17 mulheres que fizeram da Internet o que ela é hoje

(Este post foi uma sugestão da leitora Cora Poumayrac Neto, via nossa página do Facebook)

Não é novidade para ninguém que o mundo da tecnologia é dominado por (e direcionado para) homens, mas poucas pessoas sabem como grandes avanços que transformaram a internet no que ela é hoje foram criados por mulheres visionárias que não estão exatamente nos livros de história.

Além da história que a gente mais ama, a da querida e destemida Ada Lovelace (que dá nome ao nosso blog) traduzimos do post do Mic (em inglês) outros exemplos muito inspiradores, de mulheres que venceram a barreira do gênero de forma discreta e com relativo anonimato em momentos muito pontuais da história.

1. Um dos primeiros computadores é programado (1943-45)

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O Exército dos Estados Unidos buscava formas mais precisas de prever os ataques da Segunda Guerra Mundial. Foram 6 as mulheres responsáveis por programar um computador de mais de 45 metros de largura desenvolvido com esse fim. Obrigada, Jean Jennings Bartik, Frances “Betty” Snyder Holberton, Kathleen McNulty Mauchly Antonelli, Marlyn Wescoff Meltzer, Ruth Lichterman Teitelbaum e Frances Bilas Spence.

2. Software para o segundo computador comercial do mundo é implantado

Ida Rhodes migrou para os Estados Unidos quando criança durante a Primeira Guerra Mundial e em algumas décadas já frequentava reuniões semanais na casa de Albert Einstein. Apenas. Na América, Ida passou a trabalhar para o Governo desenvolvendo a linguagem de programação C-10, que potencializou a popularização do segundo computador comercial produzido nos Estados Unidos (o UNIVAC 1).

3. Um grande passo para a programação de computadores (1952)

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Grace Hopper foi a inventora do primeiro compilador, um software que funciona como um tradutor entre humanos e computadores. O software basicamente recebe a linguagem de programação (como JavaScript, por exemplo) e a transforma em Os e 1s para que o computador possa entender as ordens. Esse simples avanço facilitou a vida de muitos engenheiros e possibilitou o desenvolvimento de uma série de programas.

4. A primeira linguagem de programação amplamente usada foi desenvolvida (começo da década de 60)

Em 1961, a IBM contrata Jean Sammet, que passa a liderar o desenvolvimento de FORMAC, uma linguagem de computação que interpreta símbolos algébricos e os traduz em código. Esta foi a primeira linguagem amplamente utilizada na história da computação. Alguns anos depois, ela escreveu um livro a respeito das diferentes linguagens de programacão.

5. O setor de telecomunicações é alavancado (1963)

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Erna Schneider Hoover trabalhava nos Laboratórios Bell quando teve o seu segundo filho, e enquanto se recuperava no hospital (alô multi-tasking!) desenhou um sistema computadorizado de central de telefonia. Ele controlava automaticamente o volume das ligações e deixava as centrais (como os da foto acima) muito mais eficientes. O sistema revolucionou as telecomunicações e Erna foi premiada com uma das primeiras patentes de software emitidas da época. Décadas mais tarde, os sistemas de telefonia “switching”, usados para rotear bilhões de emails, seriam inspirados nas inovações desta grande mulher.

6. Alpha, a linguagem de computação da CIA usada para quebrar códigos, é usada online (1962)

Durante a Guerra Fria, Frances Allen é o ponto de contato da IBM com a CIA. Frances é a responsável por desenvolver e implementar a linguagem Alpha na agência, capaz de identificar padrões idiomáticos com rapidez em quase todos as línguas. Alpha tornou-se a base para a quebra de códigos na CIA pelos próximos 14 anos.

7. Uma freira ajuda a trazer a programação para as massas (meados dos anos 60)

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A freira Mary Kenneth Keller é a primeira mulher americana a conquistar um Ph.D. em Ciências da Computação, e foi a primeira mulher a trabalhar no departamento de computação do Dartmouth College, que na época só admitia homens. Lá, Mary ajudou a desenvolver BASIC, uma linguagem de programação que facilita a escrita de softwares por não programadores. Essa freira simpática acreditava que computadores deveriam ser usados para potencializar o acesso à informação e a promover a educação. Keller chegou a escrever 4 livros sobre o assunto.

8. O primeiro computador doméstico é usado (1965)

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Mary Allen Wilkes foi uma formanda em Filosofia do Wellesley College que entrou para a história da computação. Ela trabalhava no MIT e escrevia o sistema operacional de LINC, o primeiro micro-computador. Algum tempo depois de LINC, ela constrói o seu próprio PC em casa e torna-se a primeira usuária de um computador doméstico da história.

9. Buscas de resultados ganham um grande impulso (1972)

A professora Karen Sparck Jones começa uma nova carreira em ciências da computação em Cambridge, onde passa a trabalhar no processamento de linguagem natural e recuperação de informação. Ela introduz o conceito de frequência inversa de documento, um método estatístico que determina o quão importante certas palavras são em um documento – fundamental para consultas de pesquisa. Com algumas variações sobre o método, também conhecido pela sigla tf-idf, tornar-se um componente central dos sites de busca.

 

10. Typo, um dos primeiros corretores ortográficos, é criado (1974)

Lorinda Cherry une-se à empresa Unix e passa a trabalhar em ferramentas de texto, na análise do Federalist Papers e na compressão de uma agenda de telefones digital. Durante o processo, Lorinda ajuda a desenvolver técnicas estatísticas para encontrar erros ortográficos, posteriormente usadas em um dos primeiros softwares corretores, o Typo.

 

11. A primeira startup multimilionária do Vale do Silício abre o seu capital (1981)

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Sandra Kurtzig monta um negócio de programação de software em sua casa para mantê-la ocupada por meio período. Um de seus clientes pede um programa de gestão de recursos, e Kurtzig percebe o potencial para outras aplicações. Ela decide então capitalizar sobre a ideia e contrata uma equipe para desenvolver outras aplicações. A sua empresa ASK Computers não atraiu a atenção de investidores no começo, então a moça continuou investindo o seu próprio dinheiro. Anos mais tarde, Sandra torna-se a primeira mulher a abrir o capital de uma empresa de tecnologia.

12. Steve Jobs tem as suas melhores ideias (começo dos anos 80)

Adele Goldberg começou sua carreira como assistente de laboratório até chefiar o System Concepts Laboratory da Xerox PARC, na Califórnia. Ela desenvolveu uma série de interfaces gráficas para o usuário final – como os cursores, ícones de lixeira – que modificaram e facilitaram a forma old school de controlar um computador, através de comandos. Steve Jobs pediu que Goldberg lhe fizesse uma demonstração de seu software, mas ela se recusou. Pressionada por seus chefes, Adele foi a contragosto e avisou à empresa: “Estamos entregando o ouro!”. Dito e feito: Jobs incorporou várias de suas ideias em seus primeiros desktop Macintosh.

13. A internet fica mais rápida (1985)

Radia Perlman, uma das poucas alunas no MIT, é contratada na Digital Equipment Corp. Ela desenvolve o algoritmo por trás do Spanning Tree Protocol (também conhecido como STP), uma inovação que permite a Internet como ela existe atualmente. O protocolo cria alguns pontos de tráfego que criam uma vasta rede de informações. Por causa desse avanço, ela ganhou o apelido de “mãe da Internet” — um título que ela rejeita.

14. Nasce a criptografia moderna (1985)

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Shafrira Goldwasser  fica fascinada pela teoria dos números e entra no MIT. Junto com Silvio Micali e alguns outros envolvidos, ela define os requerimentos de segurança de esquemas de assinatura digital, que se tornaram uma das peças-chave em criptografia e cybersegurança. Suas contribuições criaram novos campos de estudo na ciência da computação e influenciarão estudos nas próximas décadas.

15. O tráfego na Internet ganha mais um conjunto de regras (1993)

Sally Floyd é uma das pesquisadoras mais citadas em estudos de ciência da computação. Ela ajudou a inventar a Detecção Randômica Antecipada, que é usada em todos os roteadores de internet e é um componente essencial em como uma informação, como um email, vai de um endereço eletrônico a outro.

16. A turma do suporte ganha uma ajuda (2005)

Monica Lam desenvolve o conceito do livePC, que permite gerenciar computadores de maneira segura em grande escala — uma parte importante da infraestrutura de computadores de grandes corporações.

17. Uma mulher ajuda a desenvolver os sites mais famosos da web (início dos anos 2000)

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Marissa Mayer é a primeira engenharia contratada pelo Google. Ela é a responsável pela clássica página de busca e pelo modo como os usuários interagem com o Gmail, Google Notícias e Google Imagens.

Atualmente, ela é conhecida por ser a toda-poderosa chefe do Yahoo.

Esta é uma lista do que entrou para a história, mas atualmente existem muitas mulheres incríveis construindo os produtos que você vai usar amanhã. Mary Lou Jepsen, que está trabalhando em uma tecnologia que fará telefones e computadores dispensarem fontes de energia externa, Corinna “Elektra” Aichele, que está trazendo WiFi a lugares distantes, Monica Lam (de novo ela), que está criando uma Internet mais social, onde os usuários podem compartilhar o que quiserem e serem donos de suas informações, Ruchi Sanghvi, que criou o algoritmo das nossas linhas do tempo do Facebook.

As inovações que as mulheres criam na tecnologia só serão superadas pelas que elas mesmas ainda vão fazer. Thanks sistas.

Via Mic.

iPhone 6 e Apple Watch: os maiores e os menores que você vai querer

Como é de costume nesta época do ano, hoje a Apple anunciou as novidades que farão a gente parcelar gadgets em muitas vezes, importunar amigos que estão indo para Miami e desejar acessórios caros, de design escandinavo e ligeiramente inúteis.

A “missa”, a como muitos geeks se referem, perde bastante sem Steve Jobs, aquele ser hipnótico que te levou a comprar o telefone celular mais caro da história da sua vida (e que te convenceu de que trocá-lo a cada novo modelo fazia muito sentido). Ninguém saberá contar as histórias da Apple como ele, mas as novidades desse ano apontam para caminhos bem interessantes.

A gente acompanhou o evento via todas-as-redes-possíveis e fez um resumo bem objetivo.

O iPhone 6 e sua versão “plus”

O novo iPhone 6 tem dois tamanhos, ambos são maiores, mais leves, mais bonitos e rápidos do que o iPhone 5S. O tamanho plus é grande MESMO, e veio para competir abertamente com aqueles Androids que mais parecem versões “SUV-branca” de smartphones legais. Alguns chamam de (perdoe, Jobs) “phablets”, uma mistura andrógina e estranha de tablets e smartphones.

Phil Schiller, VP de marketing internacional da Apple. (o primeiro da foto é o iPhone 5S!)
Phil Schiller, VP de marketing internacional da Apple. (o primeiro da foto é o iPhone 5S!)

Quem testou disse que não é grande demais para usar com uma mão só, mas por via das dúvidas eles deram um truque que te permite “ativar” uma tela menor caso você tenha uma mãozinha. O botão de liga/desliga foi movido para a lateral direita e como ambos são maiores, as baterias são melhores e duram mais \o/ #Dizque a câmera frontal melhorou, então preparem os rostinhos, até porque agora teremos uma versão com memória de 128G: haja selfie. Ele vai custar a partir de US$ 199,00, está disponível em grafite, dourado e branco e a pré-venda começa nos Estados Unidos no dia 12 de setembro.

 

NFC  – encoste e pague

NFC é a sigla para near field communication, algo como “comunicação por proximidade”. O iPhone 6 já virá com essa tecnologia embutida e serve para transformar o seu celular na sua carteira. Tudo o que você precisará fazer é: 1) aproximar o celular do sensor do caixa onde você irá pagar 2) checar o valor que vai aparecer na sua tela e escolher o cartão que você quer usar 3) autorizar a compra com a sua digital no botão de “home” do iPhone. Um processo de aproximadamente 7 segundos. Oh yes. Além disso você também poderá usar esse sistema de pagamentos dentro de aplicativos. Pode funcionar muito bem com apps de taxi, por exemplo. É  claro que a gente ainda não sabe qual será a fatia desse bolo para a Apple (normalmente não é pequena), então não dá pra garantir quantos aplicativos toparão usar de fato.

Um ponto importante: não vamos julgar quem está achando surreal a ideia de fornecer (mais) dados de cartão de crédito para a Apple tendo em vista os últimos acontecimentos, mas a tecnologia NFC é bem interessante. Atualmente ela estava relegada à tentativas mal-sucedidas em ações pontuais bancadas por operadoras de cartão de crédito ou bancos fanfarrões, MAS, se os estabelecimentos se equiparem de sensores (simples e baratos) aptos a usá-la, vai ter muito coxispter usando na próxima viagem para Orlando. Aqui no Brasil ainda vai demorar.

 

Apple Watch – o tal relógio é legal, sim

 

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É no mínimo engraçado que a gente tenha parado de usar relógios muito por conta dos nossos iPhones e que agora a Apple lance um relógio que é impossível não desejar. Sim, a gente quer um Apple Watch. ¯\_(ツ)_/¯ A aposta aqui foi bem alta e o investimento idem. Enquanto a Motorola, LG e Samsung se degladiavam antecipadamente para lançar os seus relógios inteligentes este ano, a Apple preparou um arsenal humilhante, digno de genocídio de mercado. O Apple Watch vem em 3 modelos (1 deles em ouro 18 quilates, pá!), possibilita uma infinidade de customizações com pulseiras que trocam (tipo Champion, lembram?) e tem o design mais lindo, orgânico e sem emendas que a gente poderia esperar.

 

 

Então é isso mesmo que você imaginava e além: ele é um micro-computador que armazena fotos, mede batimentos cardíacos, lê e responde emails, te dá informações sobre o caixa eletrônico mais próximo, te avisa sobre uma ligação, te lembra de levantar e mexer o corpo depois de muitas horas sentada, pode ser o seu personal trainer, manda o seu batimento cardíaco (real) para o seu amor em forma de coração e… ah sim! Te mostra as horas.

 

A pesquisa tecnológica por trás desse reloginho é obscena de linda, e por mais que o Apple Watch pareça ser a nova galinha dos ovos de ouro da casa e vá fazer um monte de gente se endividar, não dá para negar que os caras empurram os limites do mercado para uma nova fronteira e ensinam como gerar muito desejo amador sobre um dispositivo extremamente tecnológico.

 

O lançamento do Apple Watch (não é iWatch, pessoal!) é uma resposta um pouco tardia mas promissora da Apple à grande tendência das tecnologias  vestíveis, os “wearables”. São dispositivos que estarão cada vez mais próximos do nosso corpo, que serão cada vez mais inteligentes e customizáveis para as nossas necessidades. Se você achava que dormir ao lado do seu iPhone e tatear o criado-mudo logo de manhã procurando por ele sem abrir o olho era muito freaky, espera só até VESTIR sistemas operacionais inteiros. Já já um iMind. Aguardem 🙂

Crédito das imagens: Reprodução

Ada na Vida Simples!

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Tá lá, na página 12 da edição de agosto de uma das revistas que mais admiramos, a Vida Simples: “Elas usam celulares, computadores, tablets. Mesmo assim, muitas sentem que tecnologia não é algo que tem a ver com seu universo. O site Ada surgiu para combater essa noção e ajudar as mulheres a se sentir mais à vontade no mundo digital. O projeto é inspirado por Ada Lovelace (1815-1852), primeira programadora de toda a história”.

Obrigada à Jeanne Callegari e a toda equipe da Vida Simples!

Para você que não conhecia o Ada e está chegando agora, veja abaixo alguns dos nossos posts mais populares:

 

Por que não vamos mais escrever sobre o Tinder

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O Ada nasceu há alguns meses da nossa vontade, Diana e Natasha, de ser útil a um grupo que não tinha voz nos atuais meios de comunicação: a mulher que usa tecnologia. Queríamos prestar serviço e ajudar na reflexão de como o mundo digital impacta o dia a dia e as nossas relações.

Tínhamos percebido que alguns serviços e aplicativos estavam abrindo novas possibilidades em várias frentes para todas nós: estamos mais produtivas, mais conectadas, mais informadas. E um dos serviços, lá atrás, que chamou a nossa atenção para isso foi o Tinder.

(Momento transparência: a Diana me apresentou o aplicativo , eu usei durante meses, até conhecer meu namorado ali mesmo e por motivos óbvios, deixar de usá-lo. Ou seja, podemos ser consideradas ~cases de sucesso~ do Tinder.)

O app transformou todo o processo de conhecer e paquerar alguém pela internet em uma grande brincadeira, e deu mais voz e participação às mulheres que serviços anteriores. Sua popularização também tirou um pouco do estigma que ainda perdurava nos chamados “sites de encontros”.

A gente sabe, pelos nossos números de audiência, que o app é popular e que todo mundo, se não usa, adora falar dele. A própria ideia de poder conhecer alguém em um “catálogo de gente” (como eu, Natasha, gosto de me referir ao Tinder) é extremamente sedutora, ainda que canse depois de um tempo.

Até que  chegou aos nossos ouvidos a notícia que o Tinder estava sendo acusado de discriminação e assédio sexual. “Ai, mais um”, pensamos. Como tínhamos publicado há pouco tempo este artigo ótimo da Bárbara Castro, achamos que não valia a pena entrar no assunto de novo. E mais uma coisa: gostamos de separar o produto da empresa. O dono pode ser um imbecil, mas o produto é bom, inovador e popular, então vamos continuar falando dele e prestando serviço, certo?

Errado. Porque depois de um tempo descobrimos  que Whitney Wolfe, a ex-vice-presidente de marketing (aos 24 anos!) que está processando a empresa, perdeu o título de cofundadora porque ter uma mulher tão jovem como sócia “fazia o Tinder não parecer uma empresa séria”. Para quem lê em inglês, aqui está a queixa completa de Whitney.

Segundo a ação judicial, muito do que faz o Tinder ser tão popular com as mulheres (mais do que a maioria dos sites e serviços online de namoro) são ideias trazidas por essa menina de 24 anos que, por ter se envolvido romanticamente com seu chefe, perdeu sua participação societária no negócio.

Os sócios se defenderam em um comunicado dizendo que a queixa da moça tem uma série de imprecisões e erros, e que nunca discriminaram nenhum funcionário por idade ou gênero, mas não ofereceram provas nem contra argumentos às acusações.

É claro que lamentamos (até porque o Tinder sempre bomba os nossos acessos) mas ficou difícil separar o produto de seus criadores. Se o Tinder é um grande sucesso entre as mulheres – conectadas, tecnológicas ou não -, temos certeza que é porque muitas delas contribuiram com processo de criação e crescimento da empresa. Seja escrevendo o código mágico desse aplicativo que fez todo mundo dar uma chance ao algoritmo, seja indicando o poder do cardápio humano para esquecer um coração partido. Sem mulheres (lindas, feias, gordas, casadas, velhas e novas) os matches não aconteceriam, então nos parece no mínimo irônico menosprezar o gênero que compõe quase 50% da sua base de usuários.

Então aqui vai o nosso recado, querido Tinder: se uma “empresa séria” pode prescindir de mulheres na sua liderança, vocês estão criando uma tecnologia burra e inconsistente. Não vamos incentivar um boicote geral ao aplicativo, porque isso vai muito da consciência de cada uma. De nossa parte, vamos continuar acompanhando a cobertura do caso, mas não iremos mais falar do app no Ada até ficar claro o que aconteceu.

Um abraço,

Natasha e Diana

Foto: Diana Assennato Botello

Estamos no site da Revista TPM!

Revista_TPM_-_Ada_na_TpmSenhoras e senhores, é com muito orgulho e satisfação que anunciamos que o Ada é parceiro do site da Revista TPM! A partir desta semana, vamos dividir conteúdo com a que é, na nossa opinião, uma das melhores revistas femininas do Brasil.

Para estrear a parceria, a TPM publicou uma entrevistinha conosco, onde falamos um pouco sobre como tivemos a ideia de criar o site, o que queremos com ele, o espaço da mulher na tecnologia e outras nossas musas da tecnologia além da Ada Lovelace. Para ler, clique aqui.