Secret, privacidade e a web profunda

Por Eden Cardim*

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crédito da foto: Nuno Martins

Já vivemos na segunda geração de redes sociais e temos uma certa familiaridade com elas. A principal característica dos usuários dessas redes é a construção de uma espécie de personagem digital que conversa com um público específico. Quase todos fazem isso em algum nível, alguns mais, outros menos. A boa construção do personagem é o que determina o seu sucesso na rede, inclusive, os de maior sucesso são fictícios e até certo ponto anônimos, tais como “OCriador e a “Dilma Bolada“.

Essa semana, descobri e instalei o aplicativo Secret no meu Android e fiquei instantaneamente maravilhado. A premissa é simples, trata-se de uma rede social, como outra qualquer, exceto pelo fato de que todos os usuários são anônimos. A única informação divulgada a seu respeito é se você pertence ao meu grupo de amigos de facebook, se é um amigo de amigo e a sua proximidade. O anonimato tem mostrado um efeito radical no conteúdo publicado pelos usuários, que eu atribuo ao fato de que a construção do personagem simplesmente não existe. Se o grande diferencial do twitter é que ele obriga as pessoas a serem concisas e objetivas com suas publicações, agora é possível recriar o personagem inteiro a cada publicação, ele nasce e morre ali mesmo, junto com o post. Segundo o co-fundador David Mark Byttow, ex-funcionário do Google, o fato de você saber que são amigos falando coisas que eles nunca te contariam caso fossem identificados, é o grande diferencial do Secret. As pessoas têm usado o app com diversos propósitos: como confissionário, como lugar para fazer perguntas e dar respostas a questões controversas, e é claro, para publicar, falar e curtir conteúdo adulto. Afinal de contas há um ditado popular no mundo digital que diz que tudo na Internet tem um único propósito: sexo.

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Moralismos à parte, o anonimato cria uma realidade completamente nova para os usuários de Internet e a popularização do aplicativo deixa claro que o poder de se comunicar irrestritamente é uma necessidade humana que ainda tem muito espaço para ser preenchida. Com tão pouco tempo de vida, o aplicativo está gerando debates acalorados sobre privacidade e  liberdade civil na Internet. Inclusive já existem várias denúncias de difamação  girando em torno de publicações que expõem adolescentes, principalmente meninas, como alvo de um tipo de bullying muito mais agressivo e destruidor por ser anônimo. Além disso, não é difícil cruzar com posts que fazem apologia à homofobia, racismo, pedofilia e tráfico de drogas. As brigas judiciais envolvendo o app podem inaugurar a aplicação das leis de privacidade do Marco Civil no Brasil.

Leia também:

O que é o Marco Civil da Internet?

Apesar dessa febre por aplicativos que nos tornam “invisíveis”, a tendência ao anonimato  é bastante antiga. A informação na Internet é, na verdade, parecida com um iceberg; a ponta é o conteúdo comum a qual todos tem acesso no dia-a-dia, chamada de WWW (World-Wide Web), mas o grande volume de informação que trafega na Internet está escondida sob a superfície e se chama “Deep Web” (web profunda). Estima-se que a Deep Web é cerca de 500 vezes maior que a WWW em volume de dados, que não são indexáveis pelos mecanismos de busca tradicionais como Google, Bing e Yahoo. Boa parte da informação está distribuida em redes par-a-par (peer-to-peer ou P2P), que basicamente criptografa e replica os dados entre vários computadores de forma que nenhum indivíduo específico seja o único responsável pelo armazenamento e distribuição de informação.

Hoje em dia a forma mais segura de navegar pela Internet anonimamente é usando o TOR, um browser que permite que você acesse qualquer website sem que ninguém saiba de onde vem o acesso. Trata-se de um browser, similar ao Google Chrome ou Safari, porém ele implementa uma tecnologia adicional que permite seu uso como intermediário para outras pessoas. Sempre que você acessa um website, a informação é dividida e criptografada, trafegando por diversas máquinas de outras pessoas que também estejam usando o browser do TOR. O caminho que a informação percorre é escolhido aleatoriamente a cada acesso e a cada clique, por isso o site reconhece o seu acesso como se tivesse vindo de um lugar diferente. O mesmo se aplica ao caminho inverso: você pode abrir um website anônimo que só será acessível dentro do TOR e ninguém saberá onde ele está hospedado. O anonimato fornecida pelo TOR é tão eficiente que um dos websites da web profunda mais poderosos, chamado “Silk Road“, ficou conhecido como o “Amazon das drogas ilícitas”. O FBI levou 3 anos para encontrá-lo. Durante esse período o serviço arrecadou $1,2 milhão por mês e só foi encontrado porque seu dono entrou por acidente numa rede comum fora do TOR.

Leia também: 

Você sabe como proteger a sua privacidade no Facebook?

Dessa forma, informações que seriam geralmente controversas podem ser consultadas sem o constrangimento que as pessoas normalmente sentiriam. É possível criar pseudônimos em fóruns de discussão pública tendo a certeza de que ninguém jamais conseguirá rastrear o originador das publicações.  O potencial é enorme, já que as pessoas podem pesquisar a respeito de assuntos considerados tabu sem serem discriminadas, tal como sexualidade, drogas, doenças e podem até formar grupos de recuperação de anônimos online. Mesmo em casos mais simples, o anonimato também é útil quando se usa Internet em locais públicos, para garantir que sua informação não será monitorada ou usada para outros propósitos.

A sensação de liberdade obtida pelo anonimato muda completamente a perspectiva da busca por informação. Como ainda estamos compreendendo as implicações desse tipo de comunicação, existe um debate acirrado a respeito do uso dessas tecnologias, elas podem ser usadas de maneira perfeitamente inócua e também de maneira ilícita. Cabe a você definir os limites de até onde vai sua própria moralidade e sempre fazer bom uso da tecnologia como entender melhor.

 

eden cardim*Eden Cardim é formado em ciência da computação, especialista em engenharia de software, entusiasta de software livre, misturador de tecnologia com arte e criador de felinos. Foto: Arquivo pessoal.

Por que não vamos mais escrever sobre o Tinder

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O Ada nasceu há alguns meses da nossa vontade, Diana e Natasha, de ser útil a um grupo que não tinha voz nos atuais meios de comunicação: a mulher que usa tecnologia. Queríamos prestar serviço e ajudar na reflexão de como o mundo digital impacta o dia a dia e as nossas relações.

Tínhamos percebido que alguns serviços e aplicativos estavam abrindo novas possibilidades em várias frentes para todas nós: estamos mais produtivas, mais conectadas, mais informadas. E um dos serviços, lá atrás, que chamou a nossa atenção para isso foi o Tinder.

(Momento transparência: a Diana me apresentou o aplicativo , eu usei durante meses, até conhecer meu namorado ali mesmo e por motivos óbvios, deixar de usá-lo. Ou seja, podemos ser consideradas ~cases de sucesso~ do Tinder.)

O app transformou todo o processo de conhecer e paquerar alguém pela internet em uma grande brincadeira, e deu mais voz e participação às mulheres que serviços anteriores. Sua popularização também tirou um pouco do estigma que ainda perdurava nos chamados “sites de encontros”.

A gente sabe, pelos nossos números de audiência, que o app é popular e que todo mundo, se não usa, adora falar dele. A própria ideia de poder conhecer alguém em um “catálogo de gente” (como eu, Natasha, gosto de me referir ao Tinder) é extremamente sedutora, ainda que canse depois de um tempo.

Até que  chegou aos nossos ouvidos a notícia que o Tinder estava sendo acusado de discriminação e assédio sexual. “Ai, mais um”, pensamos. Como tínhamos publicado há pouco tempo este artigo ótimo da Bárbara Castro, achamos que não valia a pena entrar no assunto de novo. E mais uma coisa: gostamos de separar o produto da empresa. O dono pode ser um imbecil, mas o produto é bom, inovador e popular, então vamos continuar falando dele e prestando serviço, certo?

Errado. Porque depois de um tempo descobrimos  que Whitney Wolfe, a ex-vice-presidente de marketing (aos 24 anos!) que está processando a empresa, perdeu o título de cofundadora porque ter uma mulher tão jovem como sócia “fazia o Tinder não parecer uma empresa séria”. Para quem lê em inglês, aqui está a queixa completa de Whitney.

Segundo a ação judicial, muito do que faz o Tinder ser tão popular com as mulheres (mais do que a maioria dos sites e serviços online de namoro) são ideias trazidas por essa menina de 24 anos que, por ter se envolvido romanticamente com seu chefe, perdeu sua participação societária no negócio.

Os sócios se defenderam em um comunicado dizendo que a queixa da moça tem uma série de imprecisões e erros, e que nunca discriminaram nenhum funcionário por idade ou gênero, mas não ofereceram provas nem contra argumentos às acusações.

É claro que lamentamos (até porque o Tinder sempre bomba os nossos acessos) mas ficou difícil separar o produto de seus criadores. Se o Tinder é um grande sucesso entre as mulheres – conectadas, tecnológicas ou não -, temos certeza que é porque muitas delas contribuiram com processo de criação e crescimento da empresa. Seja escrevendo o código mágico desse aplicativo que fez todo mundo dar uma chance ao algoritmo, seja indicando o poder do cardápio humano para esquecer um coração partido. Sem mulheres (lindas, feias, gordas, casadas, velhas e novas) os matches não aconteceriam, então nos parece no mínimo irônico menosprezar o gênero que compõe quase 50% da sua base de usuários.

Então aqui vai o nosso recado, querido Tinder: se uma “empresa séria” pode prescindir de mulheres na sua liderança, vocês estão criando uma tecnologia burra e inconsistente. Não vamos incentivar um boicote geral ao aplicativo, porque isso vai muito da consciência de cada uma. De nossa parte, vamos continuar acompanhando a cobertura do caso, mas não iremos mais falar do app no Ada até ficar claro o que aconteceu.

Um abraço,

Natasha e Diana

Foto: Diana Assennato Botello

Tumblr que estamos amando: Tinder na Copa

VAI TER COPA SIM! Mas se depender desse tumblr que descobrimos, o Tinder na Copa, podia ter até duas!!!

A designer paulistana Carol Chang, de 28 anos, teve a ideia de criar o Tinder na Copa depois que ela e algumas amigas perceberam seus Tinders andavam bem mais floridos, e a causa era a quantidade de estrangeiros vindo ao Brasil por causa da Copa do Mundo. Em vez de trocar printscreens dos mais bonitinhos entre elas, resolveram divulgar essa boniteza toda para o mundo. Olhem só alguns exemplos:

 

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(Tem aqueles que gostam de posar com nativos, o aventureiro, o profissional, o praieiro e um “procurando o amor da vida”. Arrã, Christopher, tamos sabendo.)

O tumblr tem um mês de vida, mas foi descoberto mesmo no início de junho, e nos últimos meses as contribuições explodiram, conta Carol.

Os países de origem estão bastante variados, mas Carol diz que surgem bastante australianos e franceses. Entre as cidades que mais mandam colaborações, estão São Paulo (por causa da abertura da Copa amanhã), Rio de Janeiro, Manaus e Belo Horizonte.

Mas não pensem que ela só recebe printscreen de homem bonito, não. “Tem muita menina brasileira me mandando selfie querendo se promover, mas essa não é a ideia do tumblr.” Outra pergunta popular: como faz para ver esse ou aquele cara no Tinder? “É sorte, né.”  A própria Carol já saiu com dois estrangeiros que conheceu no Tinder, um francês e outro americano.

A resposta dos “retratados” no Tumblr também tem sido bem-humorada. Carol conta que um deles viu seu perfil do Tinder em um site estrangeiro, e escreveu para ela, mas levou a coisa na esportiva. Afinal, é época de bola em campo, fazer gol e correr pro abraço, não é mesmo?

Fotos: Reprodução Tinder na Copa

8 aplicativos para namorar em tempos modernos

Dia 12 de junho tá quase aí, e a gente sabe que tem um certo evento internacional (#vaitercopasim) que tá atraindo todas as atenções, mas isso não vai nos impedir de lembrar que também é dia de se aconchegar com a cara metade, ainda que a gente deixe isso para depois da abertura da Copa do Mundo. Não há dúvidas que a tecnologia tem mudado os relacionamentos. Exceto raras ocasiões, não passa um dia sem que a gente converse com os nossos namorados e namoradas, certo? E a novidade é que dá para ir muito além do Whatsapp;  apps de mensagens a dois estão bombando e cheios de funcionalidades fofas. Fizemos uma lista esperta das mais legais e aproveitamos para incluir outros apps pra intimidade digital 😉

 

1) Couple

 

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Na sua descrição na Apple Store eles dizem ser “o melhor aplicativo para quem namora à distância”. Além de ser bom para troca de mensagens, ele também oferece uma lista de tarefas compartilhada, alertas pra ninguém esquecer das datas importantes, sugestões de lugares cool para fazer um date e compartilhamento de localização. Mas a cafonice mais adorável é o ThumbKiss. Você põe o seu dedão na tela, a outra pessoa também e o aplicativo gera um beijinho virtual quando os dois dedões estão exatamente no mesmo lugar. Ah, outra função providencial é poder mandar fotos que desaparecem depois de um tempo (blink, blink!).

(para iPhone e Android, gratuito)

 

 

2) You&Me

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Depois de fazer o sign up, o logo do app se transforma nas iniciais do casal. Este aplicativo é focado exclusivamente em troca de mensagens e não tem outras funções, mas essa única experiência é deliciosa e pensada à minúcia em termos de design e usabilidade. Claro, além de texto dá para enviar fotos e videos (estilo Vine, com a opção do loop), mas também recados de voz, músicas e a opção fofa “halfsie”, onde cada um manda uma selfie e o app faz uma arte fofa. Ah, quando ele identifica (por GPS) que o casal está junto a interface dele muda <3

(para iPhone, gratuito)

 

3) Bounden

A gente não vai mentir: parece bizarro no começo, mas é tão diferente de tudo o que a gente já viu que o Bounden precisa estar na nossa lista. Este aplicativo (desenvolvido por programadores do amor e a Companhia Nacional de Ballet da Holanda) quer incentivar os casais a dançarem juntos. Ambos tem que segurar um só telefone e ir seguindo as indicações que aparecem na tela.

(para iPhone, US$3,99)

 

4) Anylist

anylist 1  anylist 2

Este é um app de listas compartilhadas do qual já falamos, e só. Mas pense a mão na roda que isso pode ser: lista de compras pra casa, hamburguerias para conhecer, viagens dos sonhos, taras sexuais, filmes pra ver… O sync é perfeito, então cada vez que alguém adiciona ou tira algo das listas o outro é avisado.

(para iPhone, gratuito)

 

5) Splitwise

splitwise 1  splitwise 3

Dinheiro é sempre bom tratar às claras. O Splitwise ajuda muito e funciona como uma espécie de conta corrente. Lá você vai acrescentando quem pagou o quê, quanto e quando e ele vai fazendo os cálculos de forma corrida, assim você sempre sabe como está o saldo. Também dá para dividir os gastos por assuntos, como “casamento”, “reveillon” etc. É bem feito e super intuitivo de usar.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

6) Fingle

Divertido demais! Não é só para casais, mas há algo nele que o deixa sexualmente sugestivo. A trilha e o clima do app são “sexy” e ele funciona como aquele jogo Twister da nossa infância só que com os dedos. Jogue com uma tacinha de vinho por perto 😉

(para iPad, US$1,99)

 

7) TripIt

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A gente também já falou dele antes, mas este app é um organizador de viagens que pode ser muito prático para casais que viajam bastante separados. Ele mantem as pessoas que você quiser avisadas sobre o seu cronograma de viagem, as datas e destinos, além de avisar sobre o atraso ou chegado do seu vôo assim que você pousa.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

8) iKamasutra

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O bom e velho guia de todos os guias disponível no seu celular com animações 360 graus e linguagem divertida. Não custa ter à mão para momentos de, cof cof, inspiração.

(para iPhone US$0,99 e Android R$7,22)

(Fotos: Reprodução)

Apple divulga novo iOs 8 e OS X 10.10 Yosemite

Crédito: reprodução
Crédito: reprodução

Foram quase duas horas de piadinhas de programador, telefonemas e mensagens de texto ensaiadas, e muito blábláblá, mas veio a novidade: a Apple lançou hoje as novas versões de seus sistemas operacionais para computadores e dispositivos móveis, o OS X 10.10 Yosemite e o iOS 8, para iPhone e iPads, durante a conferência para programadores WWDC (WorldWide Developers Conference), em São Francisco.

As novidades não foram tão bombásticas quanto a mudança radical do design do iOS 7 no ano passado, mas a tendência de integrar todos os dispositivos foi definitivamente consolidada, e é fato: a Apple vai tentar matar aplicativos poderosos como o Whatsapp. Alguns rumores, como o aplicativo de fitness, foram confirmados, mas outros, como um smartrelógio como o do Google, ainda não. Também não foi dessa vez que atualizaram os Mapas, mas… PAREM AS ROTATIVAS: Siri em 22 novas línguas! Estamos tentando descobrir se português está entre elas. Por enquanto, vamos à principais novidades:

OS X 10.10 Yosemite

Crédito: reprodução
Crédito: Reprodução

Ficou parecidinho com o ioS 7, ícones mais chapados e transparências. Ganhou um centro de notificações como o do iPhone e do iPad, no qual podem ser instalados widgets. O software de email suporta anexos pesados, de até 5 gigasbytes (se o email do destinatário não suportar, o sistema automaticamente manda um link para download), e você pode rabiscar e marcar emails e anexos. O serviço de busca Spotlight agora faz buscas não só na máquina mas também na web.

Mas o que realmente chamou a atenção foi o recurso chamado Continuidade: agora o seu Mac, iPhone e iPad conversam entre si direto, sem precisar de interferência. Por meio dos serviços Airdrop (que reconhece dispositivos Apple nas redondezas) e iCloud (serviço de armazenamento de arquivos online da Apple), você pode começar a escrever um email no iPad, por exemplo, e terminar no Mac. Do mesmo jeito, se você estiver sem wifi, o Mac descobre sozinho se seu iPhone está por perto e conecta direto à rede 3G dele (hoje em dia, você precisa manter liberar via as configurações do Acesso Pessoal). A integração com o celular é tão grande que você pode mandar SMS (até para quem não tem iPhone) direto do celular e TCHARAM, também fazer ligações telefônicas.

iOS 8

Dessa vez, nenhuma grande mudança de design e sim pequenas melhorias que facilitam a vida do usuário. Siri vai poder ser acionada direto com um comando de voz, e ganhou versões em outros 22 idiomas (ainda não conseguimos confirmar se português está entre eles).

A central de notificações ficou mais interativa — vai ser possível responder a mensagens, por exemplo, direto dela ou da tela bloqueada. O teclado vai ganhar uma função conhecida pela turma do Android: previsão de palavras, o que vai facilitar bastante a digitação (e esse sim vai funcionar em português).

O aplicativo de Mensagens ganhou funcionalidades de grupo muito parecidas com o Whatsapp, entre elas a possibilidade de mandar arquivos de audio e vídeo e silenciar um grupo muito ativo. Já o email ganhou mais comandos de gestos, o que vai facilitar a vida para apagar e marcar emails.

O aplicativo de fitness também foi anunciado:  é o do ícone de coração da foto acima vai se chamar Health (e não Healthbook, como diziam os rumores), monitorará sinais vitais diversos e poderá ser usado com outros aplicativos de terceiros, como os de corrida da Nike. O aplicativo de Fotos vai ganhar busca, maior integração com o iCloud e recursos mais sofisticados de tratamento de imagem.

Também foram anunciados novos recursos para desenvolvedores, como melhor integração entre aplicativos (um software poderá usar recursos de outro — por exemplo, filtros do Instagram em outros apps de fotografia), melhorias para games e um pacote de recursos para apps de automação doméstica. Além de uma nova linguagem de programação para Apple, chamada Swift.

Ambos os sistemas operacionais serão gratuitos e estarão disponíveis a partir de setembro. Se você quiser testar o Yosemite antes de todo mundo, é possível se inscrever para um programa beta neste link aqui.

Ringo faz ligações baratas sem usar a Internet

A gente sabe que não é qualquer 3G que dá conta de uma ligação de Skype sem solavancos, delays ou vozes robotizadas, e não é sempre que estamos perto de um wifi decente para fazer uma ligação internacional. Por isso mesmo achamos o Ringo incrível: mais um aplicativo para iPhone, Android e Windows Phone que faz chamadas telefônicas muito baratas, só que sem usar a internet. O Brasil é um dos 16 países escolhidos para lançar o serviço, mas as ligações funcionam para o mundo inteiro. Cadê o segredo?

A experiência é exatamente como uma boa e velha ligação: o Ringo consegue rotear as chamadas do mesmo jeito que as operadoras tradicionais fazem, tanto que você liga para o número de telefone do seu contato, e não para um username. A diferença é que o app transforma qualquer número internacional em um local, barateando de forma agressiva os custos e usando a mesma rede de infra-estrutura. Quando falamos “agressiva” queremos dizer “quase inacreditável“: de cara, o app oferece uma ligação gratuita (sem limite de minutos), promete preços 25% mais barato do que os praticados pelo Skype e um desconto de 90% para chamadas feitas para celulares americanos, ou seja, míseros US$0,003 por minuto. Colocando em perspectiva, é um desconto de quase 500% comparado com a sua operadora local.

Como a redação do Ada fica dividida entre NY e SP, nós testamos o app hoje e ele funcionou muito bem: ligação clara e sem cortes, conexão rápida e usabilidade mais simples do que de outros concorrentes.

As vantagens mais legais do Ringo sobre outros apps de ligação:

1) você não precisa estar conectado

2) o seu número aparecerá na tela de quem está recebendo a ligação normalmente

3) só quem liga precisa usar o aplicativo

 

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Às vezes a gente até esquece que celulares são, na sua essência, objetos que fazem ligações telefônicas, mas taí o Ringo para nos lembrar que quando se trata de tecnologia, o novo é sempre o velho revisitado 🙂

Eis os links para baixar:

Ringo para Android

Ringo para iPhone

Ringo para Windows Phone

Aplicativo de iPhone detecta câncer de pele melhor que muito médico

Crédito: Universidade de Houston
Dermoscreen avalia lesões na pele que podem ser malignas. Crédito: Universidade de Houston

Um app para iPhone criado pela Universidade de Houston, nos Estados Unidos, consegue avaliar pintas, verrugas e lesões na pele e determinar se são malignas, o que poderia melhorar muito o diagnóstico e tratamento de milhões de pessoas que vivem em regiões com pouco acesso a médicos.

Claro que ele não faz isso com a câmera do celular (que a gente sabe que melhorou muito de algumas versões para cá mas ainda não é perfeita). É preciso um acessório especial, chamado dermoscópio, que usa lentes de aumento e ilumina a pele a ser fotografada, para conseguir uma avaliação mais precisa.

Segundo o criador do aplicativo, chamado Dermoscreen, o professor de engenharia George Zouridakis, testes iniciais indicaram uma precisão de diagnóstico de 85%, similar a de dermatologistas e melhor que a de clínicos gerais. Se o resultado do Dermoscreen é positivo, o paciente é imediatamente encaminhado para um especialista.

O risco de falsos negativos (quando o câncer existe mas não é detectado pelo software) existe, e por isso o app ainda está em fase de testes na universidade, mas sua patente para o diagnóstico de melanoma, um dos mais letais tipos de câncer, já foi emitida pelo governo dos Estados Unidos.

Além disso, a invenção pode ser usada em outros tipos de doenças dermatológicas fatais: os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos doaram mais de 400 mil dólares (cerca de 885 mil reais) para testar o Dermoscreen no diagnóstico da úlcera de Buruli, uma doença bacteriana que destroi a pele, que é comum na África subsaariana.

A ideia de usar smartphones para diagnosticar doenças está cada vez mais comum, e só mostra o poder de processamento de dados desses aparelhinhos que vivem jogados na bolsa ou mochila. Existem várias ferramentas nesse sentido pipocando pelo mundo e até no Brasil, como a de Vitor Pamplona, pesquisador ligado ao MIT, que em 2011 criou um aplicativo semelhante para o diagnóstico de catarata.

Via Recode.

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16 aplicativos para comer bem

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* foto do publicitário e instagrammer Rafael Mantesso

O Ada convidou 6 chefs e profissionais da gastronomia para listar os sites e aplicativos de culinária que os ajudam a completar tecnologicamente a experiência sensorial e analógica de comer e beber bem. A grande maioria das dicas é gratuita \o/ e as sugestões vão de redes sociais de glutões a aplicativos que funcionam como um Shazam para vinhos. Veja abaixo:

 jamie hollister James Hollister é chef do gastrobar Exquisito!

 MaxxBocca’s Foods: um aplicativo que converte medidas na cozinha. É super comum que receitas usem medidas diferentes; algumas pedem para pesar tudo em gramas, outros em xícaras. Se você utilizar uma receita estrangeira, então, pode se deparar com termos que nem tenha ouvido falar. Esse app é uma mão na roda para isso.

(para iPhone, US$0.99)

México en Tu Mesa: para amantes de comida mexicana. Este aplicativo oferece várias informações, receitas e até utensílios típicos de várias regiões do México. Procure as comidas típicas para cada época do ano e datas comemorativas.

(para iPhone, gratuito)

Great British Chefs: uma coleção de receitas, técnicas e dicas dos chefs mais renomados da Grã-Bretanha. Atualizado frequentemente com novidades de vários chefs badalados. Vale a pena conhecer o mundo dessa alta gastronomia subvalorizada, bem distante dos clichés de Fish and Chips e Shepherd’s Pie.

(para iPhone, gratuito)

 

cury Marcelo Cury é cirurgião vascular e cervejeiro. É colunista na Revista Playboy.

Untappd: é uma espécie de foursquare da cerveja. Nele você consegue registrar o que anda consumindo, dividir opiniões e compartilhar com amigos. A brincadeira ainda oferece badges e promoções.

(para iPhone e Android, gratuito)

Beer Cloud: um sommelier de cervejas no seu bolso. Faz sugestões de harmonização, ensina sobre os copos mais apropriados e funciona como uma mini Wikipedia sobre os estilos diferentes.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

nathalia vergili Nathalia Vergili é fundadora da empresa de gastronomia Senhora Amora

Menu do Dia:  é o aplicativo do site Gastrolândia, da Ailin Aleixo. Todo dia ela posta um menu com entrada, prato principal e sobremesa de restaurantes incríveis (e low profile) de São Paulo.

(para iPhone, gratuito)

 

patricia abbondanza  Patricia Abbondanza é sócia fundadora da empresa de consultoria em gastronomia Dedo de Moça, formada em jornalismo e gastronomia, especializada em confeitaria pela Culinary Institute of America. 

Jamie Oliver: o app do chef pop já teve 10 milhões de downloads e oferece 10 receitas de graça logo de cara. Tem de tudo, de comfort food, receitas de pães deliciosos, refeições para datas comemorativas, listas de compras agrupadas por seções do supermercado e vídeos tutoriais de técnicas mais complicadinhas e truques essenciais pra usar na cozinha.

(para iPhone, gratuito)

Paprika: é um excelente agregador de receitas. Jogue o link de alguma receita lá dentro e o app fará uma lista dos ingredientes com as medidas certas e até uma lista de compras. O app também calcula as medidas a partir da quantidade de porções que você quer fazer, cria um planejamento das refeições da semana e permite jogar receitas do computador direto do app com um só clique.

(para iPad, US$4,99 e Android, R$11,90)

Foodily: um grande Google das receitas. São mais de 2 milhões disponíveis. Um detalhe fofo: durante a pesquisa você pode escolher as receitas SEM algum item, como nozes, carne, açúcar, glúten ou sal.

(site e app para iPhone, gratuito)

 

Rafael Mantesso Rafael Mantesso é proprietário da Belo Comidaria, editor chefe do Marketing na Cozinha, sócio fundador do Instituto ATÁ e professor.

WeTheFeedies: é um app beneficente onde você compartilha fotos de comida e de quebra ajuda uma causa. Se você vai a um restaurante que participa do programa e compartilha a foto de um prato, o restaurante doa o valor de uma refeição por foto para o The Lunchbox Fund, uma ONG que provê refeições diárias para alunos de escolas na África do Sul .

(para iPhone, gratuito)

Foodspoting: é uma rede social de fotos de comida. A maior delas, eu acho. Você fotografa o seu prato e avalia o lugar, além de poder interagir com amigos e outras pessoas que fazem o mesmo. O app também funciona como um guia visual para achar os melhores pratos (e não necessariamente restaurantes) perto de onde você está localizado.

(para iPhone e Android, gratuito)

MealSnap: é um app da DailyBurn que conta quantas calorias tem em seu prato a partir de uma foto. Você sobe a imagem no aplicativo e através de um banco de dados ele avalia o que tem no seu prato e te diz aproximadamente quantas calorias você está prestes a ingerir.

(para iPhone, US$2,99)

Vivino: uma das funções mais legais deste app é que ele geolocaliza e indica onde estão os melhores vinhos de uma região para você comprar. Além disso você pode criar uma lista dos vinhos que você provou, compartilhar dicas com amigos e receber sugestões personalizadas baseadas na pontuação da sua lista.

(para iPhone e Android, gratuito)

Delectable: este app é tipo um Shazam dos vinhos. Você tira a foto de um rótulo e ele já te mostra todas as informações dele. Também vale como uma biblioteca para você guardar os detalhes do que já bebeu ou apenas consultar um vinho no supermercado.

(para iPhone, gratuito)

 

tatu damberg Tatu Damberg escreve no Mixirica, é produtora culinária e empresária.

Donna Hay: o app para iPad da revista australiana é lindo. A idéia é incentivar as pessoas a cozinhar mais em casa com uma pegada moderna e prática. Cada edição tem receitas que conversam com a estação do ano e várias dicas bacanas para otimizar o seu tempo na cozinha.

(para iPad, gratuito)

Camera Plus: o meu aplicativo preferido para editar as fotos tiradas de receitas prontas 😉

(para iPhone, US$0,99)

 

*crédito das imagens:

Nathalia Vergili, Patricia Abbondanza e Rafael Mantesso: divulgação.

James Hollister: Tadeu Brunelli

Marcelo Cury: Egon Jais

Tatu Damberg: Estevam Romera

 

6 apps urbanos para cuidar e curtir a cidade

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Para tudo existe uma primeira vez na Internet: hoje a colaboradora do Ada é uma praça.

A Abelardo Rocas é uma praça na região da Sumaré, em São Paulo, que está sendo adotada por um grupo de amigos com o objetivo de revitalizá-la. A idéia é transformá-la em um espaço gostoso para que os vizinhos da região tenham prazer em sentar por lá e ler um livro, levar os seus cachorros para passear ou apenas juntar uns amigos para bater uma bola na quadra de basquete. Como forma de envolver vizinhos e amigos no processo e agilizar a comunicação, Abelardo Rocas não só tem uma conta no Instagram como também virou um perfil no Facebook, como uma pessoa mesmo. Abelardo curte posts por aí, compartilha assuntos interessantes e chama as pessoas para os eventos que rolam por lá aos finais de semana. Ah sim, ela também tem a hashtag mais divertida da história das praças: #abelardorocks.

O Ada pediu à Abelardo dicas de apps bacanas que nos mantenham conectados com a cidade de uma maneira ativa, responsável e divertida. A lista tá impecável:

1) Colab.re

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A News City Foundation elegeu o Colab.re como o melhor aplicativo urbano do mundo em 2013. Nele o usuário pode fiscalizar, inclusive através de fotos, problemas da sua cidade (como buracos em ruas, calçadas em pésimo estado, iluminação pública queimada), propor soluções para melhorar problemas e avaliar entidades e instituições públicas. Os criadores do app se responsabilizam a enviar todas as publicações para as prefeituras, além de encaminhar as respostas recebidas de volta aos cidadãos. Lindo!

Para iPhone e Android. (GRATUITO)

 

2) MyFunCity

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Tem a mesma pegada do Colab.re, com a diferença de que você deve fazer check in nos locais antes de emitir a sua opinião. Depois de escolher o lugar (o app te localiza através do GPS do seu celular), selecione para onde quer direcionar o seu depoimento, como por exemplo, para saúde, limpeza das ruas, barulho, transporte público, situação das vias etc. Além de poder escrever o seu depoimento você deve associar uma das carinhas no medidor de felicidade. Procure por uma região específica e veja a estimativa de bem-estar baseada nas estatísticas dos usuários. Cuidado que nem sempre é muito animador.

Para iPhone e Android. (GRATUITO)

 

3) Role.es

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Esse é um app-amor que cria guias de roteiros para cidades feito por pessoas que frequentam os lugares que indicam. Nele elas mostram seus lugares preferidos de uma região, seus cantinhos, lugares que às vezes ficam meio escondidos ou até mesmo esquecidos. Os rolês de São Paulo são fofos! Mostram olhares de quem fez daqueles lugares o seu modo de viver.

Para iPhone. (GRATUITO)

 

4) 4sqwifi

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Sabe aquele momento em que você precisa desesperamente de um wifi? Pois bem, tá aqui a salvação. Você se loga com a sua conta do FourSquare, então o app identifica a sua localização e te indica cafés, bares, restaurantes, livrarias, padarias e vários outros tipos de estabelecimento com wifi. Ah sim, E TE DÁ A SENHA DE TODOS. <3

Para iPhone e Android. (GRATUITO)

 

5) Prefeitura SP

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Acredite, é um excelente aplicativo. Sem muita firula, responde bem à perguntas claras: qual é a qualidade do ar? Qual a situação dos Aeroportos? Como está o trânsito? Quais são as placas do rodízio hoje? Além disso ele se mantem atualizado com as últimas notícias postadas pelo twitter da prefeitura, o que gera avisos em tempo real de alertas ou problemas pela cidade. O app também conta com um mapa de ocorrências, com listagem de semáforos desligados, pontos de alagamento, quedas de árvores e obras.

Para iPhone e Android. (GRATUITO)

 

6) Joga+1

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Este não exatamente um app, mas um site bem amigo dos celulares. O projeto foi desenvolvido pelo Google focado especialmente no público brasileiro. A idéia é incentivar a prática de mais de 20 modalidades esportivas cidade afora, aproveitando espaços, grupos e encontros que já fazem isso normalmente. Além de se juntar a um time você também pode achar companhia para correr a noite ou finalmente aprender o tal do slackline. Os eventos são marcados no GoogleMaps e você recebe avisos pelo seu gmail através do Google+.

Site

 

* O Ada participa do projeto de revitalização da praça Abelardo Rocas, e endossa tanto quis dar voz a quem participa dele.

Conheça o Relay e fale a língua dos GIFs

Vocês já devem ter percebido a nossa predileção por GIFs animados e a bem da verdade a gente não esconde de ninguém. Fato é que muitas vezes um GIF resume tão, mas tão bem os meandros do nosso raciocínio que é como se eles estivessem lendo os nossos pensamentos.

relay 1

Como a Internet é muito da maravilhosa, dois canadenses tiveram a brilhante idéia de criar um aplicativo de chat onde usuários se comunicam através das pequenas imagens em movimento, o Relay. O app não é exatamente novo, mas teve uma entrada um pouco mais lenta no Brasil (tanto que já está em português) e agora está angariando cada vez mais usuários: em sua grande maioria, viciados.

narcisa

O app é simplão e levemente “bugado” (erros no sistema às vezes o fazem fechar sozinho), mas é prático: você encontra os seus amigos de Facebook lá dentro e já pode começar a compartilhar. Existe uma espécie de “home” onde o app mostra os GIFs em categorias, como tendências e reações, mas a busca é ampla, e maravilhosa. Até hoje encontrei tudo o que eu procurei lá dentro. Inclusive o Justin Timberlake de cabelo cup noodles cantando com uma pizza pepperoni ao fundo.

justin
Mas o mais legal mesmo é que você também pode usar os GIFs fora do Relay. Como? Ache a imagem que você quer, faça um toque longo sobre ela e você verá uma lista de opções. Você pode postá-la direto no Twitter, na sua timeline do Facebook, pode salvar a imagem no seu celular ou copiá-la.
Aqui no Ada a gente ama os apps que incentivam o “poliamor digital” e que nos permitem compartilhar o conteúdo em outros lugares. Neste caso a mensagem é muito clara: o Relay quer ser o seu antidepressivo de bolso, não importa onde.
cats

Vai lá: Relay, gratuito, para iPhone e Android.