Mulher 3.0, o primeiro curso do Ada!

 

mulher 3.0

Senhoras e senhoritas, é com imensa satisfação que anunciamos o primeiro curso do Ada, o Mulher 3.0, em parceria com a Kind. A Diana e a nossa parceira Marina Malta vão ensinar como usar a Internet e a tecnologia para fazer seu dia-a-dia mais produtivo. Entre os temas: novas ferramentas, o que é essa tal de nuvem, segurança de informação, o que compartilhar nas redes sociais e muito mais. Veja a programação abaixo:

1-  Internet como contexto: muito além do Facebook
2- Por que é importante entender como funcionamos dentro da internet?
3- Como tornar o novo, parte do nosso dia-a-dia, sem pânico nem preconceito
4-  Tecnologias que trabalham a nosso favor
5- Organização e produtividade: Evernote, Trello, Asana, AnyDo e gerenciadores de tarefas
6- A nossa amiga nuvem: agenda, senhas, iCloud, Google Drive, Dropbox, sync e transparência entre dispositivos.
7- Personas digitais: o que compartilhamos?
8 – Histórias que contamos: quais os limites entre público e privado?

O curso vai acontecer nos dias 22 e 29 de junho (duas segunda-feiras), das 19h às 22horas, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O valor total é 500 reais.

Leitora do Ada tem 10% de desconto no pagamento à vista! Basta escrever para contato@akind.com.br com o assunto do email: Vi no ADA! e pronto.

E se você tem interesse em levar nosso curso para a sua cidade, escreva para a gente no adavcbr@gmail.com. Bora distribuir o amor pela tecnologia Brasil afora!

Unfriended é a Bruxa de Blair versão Skype

Lá por mil e novecentos e noventa e bolinha (1999, para ser mais exata) um filme independente de baixo orçamento chamado A Bruxa de Blair marcou a história do gênero de terror por algumas inovações: montado a partir de imagens gravadas e abandonadas por um trio de estudantes (na verdade atores) que se embrenharam numa floresta nos Estados Unidos para fazer um documentário sobre uma lenda local de uma bruxa que matava crianças. Também foi um dos primeiro filmes a usar fortemente a Internet para promoção, com um site próprio e materiais extras para reforçar a sensação que se tratava de uma história real.

Quase dezesseis anos depois, agora o filme de terror se passa no Youtube, Skype e mídias sociais. Uma adolescente se mata depois que alguém posta um vídeo dela bêbada no Youtube e um ano depois de sua morte, vem assombrar seu grupo de amigos durante um vídeo chat. Essa é a premissa de Unfriended, com estreia nos EUA prevista para abril.

Vai fazer sucesso que nem A Bruxa de Blair fez em 1999 e criar toda uma nova estética de “terror-via-Skype”? Daqui a alguns meses a gente descobre.

Veja o trailer:

 

Via Recode.

Swarovski Shine: um wearable de fitness brilhante

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O último grito da moda (cof) dos gadgets são os wearables (também chamados de dispositivos vestíveis), como o Google Glass e os relógios inteligentes do Google e da Apple, entre outros (tem até para bebezinho, gente). Eles podem ter várias funções, mas a mais comum é o rastreamento de funções vitais, como batimentos cardíacos, atividade física, padrões de sono, e produtividade, como aviso de chegada de emails, mensagens, busca no Google e por aí vai.

O problema? Normalmente eles são feios de doer. Não adianta um vestível que a gente não quer vestir, né? A gente já falou do Ringly, uma joia inteligente que muda de cor quando você recebe um email, mas a novidade quentinha vinda da CES (Consumer Eletronic Show, a maior feira de eletrônicos do mundo), é o Swarovski Shine.

A versão original do Shine é um circulinho metálico do tamanho de uma moeda que registra sua atividade física e padrões de sono (que por sua vez, alimentam um app que indica seu progresso, o que precisa ser melhorado, qual seu nível geral de condicionamento físico, etc). Ele já era considerado um dos mais bonitinhos do mercado por seu design minimalista, gama de cores variada e diferentes acessórios (pode ser acoplado numa pulseira de relógio, num clipe para colocar no bolso ou na gola da camiseta, ou em um pendente de colar). E é a prova d’água em uma profundidade de até 50 metros.

shine6A nova versão mais, aham, perua foi concebida em parceria com a Swarovski e inclui um mostrador de cristal, pulseiras de couro e pendentes de colar, todos decorados com cristais (confesso que super usaria esse aí da foto). Segundo o Gizmodo, o modelo violeta ainda tem um painel solar – nada de se preocupar com a bateria, ele recarrega sozinho — desde que você não o deixe no fundo da gaveta. 

O lançamento será a partir de março nos Estados Unidos, Hong Kong e China, mas algumas versões já estão disponíveis para pré-venda no site da Misfit. De acordo com o Digital Trends, o preço do wearable sozinho vai ser de 150 dólares, com pacotes que incluem o gadget mais dois acessórios variando entre 170 e 250 dólares. Acessórios avulsos custarão a partir de 70 dólares cada.
(Imagens via Gizmodo e Digital Trends)

#fail da semana: a Barbie que não sabe programar

Lembram quando a gente comemorou aqui no site a nova linha da Lego com bonequinhas cientistas? 

E para os assinantes da newsletter, quando a gente também achou o máximo a linha de bonecas Miss Possible?

Aí quando descobrimos um livrinho da Barbie lançado nos Estados Unidos chamado “Barbie, Eu Posso Ser Uma Engenheira de Computação”, naturalmente a gente ia achar uma boa ideia, certo?

Errado.

E o problema não é Barbie em si. É o que esse livrinho, destinado a meninas, mostra Barbie criando um joguinho de computador, mas falando para sua irmã que ela não pode programar e que ela precisa de ajuda de dois rapazes, chamados Steve e Brian para isso. Olhem só:

 

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E a história continua com Barbie infectando o computador dela e da irmã com um vírus, até que os supracitados Steven e Brian resolveram seus problemas para elas. Tem um momento ótimo, em que os rapazes falam para ela “Se a gente fizer resolve mais rápido”. Juro.

Você pode ver todas as páginas do livrinho em inglês neste link aqui (e a gente já vai falar mais dele) e entender melhor a história nesta matéria do Daily Dot em inglês.

Acho que dá para imaginar os engulhos que sentimos quando vimos essa história. O Ada surgiu justamente como uma resposta a esse preconceito que mulheres não conseguem se virar com tecnologia e que precisam da ajuda masculina para isso. SIM, VOCÊ PODE é o nosso lema, e com esse tipo de iniciativa como o livro da Barbie, a gente percebe o quanto ainda tem que batalhar. Se meninas recebem essa mensagem de incompetência ainda pequenas, como fazer para mudar a cabeça delas quando forem mais velhas?

Mas o engulho não foi só nosso. A história explodiu nas redes sociais e duas estudantes de computação americanas montaram o Feminist Hacker Barbie, um site em que você pode reescrever as páginas do livro e distribuir a imagens nas redes sociais.  Veja algumas das melhores reações no Mashable.

Não demorou muito para a Mattel, que fabrica a boneca, ter que emitir algum tipo de comunicado, que foi postado na página do Facebook da Barbie:

Basicamente, ele diz que o livro foi publicado em 2010 e que desde então os livros foram refeitos. Então, o retrato da boneca nesta história não refletiria esta nova visão dos que a empresa quer para a Barbie, e pede desculpas por esta edição não refletir esta nova visão de empoderamento feminino.

Que vergonha, Mattel e Barbie. Bem ou mal, o amor que muitas meninas têm pela boneca deveria fazer a empresa levar mais a sério sua influência sobre elas. Que tal se mirar no exemplo da Goldie Blox e da Miss Possible?

[Atualização: o site Refinery29 achou a autora do livro, e a coisa continua não ficando muito bonita pros lados da Mattel, não.]

(Crédito das imagens: Pamie.com)

#testamos: Nexus Player

(Uma versão resumida deste post saiu no caderno Tec da Folha de S.Paulo na terça-feira 4/11: Nexus Player é resposta do Google à Apple TV)

Nexus Player
Nexus Player: como o Apple TV, só que redondinho

Demorou, mas o Google trouxe uma resposta à altura do Apple TV. O Chromecast, mais simples e mais barato, se propunha apenas a transmitir o conteúdo de um dispositivo com Android à TV, enquanto o Nexus Player, lançado esta semana nos EUA, almeja mais longe, com mais recursos que o set top box da Apple e uma nova plataforma de entretenimento.

A interface, chamada de Android TV e baseada no Android 5.0 Lollipop, é parecida com a do Apple TV: uma tela inicial com sugestões de vídeos e aplicativos de entretenimento. Mas enquanto o Apple TV vem com os aplicativos pré-instalados e as sugestões de filmes são os lançamentos da iTunes, no Nexus Player os apps pré-instalados são os básicos do Google e o Youtube, e o usuário pode escolher outros na Google Play Store.

Leia também:
#testamos: Amazon Fire TV

#comofaz do Ada: baixe filmes e séries usando torrent

A oferta de aplicativos de vídeo e música ainda está bem limitada, mas é possível instalar Netflix, Hulu, TED, Bloomberg TV, Vevo, Pandora e outros serviços de streaming também disponíveis no Apple TV. O material de divulgação do Google afirma que HBO Go e apps da Disney e ESPN também estariam disponíveis, mas não estavam no menu de opções no aparelho disponível para avaliação da Folha. O Crackle, uma das opções gratuitas para filmes, travava a cada cinco minutos.

A oferta de apps pode ser baixa por enquanto, mas o sistema de recomendação do Nexus é superior ao da Apple. Ele busca conteúdos dos apps instalados no aparelho, não só do Google Play, e faz as recomendações em cima do que o usuário já viu na plataforma. O serviço de streaming do Chromecast também está disponível no Android TV.

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TV conectada no Nexus Player: busca por voz, recomendações de filmes, séries e música, mas poucos apps

Ivete Sangalo e Tropa de Elite
A busca por voz, acionada via controle remoto, é um recurso bastante interessante, e já usado no concorrente Amazon Fire TV. Apesar da interface geral do Android TV não estar disponível ainda em português, é possível fazer buscas por voz no idioma: para isso, basta mudar o idioma nos ajustes, em “idioma de busca por voz”.

Quando a busca estava em português, o sistema entendeu buscas pela cantora Ivete Sangalo e pelos filmes “Tropa de Elite” e “Se Eu Fosse Você”, apresentando fichas técnicas e biografias dos atores principais via IMDB e, no caso de “Tropa de Elite”, um link para Tropa de Elite 2″, disponível no Google Play dos EUA (mas não o link para o filme no Netflix, hmmmm). Ao mudar o idioma da busca de volta para inglês, o sistema se confundiu e não trouxe os mesmos resultados.

O Google também está apostando nos jogos para Android. Há uma loja do Google Play separada para jogos (cuja oferta é maior que a de aplicativos de entretenimento) e é possível comprar em separado um joystick sem fio compatível com o Nexus Player. Como o Android TV é baseado no Lollipop, o Google afirma que é possível começar o jogo em um dispositivo Android, interromper e continuar no Nexus Player.

Esta é a segunda tentativa do Google de entrar no mercado de set top boxes, as caixinhas que funcionam como uma central de entretenimento online para sua TV. Em 2012, a empresa apresentou o Nexus Q durante a conferência para desenvolvedores Google I/O, mas o dispositivo tinha poucos recursos que justificassem seu preço de 299 dólares — a oferta de conteúdo era limitada à loja do Google Play, por exemplo. A recepção foi tão negativa que o produto nunca foi colocado oficialmente à venda.

Mas o Google parece ter aprendido sua lição com o Nexus Q: o Nexus Player tem preço estimado de 99 dólares nos Estados Unidos, a mesma faixa de preço do Apple TV e Amazon Fire TV. O joystick é vendido separadamente a 39 dólares. Não há por enquanto previsão de lançamento no Brasil.

(Crédito das imagens: Divulgação/Google)

Quando a firma paga para você ser mãe mais tarde

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Quer colocar sua carreira em primeiro lugar antes de ter filhos? Se você trabalha (ou quer trabalhar) para a Apple ou o Facebook nos Estados Unidos, deu sorte. As duas empresas estão oferecendo um novo benefício extra para suas funcionárias: elas pagam pelo congelamento dos seus óvulos.

Ambas empresas vão dar até US$ 20 mil a cada funcionária que quiser passar pelo procedimento, segundo o canal de TV NBC*. Cada ciclo de extração de óvulos custa US$ 10 mil, mais US$ 500 por ano pela manutenção.

Como seguros-saúde não costumam cobrir procedimentos de fertilização in vitro, a novidade foi vista como um modo de atrair mais mulheres, já que o ambiente corporativo do Vale do Silício é notadamente masculino

Leia também: Esposas do Silício

O congelamento de óvulos faria parte de um já parrudo pacote de benefícios dessas empresas. O Facebook, por exemplo, oferece quatro meses de licença remunerada tanto para pais quanto mães (quando o padrão nos Estados Unidos é três meses sem pagamento, e nem é garantido por lei), auxílio-creche, um bônus de US$ 4 mil para gastar como quiser com o bebê e flexibilidade para trabalhar em casa alguns dias por semana. O Facebook, não custa lembrar, é onde a Sheryl Sandberg do movimento “Faça Acontecer” trabalha.

O resto das empresas de tecnologia é igualmente generoso em seus pacotes de benefícios*

O problema é que congelar óvulos não é garantia de conseguir engravidar mais tarde. A própria Associação Americana de Medicina Reprodutiva só deixou de considerar a técnica como experimental há dois anos, segundo a NBC. Antes, ela era mais usada em casos de pacientes com câncer cujo tratamento poderia deixá-las inférteis.

Uma pesquisa do ano passado mostrou que uma mulher que congele seus óvulos com 21 anos tem 43% de chance de engravidar quando usá-los*, não importa a idade; aos 38, 34%; aos 45, 12%.*.  Outro estudo diz que não importa a idade no momento do congelamento, a chance de engravidar com óvulos congelados após os 30 anos é de 25%*.

Claro que é melhor que nada, mas mesmo os médicos que recomendam a técnica dizem que é melhor congelar no mínimo 20 óvulos (o que exige dois ciclos de extração) e quanto mais cedo, melhor.  Leia como funciona o congelamento de óvulos.

O procedimento tem sido bastante procurado porque é visto como uma espécie de seguro-bebê: a lógica é que se não dá para ter filhos agora, pelo menos você fez tudo que podia para ter essa possibilidade lá na frente.

Tá, mas…

À primeira vista, parece um ótimo benefício para quem está angustiada com seu relógio biológico, mas ele me deu uma sensação de estranhamento. Claro que é interessante para a Apple e o Facebook que suas funcionárias dediquem a maior parte de seu tempo, em seus anos de pico de fertilidade, a seus empregadores e não a bebês que vão deixá-las insones e preocupadas.

É como se eles estivessem pagando às suas funcionárias para adiar a maternidade. Não estou sozinha nessa sensação: ”Quem escolher ter filhos pode ser estigmatizada como pouco comprometida com sua carreira. Do mesmo modo que os benefícios típicos de empresas de tecnologia como almoços e lavanderia gratuitos servem para manter os empregados mais tempo dentro do escritório, o mesmo pode acontecer com o congelamento de óvulos, que adia a licença maternidade e a responsabilidade com os filhos,” escreve o New York Times*

“Me preocupo como esse benefício vai ser ser usado pelas mulheres entre 20 e 30 e poucos anos,” disse Seema Mohapatra, uma especialista em bioética ouvida pelo mesmo artigo do New York Times. “Elas podem pensar: ‘Se eu quero ser vista como uma profissional séria e chegar a vice-presidente, eu não posso tirar licença-maternidade. Eles estão me oferecendo essa apólice de seguro ou então eu vou ser vista como alguém que só quer ser mãe,’” disse ela ao jornal.

A Apple pelo menos jura que sua intenção é das melhores. “Nós queremos empoderar as mulheres da Apple a fazer o melhor trabalho de suas vidas enquanto elas cuidam de seus entes queridos e criam suas famílias,” disse um porta-voz da companhia em uma declaração ao Techcrunch*

O melhor que qualquer empresa pode fazer por suas funcionárias é apoiar suas escolhas, sejam elas ser solteira, adiar a maternidade ou constituir família, sem medo de represálias ou serem preteridas em promoções. Uma política nesse sentido vai valer bem mais que vinte mil dólares.

*Links em inglês

Crédito da foto: Fertility Research Centre, G G Hospital, Chennai

O que é esse tal de Ello?

Brasileiro ama uma rede social. É tão lugar-comum para a gente que nem pensamos muito nisso, mas os brasileiros passam mais tempo em redes sociais que qualquer outra nacionalidade (13,8 horas por mês) e são os que mais compartilham conteúdos (71% dos usuários), segundo dados do SurveyMonkey divulgados pelo TechTudo. Basta dizer que Orkut virou verbo aqui, e em boa parte do resto do planeta as pessoas não fazem ideia do que significa. E nos dias finais do bom e velho Orkut, surge o Ello, uma nova rede social surgiu para fazer a gente se coçar de vontade de ir para lá.

(Aliás, como pronuncia? Nos Estados Unidos estão chamando de “élou”, mas paulistana italianada que sou, sempre leio como “éllo”. Ah, e se você já estiver por lá, siga a gente.)

O Ello chama a atenção por ter um design limpo e prometer não ter anúncios. Ganhou notoriedade como o anti-Facebook, especialmente desde uma polêmica com a comunidade LGBT, já que o Facebook permite apenas o uso de nomes reais em perfis pessoais, nada de apelidos ou nomes artísticos.

A pendenga foi resolvida, mas com isso, o Ello ganhou impulso e está recebendo cerca de 40.000 pedidos de convite por hora*. A gente adora um clube que não nos aceita como sócios.

A tela de entrada do Ello: só com convite.
A tela de entrada do Ello: só com convite.

Como o Facebook e o finado Orkut no seu início, só dá para entrar no Ello com convite, seja por alguém que já está lá ou pedindo no site. Daí, você pode seguir outros perfis, separando por duas categorias particulares: Amigos (“Friends”) ou Barulho (“Noise”). Quem você segue não fica sabendo em que categoria você o colocou. Basicamente você pode postar texto ou fotos, responder a outros perfis como no Twitter, e só.

O Ello ainda não tem aplicativo para smartphone, e como ainda está em fase de testes, a navegação pelo iPhone é bem chatinha e cheia de pequenos erros. No computador, é mais tranquila, mas navegar pelo Ello, configurar seu perfil e postar conteúdo não são processos muito intuitivos. Passei uns dez minutos tentando descobrir como postar um gif, caixas extras de texto abriam que eu não entendia como fechar. Um especialista em usabilidade postou uma crítica extensa ao design do Ello no Medium*.

A promessa de não ter anúncios também é atraente à primeira vista, mas a verdade é que se uma rede social vai ser gratuita, ela precisa ter um modelo de negócios. Não sai de graça manter um site: há custo envolvido em manutenção de servidores, salários dos programadores, gerenciamento do site etc. Se um site ou rede social não custa nada a seus usuários, isso normalmente significa que o produto são eles mesmos.

O manifesto do Ello: "você não é um produto". Certo, então qual é o produto?
O manifesto do Ello: “você não é um produto”. Certo, então qual é o produto?

O Ello diz que a ideia é manter os dados de seus usuários privados e cobrar por funcionalidades extras da rede. Mas você pagaria para manter um álbum de fotos no Ello, quando há tantas opções gratuitas disponíveis? Ou dar likes nos posts de seus amigos quando isso é tão fácil no Facebook?

Não vou dizer aqui que eles estão mentindo na cara dura e que mais para a frente vão colocar anúncios. Mas a possibilidade de cobrar por funcionalidades extras em uma rede social ainda nascente não me parece plausível e muito menos que convenceria um fundo, que espera retornos altíssimos de seu capital, a investir 435 mil dólares no Ello*. Este texto do YouPix investiga esta questão mais a fundo.

O Ello vai ser o novo Facebook? Ainda é muito cedo para dizer. Ele certamente provou que existe apetite e mercado para redes sociais além do gigante azul do tio Mark. Se o Ello vai conseguir destroná-lo, é outra história.

*links em inglês

Créditos das imagens: Reprodução

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Hanx Writer, o app que simula uma máquina de escrever

Clack, clack, clack, clack. Fiiiiiiiit. Clack, clack, clack, ding! Se você tem mais de 30 anos, já deve ter usado (ou brincado com) uma máquina de escrever, aquele assombro da engenharia humana que criou um processador de texto acoplado a uma impressora que nem precisa nem de eletricidade. Quer retomar a sensação de escrever em uma? Basta baixar o Hanx Writer, um aplicativo gratuito para iPad criado pelo ator Tom Hanks.

Tela do Hanx Writer, com o teclado de máquina de escrever. Crédito: Reprodução

Ele imita uma máquina de escrever nos mínimos detalhes, inclusive em todos os sons e com animações que evocam o movimento de colocar um papel na máquina, rodar a bobina etc. A experiência é mais agradável com um teclado Bluetooth acoplado, mas funciona bem com o teclado do próprio tablet.

O aplicativo vem com um modelo de máquina de escrever e funções básicas, mas permite que você salve o que escreveu em um pdf e mande por email ou salve no Google Drive, Dropbox, enviar para o Kindle e outros serviços, funcionando como um processador de texto bem básico.

Mas ele não ignora as facilidades da vida moderna. A tecla de backspace, que apaga o que já foi digitado, funciona normalmente, mas você pode desabilitar a função e ir na manha, como nos velhos tempos digitando XXXX em cima dos erros.

Um pacote extra de funções (que é pago) dá direito a mais dois modelos de máquina de escrever, mais moderninhos, suporte a múltiplos documentos, a possibilidade de trocar a “bobina de tinta” para azul e vermelho e alinhar o texto de três diferentes maneiras. Um detalhe divertidinho é que se você desabilita o som, as letras saem mais claras, como se você não estivesse fazendo tanta força para digitar. Mas a graça toda da coisa é o barulho, não é mesmo?

 

Carta do Tom Hanks explicando seu amor por máquinas de escrever e porque criou o app. Crédito: Reprodução.
Carta do Tom Hanks explicando seu amor por máquinas de escrever e porque criou o app. Crédito: Reprodução.

O app está fazendo sucesso: já chegou ao primeiro lugar na App Store no ranking dos aplicativos gratuitos, segundo o Mashable. Para os brasileiros, no entanto, o Hanx Writer tem um defeito grave: não há suporte para caracteres especiais ou acentos, o teclado é 100% americano. Até isso ser consertado, a única coisa que dá para fazer é brincar com a máquina de escrever, igual aos tempos de criança.

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Apple substitui de graça baterias do iPhone 5

Donas e donos de iPhones 5, atenção! A Apple descobriu que um lote de aparelhos com defeitos de bateria e está substituindo as baterias de graça a partir do dia 29 de agosto. Se você acha que sua bateria não está essas coisas (tá, pior que a maioria dos iPhones, pelo menos), vá até esta página e digite o número de série do seu telefone. Para descobrir o número de série, vá em Ajustes, depois vá para Geral, escolha a opção Sobre e desça até chegar ao Número de Série. As fotos abaixo mostram o que procurar, tanto no iOS 7 quanto no iOS 6:

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iOs 7
iOs 6
iOs 6

ATENÇÃO: apenas o iPhone 5 está contemplado. A Apple não está incluindo iPhones 5C ou 5S nesta iniciativa.

Se o número de série do seu aparelho foi contemplado, você precisa fazer backup do telefone, desligar a função “Buscar” e apagar todo o conteúdo dele. Aí, é só levar em uma das autorizadas da Apple listadas aqui ou na Apple Store do Rio de Janeiro para ter a bateria substituída. Cuidado: se seu telefone tiver algum dano, como uma tela quebrada, isso terá que ser consertado antes e os custos são por sua conta.

(Via Gizmodo)

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Os movimentos infinitos dos gifs animados de Erdal Inci

Uma das coisas mais bacanas sobre arte digital com gifs animados é a possibilidade de criar uma espécie de “moto perpétuo”, movimentos em imagens que não têm começo nem fim. O videoartista turco Erdal Inci usa Istambul como cenário de seus experimentos para criar gifs animados surreais, nos quais está correndo, andando ou criando padrões com lanternas e luzes.

Como ele explicou ao Huffington Post“Meu objetivo é encontrar e filmar um movimento interessante e cloná-lo [N.T.: copiando e colando o mesmo segmento em uma imagem maior] várias vezes, então o espectador pode ver todas as fases do movimento em período curto – como um ou dois segundos. Repetições e loops me fascinam, portanto eu amo gifs”.

Veja como ele consegue criar imagens hipnóticas e de quebra, deixar Istambul ainda mais interessante. Confira também o  portfolio digital de Inci, e seu trabalho no Tumblr, Vimeo e Instagram.

(Achado no Sploid)

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(Crédito das imagens: Erdal Inci)