14 maio 2014

Aplicativo de iPhone detecta câncer de pele melhor que muito médico

por Natasha Madov

1 min. de leitura
Aplicativo de iPhone detecta câncer de pele melhor que muito médico
Crédito: Universidade de Houston

Dermoscreen avalia lesões na pele que podem ser malignas. Crédito: Universidade de Houston

Um app para iPhone criado pela Universidade de Houston, nos Estados Unidos, consegue avaliar pintas, verrugas e lesões na pele e determinar se são malignas, o que poderia melhorar muito o diagnóstico e tratamento de milhões de pessoas que vivem em regiões com pouco acesso a médicos.

Claro que ele não faz isso com a câmera do celular (que a gente sabe que melhorou muito de algumas versões para cá mas ainda não é perfeita). É preciso um acessório especial, chamado dermoscópio, que usa lentes de aumento e ilumina a pele a ser fotografada, para conseguir uma avaliação mais precisa.

Segundo o criador do aplicativo, chamado Dermoscreen, o professor de engenharia George Zouridakis, testes iniciais indicaram uma precisão de diagnóstico de 85%, similar a de dermatologistas e melhor que a de clínicos gerais. Se o resultado do Dermoscreen é positivo, o paciente é imediatamente encaminhado para um especialista.

O risco de falsos negativos (quando o câncer existe mas não é detectado pelo software) existe, e por isso o app ainda está em fase de testes na universidade, mas sua patente para o diagnóstico de melanoma, um dos mais letais tipos de câncer, já foi emitida pelo governo dos Estados Unidos.

Além disso, a invenção pode ser usada em outros tipos de doenças dermatológicas fatais: os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos doaram mais de 400 mil dólares (cerca de 885 mil reais) para testar o Dermoscreen no diagnóstico da úlcera de Buruli, uma doença bacteriana que destroi a pele, que é comum na África subsaariana.

A ideia de usar smartphones para diagnosticar doenças está cada vez mais comum, e só mostra o poder de processamento de dados desses aparelhinhos que vivem jogados na bolsa ou mochila. Existem várias ferramentas nesse sentido pipocando pelo mundo e até no Brasil, como a de Vitor Pamplona, pesquisador ligado ao MIT, que em 2011 criou um aplicativo semelhante para o diagnóstico de catarata.

Via Recode.

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