Realidade virtual faça-você-mesma

*Por Natasha Madov

(Matéria publicada no UOL Tecnologia em 01/0/2015)

Se alguém te disesse que um pedaço de papelão pode transformar o seu smartphone em um visor de realidade virtual, você acreditaria? Pois é, o Google Cardboard faz exatamente isso.

google cardboard

 

O visor vai custar US$ 30 (cerca de R$ 101) e as vendas estão previstas para começar no início do ano escolar americano, em setembro, mas algumas lojas não-oficiais já começaram a vender. A parte mais legal, na verdade, é que você nem precisa comprar o produto. O Google disponibilizou um layout com as dimensões certinhas para cortar, dobrar e montar o visor. É “só” colar sobre um papelão firme e seguir as instruções.

 

 

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É claro que não é uma experiência super imersiva como o Oculus Rift, mas com um bom par de fones de ouvido e usando os aplicativos disponíveis no Google Play ou na Apple Store (busque por Cardboard) dá para ter um gostinho de como a  realidade virtual pode fazer parte do no nosso dia-a-dia. Baixe o app da montanha-russa e experimente voar pela sua sala, ou simplesmente fique sentadinho no piano do Paul McCartney enquanto ele toca Wings. Sim, ter que segurar o aparato não ajuda a manter o realismo, mas o Google não pretende te vender algo perfeito, e sim uma porta de entrada para um outro tipo de entretenimento: barato, divertido e democrático.

Um público que a plataforma está dando atenção especial é o infantil com o Expeditions. Trata-se de um aplicativo educacional disponível para tablets Android que transmite imagens em 360 graus de vários locais diferentes a smartphones acoplados a visores Cardboard — é como se fosse uma excursão sem sair da sala de aula.

Além de imagens geradas pelo Street View, o Google montou parcerias com museus como o Smithsonian, Planetary Society e o Museu Americano de História Natural para criar “viagens” pelas ilhas de Galápagos, Parque Yosemite, muralha da China e até mesmo Marte <3

Outro produto ligado à plataforma é o Jump, focado nos criadores. É um suporte para 16 câmeras (a GoPro já é parceira oficial) e um software de edição de vídeo que junta as imagens captadas pelas câmeras e as transformam em uma sequência em 360 graus. E finalmente, vídeos captados pelo Jump estarão disponíveis via Youtube, sem a necessidade de um app especial.

Créditos das imagens: Divulgação Google.

Aplicativos para um coração partido

(coluna do Ada na revista TPM, publicada na edição de julho/2015)

Ao contrário da história, a Internet faz um péssimo trabalho esquecendo pessoas. Na verdade, quanto mais tempo passa, mais ela lembra. Na época em que a nossa timeline cabia em um diário com cadeado, um coração partido se curava com chocolate, amigos e tempo. O tempo, esse magnânimo, levava todos os cadáveres para longe, e ali eles ficavam.

Que saudades. Hoje a Internet é um Walking Dead com 2.94 bilhões de zumbis.

Encontrar o amor na web pode ser difícil, mas se livrar de um é ainda pior. Seja você o pé ou a bunda, o tecido digital das nossas vidas faz com que seja cada vez mais difícil deixar o tempo fazer o que ele faz de melhor: esquecer. Grande parte do esforço na Ciência da Computação é descobrir formas mais rápidas, baratas e simples de automatizar processos e armazenar informações. Isso significa que cada vez mais as nossas memórias guardadas em forma de dados (e em quantidades inimagináveis) passeiam pela rede como carrinhos de bate-bate.

Você pode bloquear uma pessoa da sua rede social, mas isso não significa que ela deixou de ter vida lá dentro. Pra desespero dos nossos corações, os algoritmos (a sequência de instruções que nos levam de cá pra lá na internet) estão cada vez mais inteligentes e as conexões assustadoras. É tipo “A Volta dos Mortos-Vivos” todinha: fulano vai comparecer ao lançamento do livro do seu ex gato e inteligente, aquela periguete fez check in no restaurante hypado da sua ex-namorada, tua colega da yoga foi marcada na foto do batizado dos gêmeos do seu ex-marido… Isso sem contar os estragos que a nossa própria natureza stalker causa madrugadas adentro. Esse constante remexer em escombros é tóxico, mas é claro que a tecnologia pode ajudar.

 

DrunkMode

Antes de cair na noite você seleciona quais são os contatos que você quer proteger de você mesma ao longo da escalada alcólica. Você pode escolher o tempo do bloqueio (de até 12 horas) e se mesmo assim cair em tentação, o app só irá destravar os contatos se você resolver uma equação matemática. Outra função fofa: ele te lembra do seu trajeto na noite anterior (função “migalha-de-pão” <3) e manda alertas pros amigos quando você estiver perto demais da casa do falecido/a.

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Esse é um plugin que funciona no Firefox, Google Chrome e Safari como um guardião. Você diz quais perfis sociais do seu ex você quer evitar, dá o nome completo da persona non grata e o app esconde essa vidinha digital de você. Se você tem problemas com desapego, fica tranquila: ele permite cadastrar até 5 exes.

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Cloak

Já falamos dessa belezinha por aqui; um aplicativo que usa a sua geolocalização para te avisar sobre os perigos do mundo offline. Ele cruza os dados de Foursquare e Instagram para te alertar quando aquela pessoa estiver perto demais.

cloak

 

 

* HellisOtherPeople

Descobrimos essa depois da coluna ter ido para a gráfica: um desenvolvedor americano criou este sistema parecido com o Cloak, cuja proposta é não só notificar sobre pessoas indesejadas, como também te ajudar a fugir delas. Baseado na sua geolocalização, o app se conecta ao Foursquare para identificar onde estão os seus amigos (ou nem tanto) que andam pela região. Os pontos laranjas são os locais a evitar, mas se já for tarde demais, use as rotas de fuga em verde.

 

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5 aplicativos brasileiros que vão te surpreender

Nem só de aplicativos gringos vivem os nossos smartphones. Separamos 5 apps nacionais dignos de lista (e o 99Táxis não é um deles 😉 ): de controle de finanças a plataforma de reclamações urbanas, estes são os queridinhos que a gente já não vive sem.


Organizze

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Bonito, prático e com um monte de funcionalidades, esse gestor de finanças é um dos mais legais que testamos nessa categoria. Além de acompanhar todas as suas transações financeiras, você pode criar metas para cada tipo de entradas e saídas, enxergar os gastos do mês através de gráficos lindos, sincronizar várias contas bancárias e cartões de crédito, visualizar parcelamentos e contas recorrentes. O ponto forte é a usabilidade: simples e rápido.

Para iPhoneAndroid e versão web. (GRATUITO)

 

 

Onde Parar

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Baita mão na roda: a partir da sua localização ou um endereço, o app te indica quais são os estacionamentos mais próximos. Além do preço médio de cada um deles (que você vê no próprio mapa <3), o app indica quais são os serviços adicionais, como convênio com seguradoras ou lava-rápido. Os filtros são ótimos e é facinho de usar. Também funciona para ciclistas que buscam bicicletários e para quem quiser publicar a sua garagem residencial e emprestá-la para alguém.

Para iPhoneAndroid e versão web. (GRATUITO)

 

 

Colab.re

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Já falamos dele na nossa lista de aplicativos urbanos para curtir e cuidar da sua cidade, mas este vale repetir. Nele você pode fiscalizar (inclusive através de fotos) problemas como buracos em ruas, calçadas em pésimo estado ou iluminação pública queimada. Ele também deixa propor soluções e avaliar entidades e instituições públicas. Os criadores do app se responsabilizam por enviar todas as publicações para as prefeituras e de encaminhar as respostas recebidas de volta aos usuários que alimentam o sistema. Já foi eleito o melhor aplicativo urbano do mundo. Vai Brasil \o/

Para iPhone e Android. (GRATUITO)

 

 

Mandic Magic

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Já mencionamos um app semelhante por aqui, o 4sqwifi, mas o Mandic é brasileiro e igualmente bom. Sabe aquele momento em que você precisa desesperamente de um wifi? Pois bem, tá aqui a salvação. Você se loga com a sua conta de Facebook, então o app identifica a sua localização e te indica cafés, bares, restaurantes, livrarias, padarias e vários outros tipos de estabelecimento com wifi. Ah sim, te dá a senha de todos. A única parte chata são os anúncios.

Para iPhone e Android. (GRATUITO)

 

WakeApp

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Este é um alarme despertador perfeito pra quem curte dormir mais 5 minutinhos nos dias de chuva. Você pode programá-lo para te acordar (ou não) dependendo de duas informações: as atividades que você agendou para a manhã seguinte e o clima que estará lá fora. Se amanhã for o seu dia de corrida no parque e estiver caindo um pé d’água, ele vai te deixar dormir um pouco mais. Se o sábado amanhecer lindo com céu azul, ele tomará a liberdade de te acordar meia horinha antes para fazer o dia render. Simpático, não?

Para iPhone. (GRATUITO)

 

Você curte algum outro app brasileiro que não está nessa lista? Conta pra gente no nosso Facebook ou Instagram 😉

 

Spylight: o Shazam da moda

Você já usou o Shazam ou o SoundHound alguma vez? São aplicativos que identificam o som que está rolando em um ambiente. Você abre o app, toca o botão “ouvir” e ele ativa o seu microfone. É tão eficiente que até um assobio bem feito eles são capazes de reconhecer. Nessa pegada, também recomendamos o TrackID TV, que tem a mesma lógica, mas que serve para identificar qual é a série ou filme que está passando na TV. Mesmo esquema: abra o aplicativo e ele fará a sua mágica.

Já o Spylight, aplicativo recém-lançado nos Estados Unidos, identifica o look que um personagem de TV está usando, te diz onde comprá-lo e de quebra ainda te mostra opções mais econômicas. Por enquanto o esquema ainda é bastante manual: a empresa desenvolvedora fez parcerias com os grandes estúdios, que passam as fichas técnicas dos figurinos. Pense nos looks fofos que você já viu em Girls, Mad Men, How I met your Mother, New Girl, Big Bang Theory. Tem até os vestidos matadores da Claire Underwood, essa deusa loira do Netflix.

 

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No site, você consegue procurar por séries de TV e filmes, e então escolhe o personagem que quer stalkear ou o episódio onde viu aquela saia que não sai da sua cabeça. Ainda não é tão mágico e preciso quanto a gente gostaria (alguns ítens são apenas “similares”), mas mesmo assim piramos nos looks da Peggy Olson, de Mad Men e da Daenerys Targaryen, de Game of Thrones. Tem até as chinelas estilo-Raider do Mark Zuckeberg no filme “A Rede Social”.

 

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(Aliás, através do app descobrimos todo um nicho de vendedores no eBay que reproduzem os vestidos da Khaleesi. <3)

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Por enquanto só funciona em iOS (iPhone) e ainda não funciona no Brasil, mas deixe a Rede Globo botar a mão nisso: vão ter que cadastrar milhares de camelôs 😉

5 aplicativos para fazer diário

meditação

 

ilustração por Bruna Zanardo*

 

Quantas vezes na vida você já começou um diário nos primeiros dias do ano e conseguiu mantê-lo por mais de algumas semanas? Se a sua resposta for “nunca”, você precisa conhecer uma nova leva de aplicativos que tem mudado a nossa relação com os nossos registros pessoais. O micro-journaling, como é chamado este novo formato, é um hábito facinho de manter.

Aplicativos de micro-journaling incentivam o seu usuário a alimentar o feed diariamente. Seja através de conteúdo inserido manualmente (textos, fotos, links), perguntas randômicas ou pelo registro automático das suas atividades nas redes sociais. Neste último caso, você passa a alimentar passivamente o seu diário com as suas ações digitais, como check ins, posts, fotos do rolo da sua câmera, e assim mapear como foi o seu dia. Chamados de loggers, os apps também te impulsionam a registrar pensamentos, histórias, e elementos complementares ao que já foi postado.

Fizemos uma lista de alguns que vão te ajudar a manter o hábito saudável de escrever sobre nós mesmos. Sem ego, sem filtro e de maneira privada.

 

 Rove

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Pra quem nunca conseguiu manter um diário, este app é uma boa opção. O Rove coleta passivamente (e com a sua autorização) todas as atividades do dia que envolvem o seu smartphone. Exemplo: ele registra os seus deslocamentos e inclusive identifica automaticamente se o trajeto foi feito a pé, de carro, de bicicleta etc. Ele também te geolocaliza sem a necessidade de check-in, usa as fotos que você tirou ao longo do dia e conecta as músicas que você ouviu com momentos específicos. Também tem espaço para notas pessoais, claro. Uma função querida é “exportar uma história”, que gera uma imagem para compartilhar nas redes com os melhores momentos do dia. Pode ser um diário de viagem interessante. No final do dia ele ainda te pergunta: “como foi o seu dia?”

(para iPhone e Android, gratuito).

 

Timehop

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Você se lembra como foi o seu dia há exatamente um ano? Este aplicativo faz isso de forma passiva, sem que você precise inserir informações manualmente, assim como o Rove. Você recebe lembretes das fotos que tirou, do que postou no Facebook, no Instagram ou Twitter, dos seus check-ins no FourSquare e ele ainda te permite sincronizar o feed com iPhoto e DropBox. O app prepara lembretes diários para te mostrar o que estava acontecendo há um, dois ou três anos, com a temperatura local e possibilidade de compartilhamento nas redes sociais. Fofinho para mandar lembranças para os amigos/família/amor em datas especiais.

(para iPhone Android, gratuito)

 

Askt

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A premissa é muito simples: o Askt quer te incentivar a escrever sobre você e suas questões mais íntimas de forma rápida, simples e cativante. Com o formato de um bloco de notas muito espartano, o aplicativo faz uma pergunta provocadora e objetiva por dia. Elas são imprevisíveis e fixas, você não pode simplesmente pular para a próxima. Alguns exemplos: “Descreva a sua ética profissional”,  “Quem você gostaria de conhecer melhor?” ou “Escreva a primeira sentença da sua autobiografia”.

(para iPhone, gratuito)

 

Momento

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Este é o mais “parrudo” de todos e funciona basicamente como o Timehop, só que integrado com mais redes: Facebook, Twitter, Vimeo, Youtube, Last.FM, Flickr (?!), Instagram, a sua agenda e até os seus trajetos no Uber. A diferença é que, aqui, a experiência é mais focada na produção de texto, a experiência mais clássica de um diário pessoal. A interface é bonita, é fácil de usar e a possibilidade de usar tags ajuda muito na hora de procurar momentos, pessoas e histórias específicas.

(para iPhone, US$2,99)

 

Day One

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Tão elegante e simples que dá até vontade de escrever diariamente. O DayOne também está na categoria de diários passivos mas oferece uma experiência bem completa e mais integrada. A começar que também existe uma versão para Mac (US$9,99) e o sync entre as contas é impecável, inclusive com o iCloud. A informação fica segura na nuvem e o app pode ser aberto apenas com senha ou Touch ID (só para iPhones 5S em diante).  Você também pode exportar PDFs só de tags específicas, receber lembretes diários ou semanais e ver estatísticas relacionadas as suas atividades.

(para iPhone, US$4,99)

 

* ilustração: Bruna Zanardo se formou em moda e criou sua própria marca de roupas ainda no colégio para poder dar vida às estampas que criava. Hoje se dedica a projetos de design, ilustração e estamparia. Cresceu em São Paulo mas vive em Chicago, onde trabalha para clientes de lá e de cá.

 

 

 

 

#testamos: o foursquare da maconha

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Clássico na internet é aquele post engraçadinho do seu amigo hippie/descolado às 4:20 da tarde. Para quem não sabe, o número 420 faz referência à maconha e a cultura do seu consumo. Uma espécie de código secreto (#sqn) que identifica fumantes ou entusiastas da cannabis.

O brasileiro João Paulo Costa também acha que maconheiros gostam de deixar rastros de seus hábitos internet afora, por isso criou o Who is Happy, uma espécie de FourSquare para maconha. Nele o usuário faz check in no lugar onde está fumando o seu baseado e compartilha anonimamente com a sua rede (ou posta nos seus perfis públicos autorizados). Obviamente o app não marca a sua posição exata, mas a cada check-in uma nuvem de fumaça verde se espalha pelo Google Maps. Muito amor.

Além do mapa permitir ver os bairros mais “felizes” da sua cidade, ele te mostra um ranking dos países que mais participam da brincadeira.

 

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Testamos por aqui e ele ainda está um pouco atrapalhado: a tela inicial travou três vezes seguidas, o mapa não se mexia e a lista dos países não carregou de primeira, mas nada que uma atualização para limpar os bugs não resolva.

Em entrevista à Folha de São Paulo, João contou que usa a cannabis e os seus derivados para combater os sintomas da sua epilepsia. Por enquanto o modelo de negócio ainda não está definido, mas ele já sabe que pretende focar a sua busca por investimento fora do Brasil. Ainda segundo a Folha, fundos de investimento nos Estados Unidos injetaram mais de US$90 mi em 29 empresas de ferramentas tecnológicas ligadas ao assunto em 2014, por conta da gradual legalização da droga no país. João quer pegar esse vento a favor, o foco agora é conseguir usuários. #táfácil

(para iPhone e Android, gratuito)

 

(imagens: reprodução do aplicativo Who is Happy)

Respire fundo: 6 aplicativos de meditação

* Por Cora Poumayrac Nieto e Diana Assennato

 

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Ok, a gente sabe: a resolução campeã de começo de ano é o combo entrar na academia, fazer dieta, perder uns quilos.

Mas você já ouviu a expressão em latim mens sana in corpore sano (uma mente sã em um corpo são)? Pois é. Para abrir 2015, a gente vai te ajudar a ganhar mais paz de espírito e clareza de mente, com nossa lista de aplicativos que ensinam a meditar. Escolha o seu, respire fundo e comece seu ano com mais leveza.

 

1) 5 minutos – Eu medito 

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A campanha “5′ Minutos, Eu Medito” é desenvolvida pela ONG Mãos Sem Fronteiras em mais de 35 países com o objetivo de desmistificar e difundir a prática da meditação. É bem simples de usar e está disponível em várias línguas, inclusive em português. As funções são básicas: medidor de tempo meditado e lembretes para as próximas pausas. Os gráficos são fofos e te ajudam a entrar no mood da meditação com mini-aulas de preparação.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

2) Buddhify²

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Perfeito para quem não sabe por onde começar. O app tem design colorido e muitas escolhas de programas, focados em diferentes situações e estados de espírito. Uma roda de arco-íris pergunta o que você está fazendo, e te oferece algumas opções de relaxamento para aquela situação específica. São mais de 11 horas gravadas e você consegue acompanhar suas estatísticas de performance.

(para iPhone e Android, US$2.99)

 

3) Headspace

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Esta é uma excelente escolha para quem procura meditação guiada (apenas em inglês) para começar sem dor. Antes de iniciar qualquer atividade, o app te convida a assistir três vídeos que resumem de forma muito prática os princípios básicos da meditação e como ela atua na mente. É bem focado no dia-a-dia de quem está começando. O criador do app, Andy Puddicombe era monge budista e se tornou empreendedor milionário e palestrante do TED graças à usabilidade impecável do app (e ao seu sotaque britânico que conduz a meditação <3). Você aprende o básico em 10 sessões de 10 minutos, ganha pontos por regularidade e pode salvar gravações para usar quando estiver offline. É o preferido das celebridades inglesas.

(para iPhone e Android, gratuito para as primeiras dez sessões)

 

4) Calm 

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Lindo! Minimalista e meticuloso, o aplicativo começa ensinando os 7 passos da calma (postura, respiração, etc.) e se propõe a ser a sua válvula de escape quando a pressão estiver forte demais. Além de calma, os programas também tratam de foco, perdão, gratidão, força e paz interior, motivação, aceitação e sono. A gravação é uma voz feminina sexy e às vezes divertida, que lembra um a voz da Samantha do filme Ela, só que um pouco mais coxinha. A versão grátis oferece 10 meditações para diferentes situações, e a compra da versão Pro, por US$4,99 para três meses, traz mais séries e mais músicas. Tem também para a web.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

5) Smiling Minds

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Desenvolvido na Austrália, este é voltado principalmente para crianças e jovens. Divide-se em três faixas etárias de sete a 22 anos, e mais uma para adultos. O objetivo deste projeto (sem fins lucrativos), é promover a meditação como forma de explorar o momento presente, focando sua atenção e consciência de maneira específica. “Queremos dar ferramentas para ajudar a criar jovens felizes, saudáveis e com compaixão”, diz a empresa. Também tem versão web.

(para iPhone e Android, gratuito)

 

6) Breathe2Relax

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Não é bonito e mais parece um site em flash dos idos 00s, mas este app é focado em desenvolver habilidades respiratórias para usá-las no relaxamento do corpo e da mente. Ele basicamente começa ensinando o que é a respiração diafragmática e os seus benefícios, detalha os efeitos do estresse e ensina diferentes exercícios para levar o corpo a um estado mais relaxado, para reduzir a ansiedade e estabilizar o humor.

(para iPhone e Android, gratuito)

(Imagens: Divulgação)

 

Miranda July e o seu app Somebody

Na hierarquia atual das telecomunicações, um telefonema é um recurso de última instância e símbolo de grande intimidade. Quem nunca usou o whatsapp, por exemplo, para se desculpar por uma mancada que deveria ser remediada no mínimo pessoalmente (e/ou com flores)? Quem nunca se viu preso em uma DR infinita no chat do Facebook? Quem nunca tomou um pé na bunda via iMessage?
Pensando nisso, a artista/diretora/escritora Miranda July decidiu humanizar um dos recursos tecnológicos mais banais que carregamos para cima e para baixo nos nossos telefones: as mensagens de texto. Somebody é um aplicativo de mensagens criado em parceria com a marca Miu Miu que permite escolher um usuário desconhecido para entregar um recado ao seu destinatário.

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Como funciona: você digita a mensagem, escolhe a entonação com a qual ela deverá ser entregue e seleciona alguém próximo à pessoa com quem você realmente quer falar. Este usuário (provavelmente um estranho) deverá encontrar a pessoa certa e entregar a mensagem verbalmente, agindo como seu substituto. O mais legal: você pode incluir ações na entrega, como um “high-five”, um abraço apertado ou um choro copioso.

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Mas Somebody não nasceu como um app. No começo do ano, Miu Miu convidou Miranda para criar um filme sobre a sua nova coleção, o que deixou a artista apreensiva: “Todos os meus personagens são extraídos da vida real, do dia-a-dia, então no começo não tive certeza se conseguiria vestí-los com alta costura. Depois que me apresentaram as roupas eu entendi tudo, e as imagens começaram a surgir naturalmente”. Passou a imaginar mulheres de todas as idades usando os seus celulares e aplicativos em situações cotidianas vestindo aquelas peças. A imagem não saía de sua cabeça, por isso decidiu ouví-la com atenção.

Assim como a alta moda de Miu Miu seria “hackeada” por ela e usada de forma utilitária no seu filme, o mesmo poderia ser feito com a tecnologia. “Normalmente não questionamos a tecnologia que usamos. Ela é preciosa e nos sentimos sortudos simplesmente por poder usá-la.” A artista respondeu ao convite de Miu Miu perguntando se, além do filme, eles não animariam desenvolver um aplicativo com a premissa de Somebody. A resposta positiva veio em minutos, e Miranda se viu envolta em um processo criativo totalmente novo.

Mas é claro que em terra de Emojis, quem tem voz é rei, por isso é bom deixar o Somebody quietinho depois de algumas taças de vinho. Você provavelmente não quer acionar um desconhecido para abordar o seu ex em uma balada e lembrá-lo dos velhos tempos. Mesmo assim, obrigada Miranda, finalmente um app que incentiva a interação na vida real – e não só  para uma boa noite de sexo.

 

Hanx Writer, o app que simula uma máquina de escrever

Clack, clack, clack, clack. Fiiiiiiiit. Clack, clack, clack, ding! Se você tem mais de 30 anos, já deve ter usado (ou brincado com) uma máquina de escrever, aquele assombro da engenharia humana que criou um processador de texto acoplado a uma impressora que nem precisa nem de eletricidade. Quer retomar a sensação de escrever em uma? Basta baixar o Hanx Writer, um aplicativo gratuito para iPad criado pelo ator Tom Hanks.

Tela do Hanx Writer, com o teclado de máquina de escrever. Crédito: Reprodução

Ele imita uma máquina de escrever nos mínimos detalhes, inclusive em todos os sons e com animações que evocam o movimento de colocar um papel na máquina, rodar a bobina etc. A experiência é mais agradável com um teclado Bluetooth acoplado, mas funciona bem com o teclado do próprio tablet.

O aplicativo vem com um modelo de máquina de escrever e funções básicas, mas permite que você salve o que escreveu em um pdf e mande por email ou salve no Google Drive, Dropbox, enviar para o Kindle e outros serviços, funcionando como um processador de texto bem básico.

Mas ele não ignora as facilidades da vida moderna. A tecla de backspace, que apaga o que já foi digitado, funciona normalmente, mas você pode desabilitar a função e ir na manha, como nos velhos tempos digitando XXXX em cima dos erros.

Um pacote extra de funções (que é pago) dá direito a mais dois modelos de máquina de escrever, mais moderninhos, suporte a múltiplos documentos, a possibilidade de trocar a “bobina de tinta” para azul e vermelho e alinhar o texto de três diferentes maneiras. Um detalhe divertidinho é que se você desabilita o som, as letras saem mais claras, como se você não estivesse fazendo tanta força para digitar. Mas a graça toda da coisa é o barulho, não é mesmo?

 

Carta do Tom Hanks explicando seu amor por máquinas de escrever e porque criou o app. Crédito: Reprodução.
Carta do Tom Hanks explicando seu amor por máquinas de escrever e porque criou o app. Crédito: Reprodução.

O app está fazendo sucesso: já chegou ao primeiro lugar na App Store no ranking dos aplicativos gratuitos, segundo o Mashable. Para os brasileiros, no entanto, o Hanx Writer tem um defeito grave: não há suporte para caracteres especiais ou acentos, o teclado é 100% americano. Até isso ser consertado, a única coisa que dá para fazer é brincar com a máquina de escrever, igual aos tempos de criança.

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Babá eletrônica do futuro

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Imagine uma babá que consegue te informar, de uma só vez, se o seu bebê está dormindo bem, se está com cólicas, se a temperatura do quarto é a ideal, os seus batimentos cardíacos e até que horas ele irá acordar. Sproutling é a versão Matrix de uma babá-eletrônica: um aplicativo que funciona em conjunto com um wearable (lembra que já falamos deles antes aqui?), colocado no tornozelo do bebê que monitora a sua cria constantemente.

Uma faixinha hipoalergênica com um sensor inteligente acoplado mede movimento, temperatura e posição (o bom e velho GPS). No celular, o aplicativo é alimentado constantemente com esses dados, então se algo sai da normalidade os pais recebem uma notificação. Calma que melhora: a base carregadora da engenhoca também é um compilado de sensores e microfones que medem umidade, luminosidade do quarto e barulho.

Não fosse estranho/futurista o suficiente, o sistema do app começa a aprender com os números que são gerados a partir dos sensores e passa a identificar os padrões vitais do seu filho. Assim, você pode confortavelmente sair pra sua aula de pilates porque uma notificação do Sproutling te avisou que o seu anjinho só vai acordar em 45 minutos. Agora a cereja do bolo: ele também consegue “prever” se o seu filho acordará de bom ou mau humor. Mas e se forem gêmeos? Não se preocupe, você pode “cadastrar” até 4 bebês. Ufa.

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A marca começou o pré-lançamento há uma semana e já vendeu 81% do estoque de um produto que ainda não existe (e que não é barato). Isso nos mostra que há uma bela demanda por este tipo de solução na nossa geração. O lançamento definitivo está previsto para março de 2015 e o preço sugerido é US$300.