prática da meditação. É bem simples de usar e está disponível em várias línguas, inclusive em português. As funções são básicas: medidor de tempo meditado e lembretes para as próximas pausas. Os gráficos são fofos e te ajudam a entrar no mood da meditação com mini-aulas de preparação.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

2) Buddhify²

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Perfeito para quem não sabe por onde começar. O app tem design colorido e muitas escolhas de programas, focados em diferentes situações e estados de espírito. Uma roda de arco-íris pergunta o que você está fazendo, e te oferece algumas opções de relaxamento para aquela situação específica. São mais de 11 horas gravadas e você consegue acompanhar suas estatísticas de performance.

(para iPhone e Android, US$2.99)

 

3) Headspace

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Esta é uma excelente escolha para quem procura meditação guiada (apenas em inglês) para começar sem dor. Antes de iniciar qualquer atividade, o app te convida a assistir três vídeos que resumem de forma muito prática os princípios básicos da meditação e como ela atua na mente. É bem focado no dia-a-dia de quem está começando. O criador do app, Andy Puddicombe era monge budista e se tornou empreendedor milionário e palestrante do TED graças à usabilidade impecável do app (e ao seu sotaque britânico que conduz a meditação <3). Você aprende o básico em 10 sessões de 10 minutos, ganha pontos por regularidade e pode salvar gravações para usar quando estiver offline. É o preferido das celebridades inglesas.

(para iPhone e Android, gratuito para as primeiras dez sessões)

 

4) Calm 

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Lindo! Minimalista e meticuloso, o aplicativo começa ensinando os 7 passos da calma (postura, respiração, etc.) e se propõe a ser a sua válvula de escape quando a pressão estiver forte demais. Além de calma, os programas também tratam de foco, perdão, gratidão, força e paz interior, motivação, aceitação e sono. A gravação é uma voz feminina sexy e às vezes divertida, que lembra um a voz da Samantha do filme Ela, só que um pouco mais coxinha. A versão grátis oferece 10 meditações para diferentes situações, e a compra da versão Pro, por US$4,99 para três meses, traz mais séries e mais músicas. Tem também para a web.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

5) Smiling Minds

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Desenvolvido na Austrália, este é voltado principalmente para crianças e jovens. Divide-se em três faixas etárias de sete a 22 anos, e mais uma para adultos. O objetivo deste projeto (sem fins lucrativos), é promover a meditação como forma de explorar o momento presente, focando sua atenção e consciência de maneira específica. “Queremos dar ferramentas para ajudar a criar jovens felizes, saudáveis e com compaixão”, diz a empresa. Também tem versão web.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

6) Breathe2Relax

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Não é bonito e mais parece um site em flash dos idos 00s, mas este app é focado em desenvolver habilidades respiratórias para usá-las no relaxamento do corpo e da mente. Ele basicamente começa ensinando o que é a respiração diafragmática e os seus benefícios, detalha os efeitos do estresse e ensina diferentes exercícios para levar o corpo a um estado mais relaxado, para reduzir a ansiedade e estabilizar o humor.

(para iPhone e Android, gratuito)

(Imagens: Divulgação)

 

Hanx Writer, o app que simula uma máquina de escrever

Clack, clack, clack, clack. Fiiiiiiiit. Clack, clack, clack, ding! Se você tem mais de 30 anos, já deve ter usado (ou brincado com) uma máquina de escrever, aquele assombro da engenharia humana que criou um processador de texto acoplado a uma impressora que nem precisa nem de eletricidade. Quer retomar a sensação de escrever em uma? Basta baixar o Hanx Writer, um aplicativo gratuito para iPad criado pelo ator Tom Hanks.

Tela do Hanx Writer, com o teclado de máquina de escrever. Crédito: Reprodução

Ele imita uma máquina de escrever nos mínimos detalhes, inclusive em todos os sons e com animações que evocam o movimento de colocar um papel na máquina, rodar a bobina etc. A experiência é mais agradável com um teclado Bluetooth acoplado, mas funciona bem com o teclado do próprio tablet.

O aplicativo vem com um modelo de máquina de escrever e funções básicas, mas permite que você salve o que escreveu em um pdf e mande por email ou salve no Google Drive, Dropbox, enviar para o Kindle e outros serviços, funcionando como um processador de texto bem básico.

Mas ele não ignora as facilidades da vida moderna. A tecla de backspace, que apaga o que já foi digitado, funciona normalmente, mas você pode desabilitar a função e ir na manha, como nos velhos tempos digitando XXXX em cima dos erros.

Um pacote extra de funções (que é pago) dá direito a mais dois modelos de máquina de escrever, mais moderninhos, suporte a múltiplos documentos, a possibilidade de trocar a “bobina de tinta” para azul e vermelho e alinhar o texto de três diferentes maneiras. Um detalhe divertidinho é que se você desabilita o som, as letras saem mais claras, como se você não estivesse fazendo tanta força para digitar. Mas a graça toda da coisa é o barulho, não é mesmo?

 

Carta do Tom Hanks explicando seu amor por máquinas de escrever e porque criou o app. Crédito: Reprodução.
Carta do Tom Hanks explicando seu amor por máquinas de escrever e porque criou o app. Crédito: Reprodução.

O app está fazendo sucesso: já chegou ao primeiro lugar na App Store no ranking dos aplicativos gratuitos, segundo o Mashable. Para os brasileiros, no entanto, o Hanx Writer tem um defeito grave: não há suporte para caracteres especiais ou acentos, o teclado é 100% americano. Até isso ser consertado, a única coisa que dá para fazer é brincar com a máquina de escrever, igual aos tempos de criança.

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Por que não vamos mais escrever sobre o Tinder

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O Ada nasceu há alguns meses da nossa vontade, Diana e Natasha, de ser útil a um grupo que não tinha voz nos atuais meios de comunicação: a mulher que usa tecnologia. Queríamos prestar serviço e ajudar na reflexão de como o mundo digital impacta o dia a dia e as nossas relações.

Tínhamos percebido que alguns serviços e aplicativos estavam abrindo novas possibilidades em várias frentes para todas nós: estamos mais produtivas, mais conectadas, mais informadas. E um dos serviços, lá atrás, que chamou a nossa atenção para isso foi o Tinder.

(Momento transparência: a Diana me apresentou o aplicativo , eu usei durante meses, até conhecer meu namorado ali mesmo e por motivos óbvios, deixar de usá-lo. Ou seja, podemos ser consideradas ~cases de sucesso~ do Tinder.)

O app transformou todo o processo de conhecer e paquerar alguém pela internet em uma grande brincadeira, e deu mais voz e participação às mulheres que serviços anteriores. Sua popularização também tirou um pouco do estigma que ainda perdurava nos chamados “sites de encontros”.

A gente sabe, pelos nossos números de audiência, que o app é popular e que todo mundo, se não usa, adora falar dele. A própria ideia de poder conhecer alguém em um “catálogo de gente” (como eu, Natasha, gosto de me referir ao Tinder) é extremamente sedutora, ainda que canse depois de um tempo.

Até que  chegou aos nossos ouvidos a notícia que o Tinder estava sendo acusado de discriminação e assédio sexual. “Ai, mais um”, pensamos. Como tínhamos publicado há pouco tempo este artigo ótimo da Bárbara Castro, achamos que não valia a pena entrar no assunto de novo. E mais uma coisa: gostamos de separar o produto da empresa. O dono pode ser um imbecil, mas o produto é bom, inovador e popular, então vamos continuar falando dele e prestando serviço, certo?

Errado. Porque depois de um tempo descobrimos  que Whitney Wolfe, a ex-vice-presidente de marketing (aos 24 anos!) que está processando a empresa, perdeu o título de cofundadora porque ter uma mulher tão jovem como sócia “fazia o Tinder não parecer uma empresa séria”. Para quem lê em inglês, aqui está a queixa completa de Whitney.

Segundo a ação judicial, muito do que faz o Tinder ser tão popular com as mulheres (mais do que a maioria dos sites e serviços online de namoro) são ideias trazidas por essa menina de 24 anos que, por ter se envolvido romanticamente com seu chefe, perdeu sua participação societária no negócio.

Os sócios se defenderam em um comunicado dizendo que a queixa da moça tem uma série de imprecisões e erros, e que nunca discriminaram nenhum funcionário por idade ou gênero, mas não ofereceram provas nem contra argumentos às acusações.

É claro que lamentamos (até porque o Tinder sempre bomba os nossos acessos) mas ficou difícil separar o produto de seus criadores. Se o Tinder é um grande sucesso entre as mulheres – conectadas, tecnológicas ou não -, temos certeza que é porque muitas delas contribuiram com processo de criação e crescimento da empresa. Seja escrevendo o código mágico desse aplicativo que fez todo mundo dar uma chance ao algoritmo, seja indicando o poder do cardápio humano para esquecer um coração partido. Sem mulheres (lindas, feias, gordas, casadas, velhas e novas) os matches não aconteceriam, então nos parece no mínimo irônico menosprezar o gênero que compõe quase 50% da sua base de usuários.

Então aqui vai o nosso recado, querido Tinder: se uma “empresa séria” pode prescindir de mulheres na sua liderança, vocês estão criando uma tecnologia burra e inconsistente. Não vamos incentivar um boicote geral ao aplicativo, porque isso vai muito da consciência de cada uma. De nossa parte, vamos continuar acompanhando a cobertura do caso, mas não iremos mais falar do app no Ada até ficar claro o que aconteceu.

Um abraço,

Natasha e Diana

Foto: Diana Assennato Botello

Tumblr que estamos amando: Tinder na Copa

VAI TER COPA SIM! Mas se depender desse tumblr que descobrimos, o Tinder na Copa, podia ter até duas!!!

A designer paulistana Carol Chang, de 28 anos, teve a ideia de criar o Tinder na Copa depois que ela e algumas amigas perceberam seus Tinders andavam bem mais floridos, e a causa era a quantidade de estrangeiros vindo ao Brasil por causa da Copa do Mundo. Em vez de trocar printscreens dos mais bonitinhos entre elas, resolveram divulgar essa boniteza toda para o mundo. Olhem só alguns exemplos:

 

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(Tem aqueles que gostam de posar com nativos, o aventureiro, o profissional, o praieiro e um “procurando o amor da vida”. Arrã, Christopher, tamos sabendo.)

O tumblr tem um mês de vida, mas foi descoberto mesmo no início de junho, e nos últimos meses as contribuições explodiram, conta Carol.

Os países de origem estão bastante variados, mas Carol diz que surgem bastante australianos e franceses. Entre as cidades que mais mandam colaborações, estão São Paulo (por causa da abertura da Copa amanhã), Rio de Janeiro, Manaus e Belo Horizonte.

Mas não pensem que ela só recebe printscreen de homem bonito, não. “Tem muita menina brasileira me mandando selfie querendo se promover, mas essa não é a ideia do tumblr.” Outra pergunta popular: como faz para ver esse ou aquele cara no Tinder? “É sorte, né.”  A própria Carol já saiu com dois estrangeiros que conheceu no Tinder, um francês e outro americano.

A resposta dos “retratados” no Tumblr também tem sido bem-humorada. Carol conta que um deles viu seu perfil do Tinder em um site estrangeiro, e escreveu para ela, mas levou a coisa na esportiva. Afinal, é época de bola em campo, fazer gol e correr pro abraço, não é mesmo?

Fotos: Reprodução Tinder na Copa

8 aplicativos para namorar em tempos modernos

Dia 12 de junho tá quase aí, e a gente sabe que tem um certo evento internacional (#vaitercopasim) que tá atraindo todas as atenções, mas isso não vai nos impedir de lembrar que também é dia de se aconchegar com a cara metade, ainda que a gente deixe isso para depois da abertura da Copa do Mundo. Não há dúvidas que a tecnologia tem mudado os relacionamentos. Exceto raras ocasiões, não passa um dia sem que a gente converse com os nossos namorados e namoradas, certo? E a novidade é que dá para ir muito além do Whatsapp;  apps de mensagens a dois estão bombando e cheios de funcionalidades fofas. Fizemos uma lista esperta das mais legais e aproveitamos para incluir outros apps pra intimidade digital 😉

 

1) Couple

 

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Na sua descrição na Apple Store eles dizem ser “o melhor aplicativo para quem namora à distância”. Além de ser bom para troca de mensagens, ele também oferece uma lista de tarefas compartilhada, alertas pra ninguém esquecer das datas importantes, sugestões de lugares cool para fazer um date e compartilhamento de localização. Mas a cafonice mais adorável é o ThumbKiss. Você põe o seu dedão na tela, a outra pessoa também e o aplicativo gera um beijinho virtual quando os dois dedões estão exatamente no mesmo lugar. Ah, outra função providencial é poder mandar fotos que desaparecem depois de um tempo (blink, blink!).

(para iPhone e Android, gratuito)

 

 

2) You&Me

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Depois de fazer o sign up, o logo do app se transforma nas iniciais do casal. Este aplicativo é focado exclusivamente em troca de mensagens e não tem outras funções, mas essa única experiência é deliciosa e pensada à minúcia em termos de design e usabilidade. Claro, além de texto dá para enviar fotos e videos (estilo Vine, com a opção do loop), mas também recados de voz, músicas e a opção fofa “halfsie”, onde cada um manda uma selfie e o app faz uma arte fofa. Ah, quando ele identifica (por GPS) que o casal está junto a interface dele muda <3

(para iPhone, gratuito)

 

3) Bounden

A gente não vai mentir: parece bizarro no começo, mas é tão diferente de tudo o que a gente já viu que o Bounden precisa estar na nossa lista. Este aplicativo (desenvolvido por programadores do amor e a Companhia Nacional de Ballet da Holanda) quer incentivar os casais a dançarem juntos. Ambos tem que segurar um só telefone e ir seguindo as indicações que aparecem na tela.

(para iPhone, US$3,99)

 

4) Anylist

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Este é um app de listas compartilhadas do qual já falamos, e só. Mas pense a mão na roda que isso pode ser: lista de compras pra casa, hamburguerias para conhecer, viagens dos sonhos, taras sexuais, filmes pra ver… O sync é perfeito, então cada vez que alguém adiciona ou tira algo das listas o outro é avisado.

(para iPhone, gratuito)

 

5) Splitwise

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Dinheiro é sempre bom tratar às claras. O Splitwise ajuda muito e funciona como uma espécie de conta corrente. Lá você vai acrescentando quem pagou o quê, quanto e quando e ele vai fazendo os cálculos de forma corrida, assim você sempre sabe como está o saldo. Também dá para dividir os gastos por assuntos, como “casamento”, “reveillon” etc. É bem feito e super intuitivo de usar.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

6) Fingle

Divertido demais! Não é só para casais, mas há algo nele que o deixa sexualmente sugestivo. A trilha e o clima do app são “sexy” e ele funciona como aquele jogo Twister da nossa infância só que com os dedos. Jogue com uma tacinha de vinho por perto 😉

(para iPad, US$1,99)

 

7) TripIt

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A gente também já falou dele antes, mas este app é um organizador de viagens que pode ser muito prático para casais que viajam bastante separados. Ele mantem as pessoas que você quiser avisadas sobre o seu cronograma de viagem, as datas e destinos, além de avisar sobre o atraso ou chegado do seu vôo assim que você pousa.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

8) iKamasutra

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O bom e velho guia de todos os guias disponível no seu celular com animações 360 graus e linguagem divertida. Não custa ter à mão para momentos de, cof cof, inspiração.

(para iPhone US$0,99 e Android R$7,22)

(Fotos: Reprodução)

Ringo faz ligações baratas sem usar a Internet

A gente sabe que não é qualquer 3G que dá conta de uma ligação de Skype sem solavancos, delays ou vozes robotizadas, e não é sempre que estamos perto de um wifi decente para fazer uma ligação internacional. Por isso mesmo achamos o Ringo incrível: mais um aplicativo para iPhone, Android e Windows Phone que faz chamadas telefônicas muito baratas, só que sem usar a internet. O Brasil é um dos 16 países escolhidos para lançar o serviço, mas as ligações funcionam para o mundo inteiro. Cadê o segredo?

A experiência é exatamente como uma boa e velha ligação: o Ringo consegue rotear as chamadas do mesmo jeito que as operadoras tradicionais fazem, tanto que você liga para o número de telefone do seu contato, e não para um username. A diferença é que o app transforma qualquer número internacional em um local, barateando de forma agressiva os custos e usando a mesma rede de infra-estrutura. Quando falamos “agressiva” queremos dizer “quase inacreditável“: de cara, o app oferece uma ligação gratuita (sem limite de minutos), promete preços 25% mais barato do que os praticados pelo Skype e um desconto de 90% para chamadas feitas para celulares americanos, ou seja, míseros US$0,003 por minuto. Colocando em perspectiva, é um desconto de quase 500% comparado com a sua operadora local.

Como a redação do Ada fica dividida entre NY e SP, nós testamos o app hoje e ele funcionou muito bem: ligação clara e sem cortes, conexão rápida e usabilidade mais simples do que de outros concorrentes.

As vantagens mais legais do Ringo sobre outros apps de ligação:

1) você não precisa estar conectado

2) o seu número aparecerá na tela de quem está recebendo a ligação normalmente

3) só quem liga precisa usar o aplicativo

 

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Às vezes a gente até esquece que celulares são, na sua essência, objetos que fazem ligações telefônicas, mas taí o Ringo para nos lembrar que quando se trata de tecnologia, o novo é sempre o velho revisitado 🙂

Eis os links para baixar:

Ringo para Android

Ringo para iPhone

Ringo para Windows Phone

Aplicativo de iPhone detecta câncer de pele melhor que muito médico

Crédito: Universidade de Houston
Dermoscreen avalia lesões na pele que podem ser malignas. Crédito: Universidade de Houston

Um app para iPhone criado pela Universidade de Houston, nos Estados Unidos, consegue avaliar pintas, verrugas e lesões na pele e determinar se são malignas, o que poderia melhorar muito o diagnóstico e tratamento de milhões de pessoas que vivem em regiões com pouco acesso a médicos.

Claro que ele não faz isso com a câmera do celular (que a gente sabe que melhorou muito de algumas versões para cá mas ainda não é perfeita). É preciso um acessório especial, chamado dermoscópio, que usa lentes de aumento e ilumina a pele a ser fotografada, para conseguir uma avaliação mais precisa.

Segundo o criador do aplicativo, chamado Dermoscreen, o professor de engenharia George Zouridakis, testes iniciais indicaram uma precisão de diagnóstico de 85%, similar a de dermatologistas e melhor que a de clínicos gerais. Se o resultado do Dermoscreen é positivo, o paciente é imediatamente encaminhado para um especialista.

O risco de falsos negativos (quando o câncer existe mas não é detectado pelo software) existe, e por isso o app ainda está em fase de testes na universidade, mas sua patente para o diagnóstico de melanoma, um dos mais letais tipos de câncer, já foi emitida pelo governo dos Estados Unidos.

Além disso, a invenção pode ser usada em outros tipos de doenças dermatológicas fatais: os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos doaram mais de 400 mil dólares (cerca de 885 mil reais) para testar o Dermoscreen no diagnóstico da úlcera de Buruli, uma doença bacteriana que destroi a pele, que é comum na África subsaariana.

A ideia de usar smartphones para diagnosticar doenças está cada vez mais comum, e só mostra o poder de processamento de dados desses aparelhinhos que vivem jogados na bolsa ou mochila. Existem várias ferramentas nesse sentido pipocando pelo mundo e até no Brasil, como a de Vitor Pamplona, pesquisador ligado ao MIT, que em 2011 criou um aplicativo semelhante para o diagnóstico de catarata.

Via Recode.

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